"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

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sábado, 2 de maio de 2009

NoobTimes: Madonna's A Bitch

Em entrevista ping-pong para Validator ["espécie de editor da revista de seu fã-clube ICON] Madonna prova que ainda é a bitch das bitches.


Última pergunta do Validator: Posso perguntar sobre sua vida romântica?

Última resposta de Madonna: Posso mandar você calar a boca e isso não é da sua conta?


rsrs...

Dentre outras inutilidades ela está apaixonada por Obama e gostaria de conhecê-lo, e seus filhos costumam fazer a bitch com ela, falando apenas em francês em casa e ela não entende bulhufas.

Totalmente noob, mas é bem divertido saber essas coisas. rs

[Musique: Black Jacks - Girls Aloud]

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

NoobTimes: Langanhagem

Definição:
Langain é um adjetivo que não sei de onde veio, só sei que é a melhor gíria para definir pessoas largadas na vida. Ser langain é uma arte, porém tem de ser feita com classe. Pourquoi? Parce que uma pessoa totalmente langain é entediante; o langain classudo é uma pessoa interessante com aspectos de langanhagem.
Lucas, por exemplo, cuida vida mas sempre tem partes de sua vida que nunca funcionam [oi love life!]. Auto-indulgência? Langain!
X da questão:
Continuando os dias de férias no modo de procrastinação constante, adicionei gadgets na barra lateral à esquerda do blogo.
  • VideoPhone = duh! Vídeo/música/whatever-on-youtube que bomba minha cabeça no momento.
  • Crush = atual(s) amor(s) da vida.
  • Weekly Cocaine = vício musical da semana.
Mas quem se importa? Alguém lê isso aqui com frequência nessa vida? rs Mas tiopasim: fingir que seu blog é pop é ultimately langain.
/fikdik
[Musique: Poker Face - Lady GaGa]

domingo, 25 de janeiro de 2009

NoobTimes: Oh What A World!!

Às vezes eu fico de cara como o mundo realmente parece estar confuso em relação ao que é real e ao que não é.
Aqui vai uma noobtimes confession: eu tenho perfil no manhunt. Desde que saí do armário eu tenho perfis nesses shoppings de "escambo sexual". rsrs Devo soar um tanto amargo com esse termo, porém hoje percebo que ninguém ali está interessado de verdade em atingir níveis mais profundos de convivência [e nem estou falando de namoro].
Factum número uno - as pessoas são ultra preconceituosas: a maioria dos perfis diz coisas como "estou em busca de amizade" para posteriormente dizer "não curto afeminados." Beleza - afeminados também não fazem meu estilo, mas qual o problema em conhecê-los?
Factum número dos - desde que quando mudaram a ordem natural das coisas e você passa a conhecer o pau de uma pessoa antes de ver seu rosto? A maioria das pessoas nesses sites só estão interessadas em trepar umas com as outras. Eu confesso que minha intenção principal também é essa na maioria das vezes... mas eu nunca farei sexo apenas com um pau ou uma bunda - eu gosto de rostos!
Então motherfuckers, mostrem seus rostos! Porque é eles que vocês mostram na rua, não suas partes íntimas!
[Musique: So What - P!nk]

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

NoobTimes: Workshop de WebPaquera com Ana Clara

Ana Clara, meu pedaço de lixo favorito está em mais uma tentativa de se imergir na vida blog-ística. Seu novo sítio é na ultra-indie avenida da Wordpress e tem logo no título o humor ácido-porém-fluorescente inerente à nação independente *cof-cof*: "Anticrônico. Sem hífen." [tiop, anticrônico nunca teve hífen.] E logo na primeira postagem ela já bomba o planeta, mostrando que discípula de Charles Bukowiski vai direto ao ponto com sua língua competente e ferina.
Aí depois de meu comentário ela exigiu que eu divulgasse o blog dentre todos os meus contatos de msn, "quero ser pop", disse ela. Porém disse nemli e ela fez a bitch - nada mais usual e natural numa noite tediosa de segunda-feira. Até que ela me vem com um pedaço de seu novíssimo workshop em WebPaquera:

A Ana não existe. diz:
OLHA MIH
A Ana não existe. diz:
VIAJA AQUI
A Ana não existe. diz:
eu virei pra gui
A Ana não existe. diz:
um amigo
A Ana não existe. diz:
e perguntei o que ele espera pro futuro dele.
A Ana não existe. diz:

Gui:

é o meu diferencial, um diferencial que, não é nada, não é
nada... não é nada, mesmo.
meu carma é viver num circo e casar com uma anã de bigode.


A Ana não existe. diz:
aí eu disse:

A Ana não existe. diz:
Eu deixo o bigode crescer se você tirar
esse til daí, viu.


A Ana não existe. diz:
RERE/

sábado, 13 de setembro de 2008

NoobTimes: Mosaico

Porque eu não tenho coisa melhor pra fazer.

The Instructions:
1. Type your answer to each of the questions below into Flickr Search.
2. Using only the first page, pick an image.
3. Copy and paste each of the URLs for the images into
fd’s mosaic maker.


1. Qual seu nome? Lucas.
2. Qual sua comida favorita?
Lasanha.
3. Onde cursou o ginásio?
IST[ Instituto São Tarcísio].
4. Qual sua cor favorita?
Preto.
5. Por qual celebridade você tem uma queda?
James McAvoy.
6. Bebida favorita?
Café.
7. Férias dos sonhos?
França.
8. Sobremesa favorita?
Petit Gateau.
9. O que você quer ser quando crescer?
Famoso! rsrs
10. O que você mais ama na vida? Evolução.
11. Uma palavra para descrevê-lo: Ariano.
12. Seu nome no Flickr:
Lucas Wino.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Conquista Rock Festival Day 2

No segundo dia tocamos rock; não porque nos retraímos pela má resposta do povo do Metal, mas apenas porque estávamos com vontade de rocks. Por isso abrimos com Rocks* de Caetano Veloso. Mais uma vez estávamos fazendo um protesto implícito ao quadradismo da cena; Caetano foi recebido com desdém quando seu maravilho álbum de Indie Rock foi lançado há dois anos - contudo os críticos amaram e os verdadeiros amantes da boa música viram a beleza dele.

Então lá estávamos playing by numbers, mas com nosso próprio ábaco. Mas o público era diferente; os metaleiros estavam em menos número e os presentes pareciam mais abertos às novidades. Purki recebeu um elogio de um rocker quando tocamos Je Veux Te Voir*, da Yelle; uma tia havia o presenteado com o CD dela e ele estava adorando; algumas garotas pediram para tocarmos Ecos Falsos* de novo, uma banda indie brasileira que bombou no dia anterior quando tocamos; e uma molier nos disse que ficou puta quando nos cortaram enquanto tocávamos How Soon Is Now, do The Smiths.

De alguma forma, a escuridão que envolveu o fim da noite de sábado parecia ter se dissipado e nos divertimos mais do que preocuparmos em agradar.
*Na BitchyList

domingo, 20 de julho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Conquista Rock Festival Day 1

Ontem discotecamos num festival de rock. E apesar de [definitivamente] metaleiros não serem nosso público ideal, foi legal se divertir ao goo' 'n' ol' rock'n'roll, da maneira suja e transgressora do gênero. Até entrevista pra TV E a gente deu! rs F*CK ME I'M FAMOUS!!!!!

Gostamos de rock! Eu, talvez, bem menos que meus amigos, mas eu gosto de indie rock, pop rock, glam rock, nu rave e essas pohas pseudo-modernas que na verdade imitam a velharia [que também me apetece]; mas coisas como metal, hard, gothic, death, infernal, capetão, blablabla não me agradam mesmo! Às vezes me tocam inusitadamente, como a banda local Liatris e sua vocalmente ousada "líder", Larissa Hyuga, que fizeram uma versão-do-metal para Take On Me do A-Ha. Tiop TEMDEMSIA!!!

Porém, o hábito é que a geração atual de rockers tende a ser altamente preconceituosa e exageradamente nostálgica. Então, mais-ou-menos como um protesto ao caretismo da cena rocker, começamos com Declare Independence* de Björk. Ninguém prestou muita atenção, mas alguns se tocaram que havia um som sendo jogado ali e que era interessante. Mesmo assim continuamos com o play-it-safe e tocamos coisas como I Bet You Look Good On The Dancefloor* dos Macacos do Ártico e 20 Year Old Lover* da ultra-tesão Juliette And The Licks, passando por Sunday Morning do No Doubt, que botou alguns pra requebrar com sua leve pegada ska.

Depois de umas várias cervejas ligamos o fuckoff! e transformamos a bagaça em um dancefloor eclético, com rocks dançantes à lá Franz Ferdinand e electro-pops Yellianos. Alguns metaleiros vieram dar dedo enquanto Tecktonik-ávamos no palco, mas estava tudo tão divertido que dedei os caras de volta e continuei rebolando.

No fim das contas estávamos ultra cansados pela pilha de tentar agradar um público beeeeeeeem diferente da gente, mas pra-lá-de satisfeitos por termos sido simplesmente nós mesmos [em alguns momentos até demais] e, assim, conquistando opiniões positivas de quem interessava [business! business! business!].

Hoje, tem mais: entraremos mais cedo para fazerem as moscas e garfanhotos dançarem enquanto os Seus Lobos do metal não vêm.

*Na BitchyList, na pasta Stalker.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Nothing But Your Local DJ

Sábado para mim foi mais uma data histórica. Clichê eu falar desse forma de algo que com certeza seria marcante em minha vida, mas falo assim porque não tenho ainda palavras mais interessantes para descrever a estréia do egocentric-hard-porno.

Quando estreei no teatro, na hora anterior ao grande momento eu tava palpitando e me cagando todo. Não sei o que me deu, mas passei o sábado bem mais susse do que meus co-workers Purki e Clarinha, que ficaram ora preocupados com detalhes técnicos, ora nervosos com a estréia. O frio na barriga me era constante, mas havia um otimismo me esquentando que me surpreendeu um pouco.

Uma hora e meia antes do horário marcado como início da festa, nós três já estávamos lá para resolver tecnicalidades como posição do projetor e do laptop por onde Purki faria suas mágicas e o início do embebedamento: quando a festa finalmente começou, nós três já estávamos alcoolizados o suficiente para relaxarmos.

A discotecagem foi iniciada com Tony, que fez um som-teste enquanto nos preparávamos para tocar: eramos os primeiros. Porém, nem metade dos nossos amigos haviam chegado e foi bem isso que me deixou, digamos, mais irritado que nervoso. Quando o primeiro deles chegou [Marcantonio, o mafioso que arrumou todos os pauzinhos da ponte entre nós e a festa] eu relaxei e minutos antes, a maioria dos importantes para nós já estavam lá.

Tony sinalizou para que eu subisse e posicionasse o CD com a primeira música do nosso set: Ray Of Light; Madonna foi a musa durante praticamente todo o processo de montagem do egocentric-hard-porno e no momento em que os primeiros acordes da música ecoaram pela pista, as quendas todas se renderam. Minha excitação era tamanha que eu não parava de pular e cantar loucamente.

A passagem para That's Not My Name dos darlings The Ting Tings foi tão perfeita que arrancou elogios de Tony. Daí, a adrenalina atingiu as alturas e Clara assumiu a posição nas pick-ups enquanto eu gastava toda a energia enlouquecido ao som de uma das minhas músicas favoritas do ano. Pude sentir o calor da galera, que pulava junto comigo, aberta às novas possibilidades sonoras na pista. Clarinha levou o mundo ao chão com uma dobradinha inusitada: Justin com SexyBack e Britney com Get Naked - criando um tom tabloidiano e desconforto faux entre as celebs [risos, como se eles estivessem lá], mas que funcionou perfeitamente na pista.


Enquanto isso, Purki mixava vídeos tão lisérgicos que eu honestamente tive que evitar olhá-los para não perder a concentração nas pick-ups. Quando voltei, re-entrei com a dupla que faz sentir-me a biscate-mor do planeta: London Brige e Give It 2 Me. Digam o que quiserem da srta. Ferguson, eu também acho ela meio trash, mas se houve algo de genial que ela fez na vida foi "London Brige"; e quando os sintetizadores mágicos de Pharrell em GI2M foram ouvidos pela primeira vez na festa, eu senti um delicioso frio na espinha quando vi toda a população danceflooriana urrando de alegria e suando de tanto dançar a música que todo mundo mundo já conhecia - mas fui eu quem aproveitei o momentum. Geraldine até enlouqueceu com My Love Is Better e Modern Love [de Kish Mauve], completas desconhecidas da maioria dos conquistenses.

Quando nossa breve participação chegou ao fim [por nós, tocávamos umas 20 músicas], recebemos vários elogios de todos, desde a galera da multidão ao staff da festa. Segundo Dann, um dos nossos amigos mais próximos, nosso set deixou um gosto bem forte de "quero mais", e não nos querendo gabar, mas já gabando, não foi incomum ouvir geral nos perguntar a que momento da noite reassumiriamos as pick-ups e até fazendo pedidos. Isso foi tão legal pro ego!

=)

No fim das contas, saímos de lá com uma sensação deliciosa de missão cumprida. Posteriormente, durante o set de Tony, Purki derreteu a cara de todo mundo com uma série incrível de vídeos cheios de efeitos psicodélicos de tirar o fôlego. A cada cena geral vibrava junto com a música e não desgrudava a atenção dos vídeos hard, que certamente roubaram a cena do [ou da, quem é que sabe?] GoGo Dancer que se acabava no palco.

Ao nos despedirmos, os meninos do coletivo Morgana [aka os donos da festa] já nos confirmaram para os próximos eventos.

UUUUUUUUUUUUUUFA... acho que dá pra morrer agora rs. brinqs

EHP's Setlist de 12.07.2008 - Morgana Mix:
1. Ray Of Light - Madonna
2. That's Not My Name - The Ting Tings
3. SexyBack - Justin Timberlake
4. Get Naked - Britney Spears
5. London Brige - Fergie
6. Give It 2 Me - Madonna
7. Little Less Conversation - Elvis vs. JXL
8. In My Arms - Kylie Minogue
9. My Love Is Better - Annie
10. Modern Love (Mark Moore & Kinky Roland Vox 12" Mix) - Kish Mauve
11. Eo Eo Eo [Tema da Banheira do Gugu] - Dream Water
12. Let Me Think About It - Fedde Le Grand vs. Ida Corr

Negrito = presentes na box no topo do blog, na pasta Stalker > 07 - Nothing But Your Local DJ.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Religião

Sou agnóstico. Minha relação com d-us é bem particular e não vinculada a nenhum tipo de religião ou culto; estudo Cabala judaica, mas não sou judeu; acredito em Jesus Cristo como exemplo, mas não como santidade. Portanto me sinto livre e sem nenhuma amarra dogmática.
Costumo brincar que se eu tivesse religião, ela seria politeísta e os deuses além de antropornomorfizados teriam características bem humanas - como na mitologia grega. Meu Olimpo seria a cultura pop, habitado por seus artístas icônicos e praticamente "demoníacos" [no sentido cristão da palavra].
Quem então seria Zeus? Somente um nome tem o peso e a força do chefe do monte grego: Madonna. No meu fim de semana pra lá de bombado, foi ela quem enlouqueceu os sentidos com seus [antigos] clipes, ora lisérgicos ora simplesmente lindos.
Abaixo seis faixas que silenciou a galere e a pôs em concentração descontrolada afim de captar todas as suas nuanças.


6. Fever
Chamem de brega, kitsch ou what-the-fucking-ever, essa raridade noventista tem o incrível poder de mexer com seus sentidos de uma maneira que você não espera. Com cores e batidas [muito] fortes que contrastam com os suaves quase doces vocais da diva, é praticamente impossível não sentir o calor que a faixa incita.

5. Frozen
Apesar do nome, Frozen não te gelifica em momento algum. Madonna, rainha da transformação, se apresenta como nunca vista antes: pálida e obscura, como uma divindade desfavorecida da fácil simpatia dourada, mas não menos hipnótica, enquanto ela joga uma mensagem de virar a mesa.
Cheio de simbologia e referências, o vídeo dessa magnânima faixa, já clássica na cultura pop [quero ver quem se mantém impassível de reconhecimento ao escutá-la], te deixa vidrado em seus efeitos especiais muito mais psicológicos que o usual.

4. Human Nature
Após a sociedade tentar calá-la durante sua fase mais romantico-sexual [Erotica 1992], Madonna cuspiu, um tanto amarga, essa incrível resposta. O clipe tem talvez a mais perfeita coreografia e sincronia já registrada na música pop.

3. Ray Of Light
Eu sempre soube da capacidade efusiva dessa música, mas a combinação dela com seu clipe é demais! É muito difícil não se debater frenéticamente com ela ouvindo a parafernália de sons e imagens que é essa obra de arte.

2. Bedtime Story
Depois desse vídeo de 1995 Madonna não precisava fazer absolutamente mais nada; ainda assim ela fez. Mas essa obra de arte, dirigida por Mark Romanek, é um exemplo de exímia edição aliada a mentes inventivas e profundas. Tratando a inconsciência como algo mais ativo do que se supõe, Madonna nos presenteia com uma sequência de imagens psicodélicas e lisérgicas que reinventam o sentido da palavra "sonho" [ou "pesadelo"].

1. Nothing Really Matters
Eu e meus amigos repetimos esse clipe umas 5 vezes para ver se captávamos todas as sequências, referências e expressões que a molier enfiou neste vídeo. Tente perceber cada cara que ela faz e você vai ver o quão boa atriz ela é quando bem instigada e inspirada.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Status Quo

Corao corao estamos atrasados, tanto que nem lembro se fiz o stalker essa semana passada. Só sei que desde o começo dela eu já sabia que The Ting Tings estariam aqui. Marce me aconselhou a baixá-los e, como sempre, eu demorei um pouco para ouvir. Porém quando o fiz fui dominado por toda a empolgação e glamour de Katie White e Jules De Martino.
Lindos de morrer, os dois têm a pose já clássica de boa parte das bandas indies que enveredam pelas matas do electro-pop. Com estilo e senso de moda new rave, mas a atitude de quem não está se importando muito com todo o fuss, De Martino bate sexymente aquela bateria, enquanto White se estrepa, feroz e linda, nos vocais; e na guitarra e no baixo e no bumbo... eles têm um quê de pop manufaturado superado pela maravilhosa força poser da "atitude nemli."
O álbum We Started Nothing já trás em seu título a mensagem de que não se encontrará nenhuma reinvenção do mesmo - os Tings começaram coisa nenhuma e não desejariam tê-la começado. Esse é meu ponto favorito nos Tings: o grande problema da cena indie de hoje em dia é que a grande maioria deles não passa de imitadores [e uma parte deles nem nisso é boa - oi Hadouken!] - mas ganham todo o hype por serem indies [que tá na moda, é hype, então deixou de ser indie... brinks]. Projetos como, por exemplo o MGMT e o Hadouken!, se vestem da armadura pretenciosa do Indie ["oi não somos mainstream, fazemos a diferença"], mas apesar de [no caso do primeiro] serem bons, não passam de repetidores de um estilo/época/whatever que já passou e que muito pouco acrescenta para a vida das pessoas, a não ser por um certo saudosismo incutido em todos nós.
The Tings logo de cara se despem da fala demagoga do everyday indie e vestem a pose do FODASE. Mas aí só vendo e ouvindo para você saber como é bom chutar o bumbo e gritar SHUT UP AND LET ME GO!
Músicas essenciais do momento: Great DJ, That's Not My Name e Shut Up And Let Me Go, lá no BitchyList - dentro da pasta "Stalker".
Para ver The Ting Tings clicaê!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Stalking Abroad

Sorry pelo atraso mas o sábado foi loucura hype e o domingo foi loucura low - não dava pra escrever nada. [Às vezes eu me divirto quando escrevo como se fosse lido].
Vim a conhecer Estelle através de um amigo que ao ver meu novo entusiasmo com a Black Music, me apresentou essa jóia da coroa da rainha. Com sua deliciosa voz de veludo e um estilo que soa como Alicia Keys, só que inegavelmente melhor pois Estelle soa naturalíssima em tudo que faz, tanto nas vocalises sem exageros típicos do estilo [GRITOS!] quanto nos raps. Não que Keys tenha caído completamente no meu conceito - mas enquanto se pode fazer absolutamente qualquer coisa ouvindo Estelle, não dá para calcular o preço do CD dos The Ting Tings mais o preço do frete mais a taxa de importação do cartão de crédito mais o tempo que tudo levará para chegar aqui com alguém gritando no seu ouvindo no ONE NO ONE NO ONEEEEEEEEEEEEEEEEE... you know what I mean. u.u
E já que procurar por Italian Boys para aumentar meu network italiano é minha mais nova atividade stalker - a música de Estelle que melhor define a Maria Gringa [modalidade de criatura que só pega gente que não é de seu país] é American Boy. Assim como todas as canções de seu segundo álbum Shine, American Boy tem um feeling de Soul retrô, mas é ultra moderna! Especialmente quando Kanye West entra em cena com adoráveis raps, o que me faz ter uma simpatia maior por ele, que sempre soou meio antipático para mim.








Reflita esse clipe minia gents!!! A fotografia é LYDNA, o figurino dela é MARAVIUONDERFUL e os American Boys são OHHLALA!! Mas é a cara dela de blasé é hilária e o jeito que ela dança como se fosse uma criança desajeitada eh OOOOOOOOOOTEMO!!! Eu achei divertido - noob like me! Risors




A outra música que na semana passada fez minha cabeça no geral e especialmente nos momentos noobs e stalkers da vide foi Do It de Nelly Furtado. A música em si já é uma fofura do gênero psicótico com uma criatura que fica observando um cara com quem teve conexão no passado e não conseguiu esquecer.
É interessante como canções genuinamente obsessivas funcionam de maneira tão natural em nossa mente. Claro que isso tem tudo a ver com o fato de [como dizia Caetano] de perto ninguém é normal, aí nossas cabecinhas doentias se identificam com coisas produzidas por outras cabecitas doentias.

Siguintchy: todas as músicas citadas no BS tem agora pastas exclusivas na caixita branca no topo do blogo. A pasta obviamente se chama "Stalker" e cada post tem sua pasta.
Begosmiliga!

sábado, 31 de maio de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Stepping In The Dark Side!

Ontem eu fiquei com a piriquita acesa por escrever logo de uma vez isso aqui, mas no fundo não havia tempo, la bohême já me esperava há algumas horas, mas juro juro que tava difícil sair e largar os amplificadores do computador estourando Missy Elliott nos meus tímpanos. Mas não é só dela a Balada do Stalker de hoje, e sim de todo um estilo o qual, como disse ontem, nem Madonna, com sua mais nova reinvenção, nem Mariah conseguiram me deixar tão curioso quanto Nelly Furtado o fez nos últimos dias. O estilo em questão é a bafônica Black Music, que tem variáveis bem mais ricas que o preconceito deixava eu ver.

Missy Elliott é uma rapper, disso não se tem dúvidas. Mas o que eu não sabia era que as produções de seus álbuns eram tão boas e conceituais. Amiguinha de Timbaland, eles foram dois dos responsáveis na revolução do Hip Hop ocorrida no fim dos anos 1990 - acrescentando batidas mais elaboradas, com loucurinhas que superavam a base repetitiva do Rap tradicional.

Mas Lucas, apesar de estar maravilhado em geral com o trabalho de Missy, escolheu como sua contribuição stalkerina uma das músicas mais bizarras da cantora: Get Ur Freak On, que já embalava meus sonhos de dancefloor, mas agora tem um gosto ainda melhor de novidade, considerando que seu gênero é sua mais nova curiosidade.

Porém, é Esthero, uma canadense que faz trip-hop que me mostrou a faceta mais saborosa da Black Music. Misturando Soul, Hip Hop, Rap [há diferenças entre os dois, mas isso é pra outra história] e música caribenha, lido assim o som de Esthero pode soar como um sambão do crioulo doido, mas em seu segundo álbum, Wikked Lil' Grrrls - por exemplo, - tudo é perfeitamente harmonizado, com uma produção tendo instrumentos entrando e saindo em tempos perfeitos, a orquestração das músicas é coisa de gente madura! E ela tem só 29 anos!!!

Segundo a lenda, depois de sair de casa, em Harriston - Canadá, aos 16 anos e ir para Toronto sozinha, Esthero passou a cantar em bares enquanto fazia bicos para ganhar grana. Ela conheceu uma dupla de empresários que cuidaram dela até seus 18 anos, quando eles marcaram uma entrevista com o presidente canadense da EMI, Michael Mccarty, que - maravilhado com seu charme - mesmo sem a ter escutado cantar uma nota sequer marcou e pagou para gravações de uma demo.

Desde então Esthero é declarada influência para uma série de artistas, dentre eles Nelly "Nellstar" Furtado. Foi por ela que conheci Esthero, anos atrás quando virei fã e conheci a linda canção I Feel You, b-side do cd-single de I'm Like A Bird. Contudo, foi só agora que eu baixei e vim a conhecer maravilhosas canções como Thank Heaven 4 You, Wikked Lil' Grrrls, Bad Boy Clyde e My Torture. E é bem ela que está abaixo no vídeo.
Mais abaixo, a de Missy.



sexta-feira, 30 de maio de 2008

NoobTimes [Preview]

Já que por aqui por entre meus amigos o album-sampler da Annie tem bombado como eu previa, Lucas faz um preview da "rebolada" adiante e mal se contém para falar sobre a Balada do Stalker de amanhã. Rebolada porque ao revisitar uma artista que molha minhas meias há anos [amanhã saberás quem é], eu acabei entrando numa onda rebolativa que nem os lançamentos recentes conseguiu me colocar.
Então, só para constar, o negócio tem a ver com um estilo de música pelo qual sempre torci o nariz.
[Musique: I Feel You - Nelly Furtado and Esthero]

sábado, 24 de maio de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Premiere

Inventando uma nova série pra esse blog quasi-mortum. A balada do stalker é a música da semana que te dá vontade fazer o stalker no orkut - o som que te injeta endorfina enquanto você comete o guilty pleasure de fuçar a vida dos outros na Internet.

Na estréia não haverá uma música, mas sim todo um álbum que hoje me pôs amover o elerqueleto, enquanto eu fuçava o perfil de um certo Julio Raposo [acho que pôr o link não cabe]. O escolhido é o ultra-adrenalizante Overpowered [ALGUÉM ME ARRANJA AQUELA ROUPA ONTEM!!!!] da Srta. Róisín Murphy [fala-se rosheen]. Como aconteceu da última vez que ela figurou num post aqui, eu não pude escolher apenas uma dentre as várias faixas que me davam um impulso Nosferatiano.
Os 5 highlights da minha paquera-nerd [já que provavelmente meu perfil vai ficar lá marcado no radar de fuçadores dele... o comportamento humano na web é de fato muito complexo] foram:
5. Overpowered: "when I think that I'm over you, I'm overpowered" - tiop minha cara mesmo. Uma mente obsessiva como a minha trabalha no ritmo do sufoco. Obviamente quem se sufoca mais sou eu, porém fuck-se! Na maior parte do tempo é brinks mesmo. rs
4. Footprints: simplesmente porque a palavra "pegadas" sempre remete a stalkers e criminosos - pelo menos pra mim.
3. Let Me Know: essa é minha atual música-definitiva-de-romance. Há uma passagem no maravilhoso Reparação, de Ian McEwan, em que Cecília Tallis imagina que o homem que ela estar a conhecer é o homem com quem casará e terá filhos e, então, projeta sua vida com ele. Agora me diga miniagents: quem em sã consciência não faz isso? Aí, se minha vida fosse um musical, era bem essa que tocaria quando eu conhecesse alguém - seja in real life, seja na merda da Internet. E a cena seria como essa abaixo:


2. Cry Baby: okay, ela não tem nada a ver com fazer o voyeur no Orkut - mas eu falei lá em cima em injeções de adrenalina; e mais uma vez quando essa coisa linda de GZUIZ tocou eu saí jogando cabelos e braços para todos os lados, promtofaley!
1. Primitive: essa é uma das canções mais românticas da minha vida [meaning: que escutei até agora]. Gosto de imaginar um tigre de bengala, ou um puma caçando quando a escuto; o termo stalker já soa bem animalesco e essa música - OI - é a quintessência! Eu tava bem dormindo quando acordei com ela na cabeça e a primeira coisa que fiz foi fuçar perfis.


Very well, toda semane então esse momento ombudsman de auto-meteção de dedo na ferida, só que num bom approach musical, porque afinal, uma coisa é fazer o stalker no orkut e admitir - outra é fazer um post sobre isso. bEIjos!
[Musique: If We're In Love - Róisín Murphy]