Última pergunta do Validator: Posso perguntar sobre sua vida romântica?
Última resposta de Madonna: Posso mandar você calar a boca e isso não é da sua conta?
[Musique: Black Jacks - Girls Aloud]
Popismo com altas doses de subjetividade.
Última pergunta do Validator: Posso perguntar sobre sua vida romântica?
Última resposta de Madonna: Posso mandar você calar a boca e isso não é da sua conta?
[Musique: Black Jacks - Girls Aloud]
Gui:
é o meu diferencial, um diferencial que, não é nada, não é
nada... não é nada, mesmo.
meu carma é viver num circo e casar com uma anã de bigode.
A Ana não existe. diz:
Eu deixo o bigode crescer se você tirar
esse til daí, viu.

No segundo dia tocamos rock; não porque nos retraímos pela má resposta do povo do Metal, mas apenas porque estávamos com vontade de rocks. Por isso abrimos com Rocks* de Caetano Veloso. Mais uma vez estávamos fazendo um protesto implícito ao quadradismo da cena; Caetano foi recebido com desdém quando seu maravilho álbum de Indie Rock foi lançado há dois anos - contudo os críticos amaram e os verdadeiros amantes da boa música viram a beleza dele.
Então lá estávamos playing by numbers, mas com nosso próprio ábaco. Mas o público era diferente; os metaleiros estavam em menos número e os presentes pareciam mais abertos às novidades. Purki recebeu um elogio de um rocker quando tocamos Je Veux Te Voir*, da Yelle; uma tia havia o presenteado com o CD dela e ele estava adorando; algumas garotas pediram para tocarmos Ecos Falsos* de novo, uma banda indie brasileira que bombou no dia anterior quando tocamos; e uma molier nos disse que ficou puta quando nos cortaram enquanto tocávamos How Soon Is Now, do The Smiths.
Gostamos de rock! Eu, talvez, bem menos que meus amigos, mas eu gosto de indie rock, pop rock, glam rock, nu rave e essas pohas pseudo-modernas que na verdade imitam a velharia [que também me apetece]; mas coisas como metal, hard, gothic, death, infernal, capetão, blablabla não me agradam mesmo! Às vezes me tocam inusitadamente, como a banda local Liatris e sua vocalmente ousada "líder", Larissa Hyuga, que fizeram uma versão-do-metal para Take On Me do A-Ha. Tiop TEMDEMSIA!!!
Porém, o hábito é que a geração atual de rockers tende a ser altamente preconceituosa e exageradamente nostálgica. Então, mais-ou-menos como um protesto ao caretismo da cena rocker, começamos com Declare Independence* de Björk. Ninguém prestou muita atenção, mas alguns se tocaram que havia um som sendo jogado ali e que era interessante. Mesmo assim continuamos com o play-it-safe e tocamos coisas como I Bet You Look Good On The Dancefloor* dos Macacos do Ártico e 20 Year Old Lover* da ultra-tesão Juliette And The Licks, passando por Sunday Morning do No Doubt, que botou alguns pra requebrar com sua leve pegada ska.
Depois de umas várias cervejas ligamos o fuckoff! e transformamos a bagaça em um dancefloor eclético, com rocks dançantes à lá Franz Ferdinand e electro-pops Yellianos. Alguns metaleiros vieram dar dedo enquanto Tecktonik-ávamos no palco, mas estava tudo tão divertido que dedei os caras de volta e continuei rebolando.
No fim das contas estávamos ultra cansados pela pilha de tentar agradar um público beeeeeeeem diferente da gente, mas pra-lá-de satisfeitos por termos sido simplesmente nós mesmos [em alguns momentos até demais] e, assim, conquistando opiniões positivas de quem interessava [business! business! business!].
Hoje, tem mais: entraremos mais cedo para fazerem as moscas e garfanhotos dançarem enquanto os Seus Lobos do metal não vêm.
*Na BitchyList, na pasta Stalker.
A outra música que na semana passada fez minha cabeça no geral e especialmente nos momentos noobs e stalkers da vide foi Do It de Nelly Furtado. A música em si já é uma fofura do gênero psicótico com uma criatura que fica observando um cara com quem teve conexão no passado e não conseguiu esquecer.
É interessante como canções genuinamente obsessivas funcionam de maneira tão natural em nossa mente. Claro que isso tem tudo a ver com o fato de [como dizia Caetano] de perto ninguém é normal, aí nossas cabecinhas doentias se identificam com coisas produzidas por outras cabecitas doentias.
Siguintchy: todas as músicas citadas no BS tem agora pastas exclusivas na caixita branca no topo do blogo. A pasta obviamente se chama "Stalker" e cada post tem sua pasta.
Begosmiliga!
Ontem eu fiquei com a piriquita acesa por escrever logo de uma vez isso aqui, mas no fundo não havia tempo, la bohême já me esperava há algumas horas, mas juro juro que tava difícil sair e largar os amplificadores do computador estourando Missy Elliott nos meus tímpanos. Mas não é só dela a Balada do Stalker de hoje, e sim de todo um estilo o qual, como disse ontem, nem Madonna, com sua mais nova reinvenção, nem Mariah conseguiram me deixar tão curioso quanto Nelly Furtado o fez nos últimos dias. O estilo em questão é a bafônica Black Music, que tem variáveis bem mais ricas que o preconceito deixava eu ver.
Missy Elliott é uma rapper, disso não se tem dúvidas. Mas o que eu não sabia era que as produções de seus álbuns eram tão boas e conceituais. Amiguinha de Timbaland, eles foram dois dos responsáveis na revolução do Hip Hop ocorrida no fim dos anos 1990 - acrescentando batidas mais elaboradas, com loucurinhas que superavam a base repetitiva do Rap tradicional.
Porém, é Esthero, uma canadense que faz trip-hop que me mostrou a faceta mais saborosa da Black Music. Misturando Soul, Hip Hop, Rap [há diferenças entre os dois, mas isso é pra outra história] e música caribenha, lido assim o som de Esthero pode soar como um sambão do crioulo doido, mas em seu segundo álbum, Wikked Lil' Grrrls - por exemplo, - tudo é perfeitamente harmonizado, com uma produção tendo instrumentos entrando e saindo em tempos perfeitos, a orquestração das músicas é coisa de gente madura! E ela tem só 29 anos!!!
Desde então Esthero é declarada influência para uma série de artistas, dentre eles Nelly "Nellstar" Furtado. Foi por ela que conheci Esthero, anos atrás quando virei fã e conheci a linda canção I Feel You, b-side do cd-single de I'm Like A Bird. Contudo, foi só agora que eu baixei e vim a conhecer maravilhosas canções como Thank Heaven 4 You, Wikked Lil' Grrrls, Bad Boy Clyde e My Torture. E é bem ela que está abaixo no vídeo.
Inventando uma nova série pra esse blog quasi-mortum. A balada do stalker é a música da semana que te dá vontade fazer o stalker no orkut - o som que te injeta endorfina enquanto você comete o guilty pleasure de fuçar a vida dos outros na Internet.