"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Don't Step Back In Time

Anúncios Pessoais:

Se sentindo ridiculamente nostálgico? Certas canções, como a supracitada, têm te deixado num estado de gravidade-zero? CHUTA QUE É MACUMBA!!!

Pode ter certeza que não importa o quão real tudo pareça e o quão tentador seja voltar a sentir algumas coisas, às vezes ele nem está tão afim de você. Então é melhor você olhar o vídeo acima e querer mais fazer um strip-tease no espaço, do que pensar que a letra da música tem tudo a ver com sua vida sentimental atual. Se tem é porque você escolheu, não porque o Universo está contra você.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

"Drop Your Socks And Get Your Mini Boombox!"

Okay, eu perdi o show de Kylie ano passado em Sampa, choro... litrus... por isso, mas não deixo de ficar feliz com o anúncio da primeira turnê dela pela America do Norte. Pequena, sim, mas importante com certeza. Os EUA nunca foram muito receptivos com Minogue e mesmo que o Fever tenha bombado por lá, ela não chegou a se apresentar na America.

Boa sorte pra ela e invenjinha dos americanos, requalque diz que eu merecia mais que eles! rs
[Musique: Someday - Kylie Minogue]

domingo, 11 de janeiro de 2009

"Get Back Back To The Track"

Foram 10 dias de paraíso. No último minuto eu e alguns amigos decidimos viajar pra Boipeba, uma ilha aqui da Bahia. Nunca pensei que ia gostar tanto de praia como desta vez.

Mas a volta pra Conquista implica no retorno à vidareal e há muito o que se fazer em 2009. Mas como hoje é domingo, prefiro babar no novo namorado de Kylie Minogue, o modelo espanhol Andrés Velencoso.


[Musique: Bum Like You - Robyn]

domingo, 28 de dezembro de 2008

As Músicas de 2008

É a primeira vez que escrevo minha lista anual de músicas neste blog e eu já começo me interropendo para curtir uma das canções mais emblemáticas do ano: Off The Wall do Michael Jackson...

Desde que comecei a listar as canções mais importantes do meu ano, esta lista tem sido uma obsessão para mim. Contudo, em 2008, enquanto a cada mês o mundo da música me excitava e surpreendia cada vez mais (e eu instantaneamente pensava neste post), eu fui me des-nerdizando e me ocupado menos com pré-listas e essas coisas internéticas. No primeiro semestre eu ainda criei a Balada do Stalker, uma postagem semanal que demonstrou como eu me aproximava à crítica britânica e encontrava a cada semana a nova sensação da música. Porém depois da Itália fadiguei da vida virtual e me joguei na boemia.

Mas esta lista já é parte essencial da minha vida e deixar de fazê-la seria um crime. Em 2008 descobri mais divas, presenciei o retorno triunfal de outras e internalizei a eterna batalha entre o mainstream e o alternativo.


The Bubbling-Under:


20. "Like You'll Never See Me Again" de Alicia Keys/"Lamento" de Céu
A primeira, apesar de parecer tema de um episódio qualquer de Felicity, moveu meus melhores e solitários momentos romantico-novelescos. A segunda foi uma das favoritas dos momentos psicodélicos e pores-do-sol durante o ano.


19. "Wikked Lil' Grrrls" de Esthero
Esthero foi uma das descobertas mais gostosas do ano. Essa música, que mistura Hip Hop e Jazz, tinha a charmosa canadense cantando com tantas vozes diferentes que parecia uma girl band qualquer, só que harmonizada de verdade.


18. "Nanny Nanny Boo Boo" de Le Tigre
Tive um momento
Electroklash este ano e Le Tigre é minha banda favorita. Essa canção é uma piada deliciosamente poser ao culto da fama.


17. "Let Me Know" de Róisín Murphy
A molier mais sensual da cena [Dance] Electronica. LMK é uma das canções mais românticas e sexy da música Pop e tem um dos clipes mais gostosos que vi este ano.


16. "Warwick Avenue" de Duffy
Sim, eu gosto mais de Duffy do que de Winehouse e esta me vem no auge do drama-queenismo.


15. "Rapture" de Blondie
Contendo o rap mais cool da história do Pop, Rapture é a canção de abertura dos shows da minha banda imaginária.


14. "Let's Reggae All Night" de CSS
Durante meses meu lema foi "if you want, my friend, we can drink in the afternoon". Resultado: depois de meses alcoólicos, um dia resolvi comer um sanduíche natural e passei a noite vomitando. Moral da história: continue junkie. Viva CSS!!


13. "Boyz" de M.I.A.
Seja "missing in action" ou "missing in Acton",
estes dois termos não são suficientes para resumir a genialidade da dona deste codenome: Mathangi "Maya" Arulpragasam. "Boyz", de seu segundo álbum Kala, é o ideal estético da mistura entre Dance, World Music [apesar de este ser um termo pobre para falar de M.I.A.] e letras políticas.


12. "Like A Drug" de Kylie Minogue
Minogue faz parte do grupo de artistas que nunca me decepcionam. Esta faixa sexy e sugestiva, do X, foi a que mais reverberou este ano.


11. "Modern Love [Mark Moore & Kinky Roland Vox 12" Mix]" de Kish Mauve
Mima me faz pensar em artsy deevas como Edie Sedgewick ou Twiggy. Ela tem a sensualidade e beleza frias que Ladyhawke esqueceu na Nova Zelândia.


Top 10:


10. "Migrate" de Mariah Carey
Factum #1: eu não gosto de Mariah Carey.

Factum #2: eu nunca sou rígido quando o que ela faz, no mínimo, me diverte.

Este ano Carey lançou a sequência do seu ultra-hype álbum de 2005, The Emancipation Of Mimi, o E=MC². O álbum recebeu críticas mistas e não agradou muito aos fãs; quanto a mim, amey!, talvez porque em sua tentativa de mostrar que tem o cérebro na cabeça e não nos peitos, brincando com a
equivalência de massa-energia de Einstein, Mariah não parece muito com a Mariah gritadeira e entediante de sempre.

"Migrate" tem uma das aberturas mais deliciosas da música Pop de 2008, além de Carey fazer o que ela faz melhor que ninguém: letras auto-celebrativas que, na verdade, são divertidas.



09. "Black And Gold" de Sam Sparro
Minha descoberta masculina favorita: Sparro é talentoso, lindo, australiano e gay! rsrs Não que o último adjetivo seja premissa para eu gostar de um artista, mas é que fantasiar sexo com ele é muito mais real do que com Julian Casablancas, por exemplo. "Black And Gold", melhor faixa de seu álbum de estréia, tem uma letra ultra-romântica que sempre me mata e foi um dos mais gostosos singles de ElectroPop do ano, além de ter embalado as viagens a Roma.



08. "American Boy" de Estelle
Tida como a maior revelação do ano em Hip Hop, Estelle foi a primeira artista do gênero que eu realmente gostei. Depois dela, me abri para o maravilhoso mundo do Hip Hop.


Com participação de Kanye West [gênio!], "American Boy" é daquelas músicas radiofônicas que você não tem vergonha em admitir que adora, até mesmo porque ela é muito boa!

Lá estava eu no banco de trás do carro do ex-marido da minha prima, na minha última noite na Itália, ao lado do meu primo italiano [e lindo, importante frisar] ouvindo uma "mix-tape" que ele havia criado e não pude evitar em me sentir feliz quando essa música tocou e ambos a cantamos de cabo a rabo.



07. "Je Veux Te Voir" de Yelle
Descobrir Yelle foi uma das coisas mais divertidas do ano. Como toda francesa, Yelle é chic e glamurosa, mas foi a aurea despojada e blasé dela que me conquistou. IndiePop na forma de se vestir e sacana na maneira de fazer música, as canções de Yelle são excitantes por suas letras explícitas, mas acima de tudo, pela maravilhosa produção perfeita para qualquer dancefloor.



06. "Electric Feel" de MGMT
Momento mais Indie do ano, MGMT foi recebido por mim com certa resistência. O hype ao redor deles me irritava no começo, porque o psicodélico álbum, Oracular Espectacular, parecia uma modernização-faux do rock progressivo de 1970. A mania do mundo indie em copiar por copiar o passado [descaradamente chamada de retrô] sempre me irritou, mas no fim eu saí perdendo, porque a música da dupla é gostosa e bonita.

"Electric Feel" fala dos choques que sentimos quando vemos a criatura por quem temos aquela queda... e D-us sabe como eu sou viciado nesses choques.



05. "Paparazzi" de Lady GaGa
A adição mais recente deste ano é
Lady GaGa, meu novo objeto de adoração Pop. "Paparazzi", segundo Germanotta, é de fato uma canção stalker, mas muito mais sobre nossa obsessão diária pela vida dos famosos, perpetuada pelos amados/odiados paparazzi. Para mim, é romântica, dramática e ótima de cantar junto, como toda canção pop deve ser.



04. "That's Not My Name" de The Ting Tings
Jules De Martino e Katie White, The Ting Tings, são a personificação atual do cool. Melhor lançamento ElectroPop do ano eles são posers, porém talentosos - por isso
renderam bantante conversa aqui ao longo do ano.

"That's Not My Name" além de ser uma genial canção de Electro que sempre bota geral pra dançar rockermente, tem uma divertida letra sobre o desprezo da indústria da música por artistas que não seguem modelos e padrões. A letra também sintetiza a biografia da dupla, que foram sacaneados por gravadoras e tal até alcançarem o estrelato chegando ao topo das paradas britânicas, com essa faixa.



03. "Womanizer" de Britney Spears
Sim, ela tem sido uma das criaturas mais chochadas dos últimos anos, porém este ano Britney Spears voltou MESMO!!! Apesar de ainda não ser tão completa quanto gostaria que ela fosse, eu não consigo negar que ela evoluiu e muito como artista. Circus É um dos melhores álbuns do ano e a prova que Spears é capaz de fazer coisas realmente boas. Eu já percebera isso ano passado com o Blackout, mas só com a
review que escrevi pro álbum deste ano que consegui expressar meus argumentos sobre a evolução de Britney Spears: é como se ela tivesse finalmente vivido e agora há histórias para contar.

Apesar de hoje Womanizer não ser das minhas favoritas do "Circus", ela foi importante no ano como o marco do grande retorno de Spears às graças do mainstream.

Britney's top 5:
a. Womanizer
b. Kill The Lights
c. If U Seek Amy
d. Phonography
e. Shattered Glass



02. "My Love Is Better" de Annie
Passei praticamente o ano inteiro acompanhando Annie. Quando soube que ela estava produzindo seu segundo álbum e que ele seria lançado este ano, revisitei sua discografia, procurei conhecer suas referências e ansiei por cada faixa nova que aos poucos ia vazando. 2008 foi o ano em que ser fã de Annie se tornou importante para mim, porque me toquei da maturidade subestimada que ela possui como artista. Infelizmente Don't Stop [apesar de vazado em sua completude] não será lançado este ano e corre um risco de não ver a luz do dia: a Island Records fez com Annie o que a Mercury Records fez com White e De Martino. E agora sem gravadora, ela continua a compor e produzir mais faixas para seu novo álbum, que eu espero que realmente seja lançado.

"My Love Is Better" [produzida por
Xenomania] é uma faixa essencialmente Pop, com refrão grudendo, sintetizadores fritantes e pose de Diva.



Annie's top 5:
a. My Love Is Better
b. I Know Ur Girlfriend Hates Me
c. I Can't Let Go
d. What Do You Want [Breakfast Song]
e. Marie Cherie




01. "Heartbeat" de Madonna
Inicialmente eu já fui logo dizendo que Hard Candy era uma porcaria. Semana passada li um artigo do Washington Post que explicava essa relação fã de Madonna X trabalho novo de Madonna: quando Madonna lança novo álbum [e consequentemente toda uma nova proposta artística e imagética] a maioria dos fãs gastam horas explicando porque odiaram o novo álbum, para depois de algumas semanas voltarem a encher os ouvidos dos amigos explicando porque mudaram de idéia.

Comigo e "Hard Candy" foi a mesmíssima coisa. Eu não conseguia compreender como era possível um álbum de Madonna no qual Madonna não fosse a estrela única e exclusiva. Ao trabalhar com produtores mega-hypados e não com seres do submundo da indústria, ela saiu de sua zona de conforto e fez um álbum no qual ela dividia o holofote. O que me conforta como ser humano e crítico é que não só os fãs, mas também boa parte dos críticos não captaram de início que este fora um movimento tão premeditado quanto todos os outros de seus 25 anos de carreira.

Madonna em 2008 completou 50 anos e mais uma vez o mundo exigia dela um comportamento e, mais uma vez, ela se recusou a segui-lo. Meses depois de lançado o álbum, ela entrou em turnê mundial com a Sticky & Sweet Tour. Foi quando escutei as reinvenções musicais da turnê e li sobre o conceito do espetáculo que eu finalmente entendi que Madonna realmente não era mais a mesma, graças a D-us!

O show foi concebido como uma colcha de retalhos musical, como um álbum/show de Hip Hop, abusando do uso de samples e referências visuais diversas. A auto-celebração era mais que compreensível, afinal, como diz Purki "Madonna é uma pessoa que imortaliza imagens"; e ela agora entrava num momento da vida [a terceira idade] em que não só sua imagem mas como o seu todo é rejeitado pela sociedade. Ainda assim Madonna não provou apenas que tem muito a dizer e a fazer, como ainda é capaz de nos atrair com aquilo que justamente se diz ser recusável numa mulher de 50: a imagem.


"Heartbeat" é pra mim a melhor faixa do HC. Pharrell mostrou a faixa já pronta a Madonna, com os vocais de uma das strippers do Pussycat Dolls; Madonna adorou, porém reformulou a canção, que falava de amor e sexo no habitual estilo Pop/R&B, transformando-a numa ode à dança e à música. No começo, Madonna queria ser dançarina e com essa faixa ela parece explicar porquê. "Heartbeat" é a melhor descrição do quanto a música e a dança são capazes de tornar qualquer mortal em deuses, como a própria Madonna.

Comecei este artigo falando sobre Off The Wall do Jacko, que tem a mesma premissa de "Heartbeat". O que faz de Heartbeat uma sequência melhor da linda música do Rei do Pop é o fato de ela ser simples e direta; de certa forma, serve como um hino à vida noturna e aos amantes do dancefloor.


Madonna's top 5:
Este ano eu também realizei meu sonho de ver Madonna ao vivo. Ela encerrou a S&S com cinco apresentações no Brasil e eu assisti aos dois shows do Rio de Janeiro. Foram as experiências mais incríveis da minha vida até agora; muito mais importantes do que fazer sexo, ou passar no vestibular. Isso porque eu vi na minha frente e senti com todo o meu corpo o motivo de eu ter Madonna como minha referência-mor. Portanto, todo o
setlist da Sticky & Sweet estaria facilmente nesta lista.



Menções Honrosas:

- "Echo" de Cyndi Lauper: é meu vício da semana e a canção com potencial de me tornar um admirador real de Lauper.


- "Off The Wall" de Michael Jackson: neste ano eu me tornei um amante da música de Jacko. Sempre o reconheci como Rei do Pop, compreendendo bem seu fenômeno e reconhecendo sua grande importância para a Cultura Pop. Mas só este ano que parei, sentei, ouvi sua música e levantei para dançar com ela. "Off The Wall", o álbum, é meu favorito dele como artista solo - acho inclusive melhor que sua marca maior Thriller; e a canção me remete a um déjà vu que adoro ter quando escuto qualquer música: aquele que você apenas sente e por mais que tente não consegue pensar de onde veio.

- "Déjà Vu" de Beyoncé: DEE-VA!! Beyoncé é a verdadeira Diva do século XXI; uma pessoa que nasce com um ventilador embutido nos cabelos não pode ser outra coisa! "Déjà Vu" é a música de Bey que mais gosto de tocar - estridente, paranóica e terrívelmente romantica. Porém o que mais me atrai em Beyoncé é o apelo que ela tem: por mais que pareça errado o que ela esteja fazendo, de repente você se encontra amando; e não é só coisa frívola, mas as referências e qualidade estética de seus trabalhos têm se tornado cada vez mais interessante. Que venha Sasha Fierce!!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Ahh Se Eu Fosse Rico

Com essa nova febre por Róisín Murphy eu acabei descobrindo um cara que já admirava antes de conhecer, e agora que conheço passo a venerar: Gareth Pugh. Aquele vestido maravilhoso de xadrez escamado que Kylie usa no clipe de In My Arms é dele! Murphy usa o mesmo vestido em Overpowered. Inclusive, ele parece ser queridinho de Murphy, que é ela própria um ícone fashion, mesmo que não seja tão largamente conhecida como Kylie. Assim como a última, Murphy usa figurinos estrambólicos como se fossem jeansecamiseta.

Por isso Gareth parece perfeito para ela. Uma rápida vista pelas fotos de seus shows nas últimas fashion-weeks européias, as roupas dele têm uma geometria incrível, sempre monocromáticas e em tons futuristas-apocalípticos. Essa postura visionária dentro da moda prêt-à-porter fez com que Pugh subisse para a elite da alta costura, ao lado de nomes como Alexander McQueen e Vivienne Westwood; porém, amor dos críticos não enche barriga e Pugh ainda luta para ser um estilista comercial. Tipo, ele ainda não encontrou em sua mente e espírito o ponto de encontro entre a arte e a grana. Enquanto isso, outros gênios como Murphy e Minogue se dedicam a divulgar as maravilhosas peças de Pugh - mostrando que elas podem ser mais simples do que parecem. Eu usaria!!


Vejam mais Gareth AQUI.
[Musique: Get Into The Hollywood Groove (RIT Mix) - Madonna and Missy Elliott]

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Top 5: Electro-Indienization

Indie Yes! Entediante Jamais!

Depois de toda a onde Indie Rock que tive, senti falta do bom e velho dancefloor; então, seguindo o caminho de Saint Etienne que me derrubou com suas maravilhosas batidas House, acabei encontrando mais nomes da cena. Aqui e abaixo 5 atos que estão mexendo meu mundo e corpo.


Menções Honrosas:

- Give It 2 Me [de Madonna]. Tem nada de Indie e de cara é R&B, mas preste atenção em suas loucas variações e perceberá um excitante momento Dance, como Madonna não fazia há muuuuuuito muito tempo.

- Like A Drug [de Kylie Minogue]. Não é surpresa que minhas divas Dance favoritas estariam aqui. No momento, elas são as únicas coisas não-Indie que tenho escutado, e "Like A Drug" com sua poderosa intro e massivamente envolvente sintetizadores "got me hooked, getting me on the floor."


Top 5:

[5] Helpless Fool For Love [de Annie]. Miss Annie é sempre uma favorita. Já falei um pouco dela aqui e no Life's a Bitch, e já foi também a música de vários posts - e agora, quando me [re]conecto com a cena new rave relembro e re-escuto seus simples-mas-lindo álbum debut - Anniemal. "Helpless Fool" é uma excitante faixa mid-tempo que tem uma batida ótima sincronizada com a letra obsessiva. Mas aviso: se você não realmente ama Electro-Dance, nem tente Annie.

[4] Je Veux Te Voi [de Yelle]. Tem o Bonde do Rolê, que tá bombando the planet com seu [ainda mais] irreverente approach do Favela Funk. Yelle é a gringa mais próxima do que é o Funk Carioca. Ela, contudo, tem batidas e produção mais elaboradas/eletrificadas, mais as letras e o jeito de cantar mais ligado no Hip-Hop do que no Proibidão. "Je Veux Te Voi" pode soar irritante para os não-amantes do estilo, mas para aqueles que adoram canções safadas e tesão, Yelle é um doce.



[3] A Cause Des Garçons (TEPR Remix) [de Yelle]. Tenho esse novo sonho de dancefloor [rizo] que é dançar essa música como esses caras. Tecktonik é o tesão da tapioca agora. E ei, não fique surpreso se Madonna enfiá-lo em sua turnê Sticky & Sweet [combinaria perfeitamente com "Give It 2 Me"]!



[2] Cry Baby [de Róisín Murphy]. Uns amigos disseram para baixá-la, baixei, mas demorei litrus pra finalmente tentá-la. Stupid stupid Lucas!! Sempre atrasando o que é bom para ele! Ainda estou viciado em cada música de seus dois álbuns solo, tanto que não sei qual escolher, mas Cry Baby [que tem uma incrível batida que lembra um pouco do muito imitado clássico de Donna Summer, I Feel Love, porém bem mais up-tempo e uma atmosfera capaz de te chutar e botar pra dançar] era a que estava tocando quando comecei a escrever essa posição, então aí vai.



[1] Sing It Back [de Moloko]. Quando contei a um amigo que estava apx por Murphy mas não conhecia nada de Moloko, ele se sentiu ofendido. Então ele me mandou alguns vídeos e entendi porque. ELES SÃO PURA PERFEIÇÃO!! Com um som mais orgânico que o habitual da música Electro-Dance, suas canções tinham mais instrumentos ao vivo que outras bandas - algo como o que faz Saint Etienne. Essa performance abaixo é a que abalou bangu; a persona, presença e beleza de Róisín são de tirar o fôlego!!! Todo vocalista wannabe deveria sonhar em ser quão energética e chic.


sexta-feira, 9 de maio de 2008

Alguém Aí Sabe...

...quanto é uma passagem de trem de Roma a Londres?
Rzrzrz
Há três dias começou a KylieX2008, a mais nova e bombástica empreitada da minha adorada Kylie Minogue! Ontem vi fotos do show de abertura na charmosa Paris, casa do figurinista da turnê: ninguém menos que Jean Paul Gaultier [bEIjos!]. Cara, pense em PHoda! Hoje recebi um newsletter falando sobre a estréia da turnês que conta com nada menos que 10 dançarinos e 4 acrobatas, uma totalmente nova banda [porque Kylie canta tudo ao vivão se voses não sabem ok!] com direito a sessão de metais [AloBierq!!!].
Mas claro que a turnê só está programada [por enquanto] para a Europa. Kylie é a artista que eu não tenho esperança nenhuma de ver por aqui, entãã~~oooooooooooooooooo... considerando que Lucas vai estar na Itália entre 25 de julho e 9 de agosto, repito a primeira pergunta: QUANTO CUSTA UMA PASSAGEM DE TREM DE ROMA A LONDRES?!?!? Porque o ingresso eu já vi e está dentro do meu orçamento [fiquei feliz em saber que apesar de toda a parafernalha estética, Kylie não é tão capitalista quanto à Confeiteira], agora só me falta ir para London City!
Enquanto mexo mels palsitos oliem sóam q coisa lidna de GZUIZ!!!


terça-feira, 15 de abril de 2008

"Ohhh Ohhhh Ohhhh"


Reflita minia gents!
Olia só a afinação da molier! E até parece que ela não tá fazendo nada demais!
Quantos anos ela tem mesmo? 25 né? Perfecta!
E essa baixista hein? Linda demais!
Mori...

domingo, 2 de março de 2008

Feelin' Crazy 'Bout My Body

Anúncios Pessoais "Qual Sua Perversão?":

Kylie "D-us" Minogue


A palavra é: WOW! Assim que tiver um sabor tão fino e delicado quanto o dessa molier, você se sentirá como se nunca houvesse viajado na vida. Antes dela, qualquer experiência foi apenas ensaio. Você vem à vida enquanto ela declara que você é quem a faz se excitar com o próprio corpo. Suas batidas serão uma quando nos braços dela, porque não há subterfúgio: ela é a única.
Sentir-se-á como realizando todos os desejos de sua mente hipnotizada, dentre viagens cósmicas e brilhantes estrelas bem diante de seus olhos: como uma droga.
Toda tentação será atendida e logo estarão dançando, fazendo ali mesmo na pista.
Preferências: feromônios.
Não: atreva-se a cansar.


[Musique: Like A Drug - Kylie Minogue]

terça-feira, 29 de maio de 2007

Semana Kylie Minogue: KylieFever

Reflita: clicaê. Quem tá afim de saber lê aí e se vira com o inglês, quem não quer whatever.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Semana Kylie Minogue

Mori!
Descobri de manhã que hoje é aniversário de Kylie! Como um fã-psico como eu não poderia ter sabido antes? Em minha defesa, eu nem lembro quando é o aniversário de minha irmã ok [brimks].
Então, para retificar meu pecado, de hoje até domingo haverão postagens diárias sobrea segunda parte da minha Santíssima Trindade. Para o deleite de fãs eventuais que passem por aqui, the ho... e eu mesmo. E também para aqueles que não sabem muito desse D-us.

Começando... em Cannes lá estaa ela jantando a refeição que ela pagou milhões para ter [a grana foi revestida para pesquisas da AIDS, então okay pagar uma fortuna para jantar com George Clooney], quando a darlene internacional [num bom sentido] Sharon Stone levanta e grita "e ai, quem quer ouvir Kylie Minogue cantar?" De acordo com o LK Today Kylie não fazia idéia que iria cantar, mas aceitou a brincadeira-desafio e subiu no palco. E advinha só... tá vejam voses mesmos.


terça-feira, 8 de maio de 2007

Filmes de Fossa #1: Feriado Vermelho Com Saudade

Quando na sexta vi no IMDb que era aniversário de Audrey Hepburn eu imediatamente decidi homenageá-la com uma maratona Hepburn assim que chegasse em casa da facult; mas cheguei tão cansado que tive que escolher um, assistir três filmes seguidos seria tortuoso. Muitos escolheiram Bonequinha de Luxo de cara, mas apesar de amá-lo, diferentemente dos outros títulos que tenho, eu já o vi umas tantas milhões de vezes. Então escolhi A Princesa E O Plebeu [APEOP]: primeiro sucesso de Audrey em Hollywood, e seu primeiro e único Oscar [não conto os honorários].
Nessa segunda vez em que assisti esse clássico da Paramount, imaginei como seria se Audrey tivesse tido a chance de trabalhar com Woody Allen. Isso porque o senso de naturalidade de sua atuação é tão vibrante que até em momentos extravagantes e improváveis como em APEOP, você ainda consegue sentir como se fossem as coisas mais prováveis de se acontecer.
Bem, nele Audrey é a jovem Princesa Ann que por razões políticas está fazendo uma turnê pela Europa. Na sua parada em Roma ela está claramente cansada e entediada, como qualquer jovem se sentiria, e decide fugir, para desta maneira experienciar a excitante vida noturna de da capital italiana. Então, coisas acontecem e ela acaba passando o dia seguinte com um furtivo e mal-intencionado reporter americano [um maravilhoso e absolutamente charmoso Gregory Peck] que, percebendo estar em compainha de tal nobreza, pretende fazer uma bombástica matéria sensacionalista sobre sua visita. Como muitos outros clássicos, esse filme virou ícone de cultura pop e já foi imitado por vários outros filmes e mídias [até mesmo Sabrina, a bruxa adolescente]; então é sempre uma diversão tentar lembrar em quais outros filmes já vi aquelas cenas.
Apesar de pequenas falhas, [praticamente não vemos o romance de Ann e Joe Bradley crescer, você apenas sabe que ele acontecerá e ele apenas acontece,] superficialmente este é um filme na premisa básica do cinema: entreter; mas claro, há mais nele do que vêem os olhos. Enquanto você segue as aventuras deles no lindos e históricos pontos turísticos romanos, você experiencia o amadurecimento de uma jovem mulher. Ann parte de uma garota inocente impactada por seus inevitáveis deveres políticos, para uma uma mulher consciente de sua importância para seu país; e ela chega a isso vivendo - mesmo que por um dia somente - sua vida como ela gostaria e fazendo coisas esperadas de uma adolescente normal [mesmo que a idade dela nunca seja especificada]. Isso fica claro quando ela entra no salão de beleza e corta seu cabelo, como num ato de desejo por independência, e nos faz pensar se os jovens devem realmente amadurecer cedo demais, como hoje em dia, perdendo assim coisas importantes que os moldarão para o resto de suas vidas.
Audrey Hepburn parece, em cada momento, estar em perfeito conhecimento disso e possui Ann com sublime e sutil atuação [a cena em que ela descobre que Joe e Irving são jornalistas é orgásmica!]. Durante as filmagens Gregory Peck delirou sobre a performance de Hepburn e disse que ela deveria e iria ganhar o Oscar de melhor atriz naquele ano, por seu retrato da jovem Ann. Pois bem, ela ganhou, derrotando estrelas estabelecidas e geniais como
Ava Gardner e Deborah Kerr [como a misteriosa e hipnotizante Karen Holmes em A Um Passo Da Eternidade].

Todas as cores, músicas e vida vibrante em Moulin Rouge! disfarça uma profunda e triste história de amor. Todos sabemos que aquele final é para lá depressivo, mas poucos percebem que ele é a culminação de uma série de elementos que têm sido mostrados desde o começo. O fato de sabermos da morte de Satine nos primeiros dez minutos é um aviso de que não estamos vendo um musical alegrinho. Para mim, este é um dos mais obscuros e heartbreaking filmes já feitos; decidi vê-lo devido à sincronia da vida e estava ciente de que seria uma experiência lacrimosa.
O contraste entre o carnaval de cultura pop e o melodrama do roteiro é feito por Baz Luhrmann de uma maneira brilhante e tão glamurosa que você não pode evitar que seu queixo caia, seus olhos molhem, seus corpo se arrepie; os cenários e figurinos kitsch e exagerados ficam maravilhosamente alegres quando você ouve todas aquelas canções coladas de maneira perfeita, como a trilha sonora de nossas vidas. Quero dizer, se sua vida fosse um musical, seria repleto de canções que você escuta todo dia; então, é puro prazer assistir a Moulin Rouge e cantar junto todas as músicas, como se você estivesse ouvindo uma coletânea.
Daí tem a tal da Kidman deslumbrando-nos com sua pele alva e cabelo violentamente vermelho, combinados a uma embasbacante fotografia azul. Para mim, em MR, Kidman está no auge de sua carreira; esta é minha performance favorita até agora, porque ela faz absolutamente tudo: canta, dança, desce de um trapézio, faz comédia, romance e drama, tudo em seus primeiros dez minutos de cena. Depois disso sua Satine nos dá uma montanha-russa de emoções e carisma tão difícil de se encontrar [e ainda aqueles velhacos FDP deram o Cara Careca para aquela odiosa Halle Berry]. Posteriormente, quando aquele danado garoto Christian [o sempre lindo e perfeito Ewan McGregor] a canta aquela música, aquela mesma que todos chamamos de nossa, é impossível não torcer pelo amor deles.
Oh, e tem Kylie Minogue! Levaram-se milênios para descobrir que a Fada Verde era ela, mas agora sempre que vejo o filme, fico aguardando ansiosamente o momento em que ela pulará da garrafa de absinto e transformará The Sound Of Music numa coisa sexy e tarada. Ela estar em tal projeto me faz amar Baz ainda mais, significando que ele está ligado a cada aspecto do culto [pop], inclusive deuses subestimados como Minogue. A ponta de Kylie é uma daquelas surpresas adoráveis que você tem quando vê um filme, e uma das várias que há neste. Eu absolutamente adoro quando Christian e Satine voam para o telhado em Your Song e a referência a Cantando Na Chuva; ou os fogos de atifício em forma de coração em I Will Always Love You [sem mencionar todo o Elephant Love Medley]; e cara!, nem digo de Material Girl em Diamonds Are A Girl's Best Friends.
Então no fim, a colagem pop de Baz é como um musical deve nos fazer sentir, porém melhor: simplesmente porque ele transforma o mundo num lugar mais feliz e bonito, apesar de sua obscuridade. E já que eu sou/adoro experiências catárticas, esse filme é essencial para quando estou melancólico e romanticamente abalado; fica aí a dica.

Tempos atrás, eu e the ho conversávamos sobre como Almodóvar transforma suas atrizes em mulheres gostosas e desejáveis, mesmo quando não são tão bonitas; um ótimo exemplo é Rossy De Palma. Ano passado ele transformou Penélope Cruz novamente numa mulher de verdade, deixando para atrás a imagem americanizada que Hollywood a impôs. Então, depois de Moulin Rouge, eu vi Fale Com Ela pela segunda vez e essa idéia me veio à mente de novo. O jeito que Rosario Flores parece tão masculina é apenas uma casca que cobre a incrível feminilidade que ela exala sempre que está em cena.
Porém para mim, nesta obra-prima de 2002 Pedro fala mais de uma palavra dificílima de ser traduzida para outras línguas: saudade. Isso que sentimos quando sentimos tanta falta de alguém, que nossa energia fica presa em nostalgia. E neste filme ela é retratada de um jeito de partir o coração, mas, ainda assim, interessante, como só Almodóvar sabe fazer. Marco sentia tanto a falta de sua esposa problemática que ele chorava sempre que vivia algo sublime e emocionante. Por que? Porque ele não a tinha por perto para compartilhá-los. Saudade, mi amigos.
Outra coisa que me cativou nessa segunda vez foram os adoráveis flertes que ele faz com o
Brasil. Vocês sabem que Caetano canta Cucurrucucú Paloma nele; porém antes disso, na primeira cena de tourada a música tocada é Por Toda A Minha Vida, de Elis Regina e Tom Jobim; depois Marco cita uma música de Jobim para Lydia [Insensatez]; e dentre os guias de viagem escritos por Marco, há um do Brasil.
Hable Con Ella, pelo fim, transforma-se num lindo ensaio sobre a solidão com pitadas de saudade, onde Almodóvar brilha em seu estilo de homenagear a arte do Cinema [desta vez a era muda] e usando polêmicas tramas; mas para mim, esse é um filme que tem um fim tão luminoso e cheio de esperança que reassegurou em mim o "poder do adeus"; mas também incitou meu desejo por amor. E não estou falando de sexo.
[Song: Lamb - Gorecki]