"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

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sábado, 28 de novembro de 2009

As Músicas de 2009 - The Bubbling-Under [Parte 1]


Desde o ano retrasado faço exatamente um top 20 das músicas que marcaram meu ano. O Bubbling-Under consiste nas dez primeiras posições da lista, mais Menções Honrosas, canções/artistas que ferroaram em algum momento ou motivo [mas não necessariamente um período] ou que têm potencial para o ano que vem.

2009 foi um ano maravilhoso na música! No cenário Pop mundial tanta coisa e artistas incríveis aconteceram que minha maior dificuldade foi lembrar de tudo. Graças a Jah existe last.fm. Ainda assim, há muita coisa que não consta na lista oficial - apesar de sempre se dar um jeito de incluir mais gente.

Um ano super heterogêneo, algumas das figuras carimbadas do top 20 não constam este ano, ou assumem posições inferiores ao habitual. Há um presença masculina maior este ano e, apesar de o Pop ser my hot hot sex, Jazz, Hip-Hop e R&B me pegaram pelas bolas.
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Menções Honrosas:

- "Like A Drug" de Kylie Minogue: porque aquela caveira gigante será artigo de decoração da minha mansão.

- "Fight For This Love" de Cheryl Cole: pop viciante, mas recheado de carisma. Cantar isso enquanto se dirige é ótimo.

- "The Distance Between Us" de Sophie Ellis-Bextor: basicamente por este motivo.

- "Love Long Distance" de Gossip: dolorida, yes! destruída, JAMAIS! O feeling de pista mil-novecentos-e-noventista que esta faixa tem é sensacional.

- "Itapoã" de Caetano Veloso: primeiras lágrimas compartilhadas num romance real.

- "Concrete Jungle" de Bob Marley: prova do "nunca diga nunca". Nunca gostei de Reggae, nunca gostei de Bob Marley e de repente em algum momento do ano era tudo o que eu escutava e dançava.

- "Try Sleeping With A Broken Heart" de Alicia Keys: uma das maiores estrelas da minha constelação, Alicia Keys raramente me decepciona. Esta balada é linda como qualquer uma de Keys, apesar do clipe meio bocó e de péssimos efeitos especiais.
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The Bubbling-Under:

20. "But Not For Me" de Chet Baker/"Chasing Pirates" de Norah Jones

Norah Jones geralmente nunca me surpreende de forma negativa, mas ao ouvir seu quarto álbum, The Fall [Blue Note, 2009], eu senti falta de seu adorável piano. Mas em pouquíssimo tempo Chasing Pirates e suas sucessoras me cativaram com suas guitarras de aurea rock-edgy.

Minha amiga Tam Chéquer me recomendou Chet Baker numa fase em que ansiava por mais daquele all that Jazz. Sua voz de timbre suave logo me ganhou pelo romantismo que é capaz de imprimir em suas faixas. Baker remete à máxima: jazz-café/vinho-casal.

19. "Cangote" de Céu

Em seu segundo álbum Vagarosa [Universal Brasil, 2009], a deliciosa Céu se restringiu ao Reggae e ao Dub. Com arranjos vocais pra lá de apaixonantes, Cangote é uma das mais bonitas canções de amor do ano, perfeita para momentos transcendentais.

18. "Lilac Wine" de Jeff Buckley

Fevereiro para Lucas é igual a inferno astral. Então não é surpreendente que a melancolia etérea de Jeff Buckley, não só nesta música mas como em toda a sua [infelizmente] curta discografia, me cativou neste mês.

17. "Obsessed" de Mariah Carey

O que mais adoro em Mariah Carey é que ela se acha. Convenhamos: ela é brega, chata pra caralho e irritante com suas vocalizes mais estridentes que solos de guitarra dos anos 1960; mas o fato de ela se achar a última bolacha do pacote é uma comédia! Obsessed é daquelas faixas de Mariah que não acrescentam sua vida em nada, a não ser a oportunidade de dar umas risadas com um refrão grudento. Nisso Mariah é mestre!


16. "Courage" de The Whitest Boy Alive

Geralmente resistente a esses Indiesmos atuais, o projeto paralelo de um dos caras do Kings Of Convenience, Erlend Øye, me tomou de surpresa. Dançante mas suavemente harmonizado, o álbum Rules [Bubbles, 2009] tocou em repeat no iPod por quase um mês inteiro. Canções calmas, mas cheias de groove, como Courage, não saíram da minha cabeça por um período de limbo emocional, quando o máximo que podia fazer era esperar o start alheio. Apesar de a vida ter me posto em caminhos melhores, eu ainda guardo um carinho especial por esta canção e o que ela representou por um tempo.

15. "Gimme Some" de Nina Simone

Nina Simone sempre me lembra o adorável filme Antes do Pôr-do-Sol e este ano, finalmente, me permiti deliciar com a persona incrível e hipnotizante que foi essa mulher. Procure e assista no YouTube e te desafio manter-se impassível a seu carisma e beleza singular. Esta canção, em específico, está aqui pela safadeza que é a letra.

14. "Didn't Cha Know" de Erykah Badu

Um dia eu estava assistindo MTV na casa de uma amiga e meu estado de consciência estava um tanto alterado [YES aham!], eis que de repente uma louca me surge com um clipe lindo e psicodélico: Erykah Badu com Honey. A partir daí virei fã e fui atrás de toda a discografia de Badu.

Didn't Cha Know é daquelas clássicas faixas que lidam com as adversidades que a vida impõe, especialmente quando são as próprias escolhas que nos fazem deparar com certos dilemas. Este tipo de poética sempre me é agradável, mas no caso de Badu foram as camadas de vocais e a orgânica produção ao redor da batida R&B que me conquistaram, não só nesta faixa como em todo o álbum Mama's Gun [Motown/Puppy Love, 2000].

E no final há apenas a clássica mensagem de que:

"Love is life, and life is free/Take a ride on life with me/Free your mind and find your way/ There will be a brighter day"

13. "Everyone Nose" de N.E.R.D

Irreverente, mas, acima de tudo, DIVERTIDA! Em Everyone Nose, Pharrell Williams e Chad Hugo tiram sarro das carreiristas de plantão em Hollywood. Como carreirista entende-se as garotinhas lindas que fazem filas nos banheiros dos clubs para usar mais que pias de mármore que os espelhos, para se recauchutarem. O melhor de tudo é: excitante, neurótica e acelerada como uma onda de cocaína.


12. "Anthonio" de Annie

Era uma vez, uma garota chamada Annie que caiu na lábia de um amante brasileiríssimo e alguns anos depois achou divertido falar sobre o assunto. O resultado foi uma faixa ElectroPop de atmosfera épica que atestou mais uma vez o quão genial Annie é em seu estilo.

É uma pena que ao finalmente lançar o maravilhoso Don't Stop, ela tirou algumas das melhores faixas da versão que nunca viu a luz do dia, como I Know UR Girlfriend Hates Me e I Can't Let Go; e, inclusive, a jóia rara que é Anthonio.

11. "Rock With You" de Michael Jackson/"Celebration [Benny Benassi Remix Edit]" de Madonna

Madonna esteve presente por todo o meu ano, simplesmente porque D-us sempre é presente. No meio do segundo semestre sua nova coletânea foi lançada e Celebration logo se tornou um hino dentre os amigos, especialmente o remix do Benassi, muito mais vibrante que a produção original do Paul Oakenfold.

No mês em que Michael Jackson morreu, parte do mundo parou em choque, e outra parte, mesmo chocada, se jogou na pista de dança, onde ele ainda era rei absoluto. Obviamente faço parte do segundo grupo. Se na mídia ele era tratado como uma persona non-grata, indubitavelmente nas pistas o mundo AMA Michael Jackson. Rock With You embalou alguns dos momentos mais sublimes deste ano: auroras conquistenses intensamente românticas que casavam perfeitamente com as implícitas luzes de pista desta canção clássica.

sábado, 2 de maio de 2009

NoobTimes: Madonna's A Bitch

Em entrevista ping-pong para Validator ["espécie de editor da revista de seu fã-clube ICON] Madonna prova que ainda é a bitch das bitches.


Última pergunta do Validator: Posso perguntar sobre sua vida romântica?

Última resposta de Madonna: Posso mandar você calar a boca e isso não é da sua conta?


rsrs...

Dentre outras inutilidades ela está apaixonada por Obama e gostaria de conhecê-lo, e seus filhos costumam fazer a bitch com ela, falando apenas em francês em casa e ela não entende bulhufas.

Totalmente noob, mas é bem divertido saber essas coisas. rs

[Musique: Black Jacks - Girls Aloud]

sábado, 7 de março de 2009

Desejum Com... Hiatos e Listas

Faz tempo que não tenho minha primeira refeição por aqui. Inferno astral tende a ser bastante brainstorming, mas este ano Lucas passa por um certo hiato... ou melhor bloqueio. Daqueles de ficar várias horas escrevendo, lendo o que escreveu e detestando. Isso aqui mesmo corre sério risco de nem ser publicado - mas o fato de eu ter escrito esta última frase ao invés de simplesmente apagar tudo... argh! Viu, eu falo falo falo e não digo pohaniuma!
Mas enfim, não vamos cair em auto-comiseração né! Aproveitemos o momento para listar [aleatoreamente] algumas coisas que têm ocupado minha mente.
1. Kate The Great

Agora ela está por cima da carne seca com seu Oscar e sorrisos de matar. Winslet sempre foi pra mim uma giga atriz, porém depois de
April Wheeler e Hanna Schmitz ela está no meu hall de deuses: artistas quem sempre assistirei, não importando a qualidade do filme.
2. Procura-se Musas Desesperadamente

O que se faz em meio à mediocridade inspirativa? Tem gente que se dopa, nem isso tem funcionado ultimamente rs. Mas sempre que estou no auge do tédio caio em alguma leitura. Essa semana comprei dois livros bem diferentes. O primeiro foi Madonna - 50 Anos, mais nova biografia não-autorizada sobre Madonna a chegar nas estantes brazucas. O que tem sido interessante deste livro da Lucy O'Brien é que [até onde li] a biografia não procura desvendar os segredos da pessoa Madonna, mas sim listar e analisar o que tem feito de Cicconne um ícone mundial por quase 30 anos.

Dois dias depois também comprei O Leitor, a fim de explorar e tentar entender porque Hanna Schmitz É uma personagem bombástica.
3. Guilty Pleasures Sem Culpa

Popjustice tanto fez que conseguiu me transformar em um fã de Girls Aloud. Sempre que ouvia falar nelas eu pensava em alguma maneira de dizer aos britânicos que a era das boy/girl bands já se foi! Porém, agora vejo que há bastante além do fato de Girls Aloud ser a banda de supermodelos mais bem sucedida do Reino Unido: suas músicas são de fato muito boas! Na eterna parceria com a Xenomania elas se superam a cada álbum com presenças de verdade, ao invés da aparência de capas da Cosmo Girl. Os álbuns Tangled Up! e Out Of Control são exemplos de como fazer electropop com maestria, êxtase e delicadeza.
4. Facult
Não lembro direito, mas acho que ano passado postei sobre começar este ano com problemas passados. Well, factum: as aulas começaram na segunda-feira e passei a semana num corre tremendo para resolver minha situação acadêmica. Talvez esta tenha sido a mais desinspirada das minhas distrações. Mas hasta pronto, agoro é sentar e experar.

5. All That Jazz!!

Simplesmente um dia entediei de tudo que estava escutando [PCD, Britney, Madonna, Lily Allen etecetera] e comecei a baixar Jazz. Chet Baker, John Coltrane e Nina Simone tem sido a trilogia do momento. E yo, como todo bom amante das Divas, nem preciso falar qual tem me excitado mais.

6. Cinema Em Casa
Cinematicidade voltou com tudo na minha cabeça. Ainda não consigo escrever sobre ela, mas sinto necessidade dela - o que é bom. Assistam Amacord de Felini, O Grande Lebowski dos Irmãos Cohen, tudo e absolutamente tudo de Almodóvar que passar por sua frente, O Iluminado de Kubrick ou qualquer coisa que tenha a cara psicótica e maravilhosa de Jack Nicholson.

Uhh... acho que só viu! Se pah edito acrescentando coisas.

[Musique: Love Is Pain - Girls Aloud]

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A Star Is Born[?????????]

Um artista Pop que se prese, tem de cuidar da imagem. Nada de aparência física, a imagem a qual me refiro é o significado que o signo causa à mente da pessoa quando se menciona determinado artista. De todos os ótimos e hypes do Pop por aí, para mim, é Lady Gaga a campeã da imagem. Por um simples motivo: nunca se sabe qual é a verdadeira cara dela.

Na sessão VideoPhone ali à esquerda está seu mais recente clipe, Eh Eh (Nothing Else I Can Say), no qual é no mínimo divertido notar o quão diferente dela mesma ela é em cada cena. Alguns críticos entediantes podem dizer que há uma superficialidade em não se saber quem é a real pessoa. Eu penso, que não há nada mais excitante do que ter 5mil pessoas numa só. Eu sou um produto da geração pós-Madonna, é normal que para mim termos como "multi" e "pluri" me empolguem mais do que "real" ou "um".

E falando em Madonna, já não é estranho para mim lembrar dela no início de sua carreira quando vejo Lady GaGa. Havia uma ousadia semi-inocente em como Madonna brincava com sua imagem sexual; porém ela acabou fazendo
tudo o que fez e hoje em dia brincar de prafentex é... tão Christina Aguilera.





É aí que Lady GaGa vence. Ninguém se parece com Lady GaGa e ela não se parece com ninguém. Se sua atitude é parecida com a de early-Madonna é porque esta foi uma dos percussoraes de um comportamento. Contudo, a persona de GaGa tem uma agressividade diferente por adicionar um adorável kitsch-drama à sua performance, um camaleonismo às vezes caricato porém recheado de humor. É engraçado como ela brinca com o fetish ocidental em relação à semi nudez, e como ela vende suas visões com humor ácido e bom sarcasmo. Ela é basicamente a única criadora de sua imagem, com suas referências e interpretações da Pop Art [além de produtora ativa de seus álbuns, se isso for importante neste caso].






One-hit-wonder [artista de um sucesso só]? Ou estaríamos presenciando o surgimento de uma nova integrante da Realeza Pop?

domingo, 28 de dezembro de 2008

As Músicas de 2008

É a primeira vez que escrevo minha lista anual de músicas neste blog e eu já começo me interropendo para curtir uma das canções mais emblemáticas do ano: Off The Wall do Michael Jackson...

Desde que comecei a listar as canções mais importantes do meu ano, esta lista tem sido uma obsessão para mim. Contudo, em 2008, enquanto a cada mês o mundo da música me excitava e surpreendia cada vez mais (e eu instantaneamente pensava neste post), eu fui me des-nerdizando e me ocupado menos com pré-listas e essas coisas internéticas. No primeiro semestre eu ainda criei a Balada do Stalker, uma postagem semanal que demonstrou como eu me aproximava à crítica britânica e encontrava a cada semana a nova sensação da música. Porém depois da Itália fadiguei da vida virtual e me joguei na boemia.

Mas esta lista já é parte essencial da minha vida e deixar de fazê-la seria um crime. Em 2008 descobri mais divas, presenciei o retorno triunfal de outras e internalizei a eterna batalha entre o mainstream e o alternativo.


The Bubbling-Under:


20. "Like You'll Never See Me Again" de Alicia Keys/"Lamento" de Céu
A primeira, apesar de parecer tema de um episódio qualquer de Felicity, moveu meus melhores e solitários momentos romantico-novelescos. A segunda foi uma das favoritas dos momentos psicodélicos e pores-do-sol durante o ano.


19. "Wikked Lil' Grrrls" de Esthero
Esthero foi uma das descobertas mais gostosas do ano. Essa música, que mistura Hip Hop e Jazz, tinha a charmosa canadense cantando com tantas vozes diferentes que parecia uma girl band qualquer, só que harmonizada de verdade.


18. "Nanny Nanny Boo Boo" de Le Tigre
Tive um momento
Electroklash este ano e Le Tigre é minha banda favorita. Essa canção é uma piada deliciosamente poser ao culto da fama.


17. "Let Me Know" de Róisín Murphy
A molier mais sensual da cena [Dance] Electronica. LMK é uma das canções mais românticas e sexy da música Pop e tem um dos clipes mais gostosos que vi este ano.


16. "Warwick Avenue" de Duffy
Sim, eu gosto mais de Duffy do que de Winehouse e esta me vem no auge do drama-queenismo.


15. "Rapture" de Blondie
Contendo o rap mais cool da história do Pop, Rapture é a canção de abertura dos shows da minha banda imaginária.


14. "Let's Reggae All Night" de CSS
Durante meses meu lema foi "if you want, my friend, we can drink in the afternoon". Resultado: depois de meses alcoólicos, um dia resolvi comer um sanduíche natural e passei a noite vomitando. Moral da história: continue junkie. Viva CSS!!


13. "Boyz" de M.I.A.
Seja "missing in action" ou "missing in Acton",
estes dois termos não são suficientes para resumir a genialidade da dona deste codenome: Mathangi "Maya" Arulpragasam. "Boyz", de seu segundo álbum Kala, é o ideal estético da mistura entre Dance, World Music [apesar de este ser um termo pobre para falar de M.I.A.] e letras políticas.


12. "Like A Drug" de Kylie Minogue
Minogue faz parte do grupo de artistas que nunca me decepcionam. Esta faixa sexy e sugestiva, do X, foi a que mais reverberou este ano.


11. "Modern Love [Mark Moore & Kinky Roland Vox 12" Mix]" de Kish Mauve
Mima me faz pensar em artsy deevas como Edie Sedgewick ou Twiggy. Ela tem a sensualidade e beleza frias que Ladyhawke esqueceu na Nova Zelândia.


Top 10:


10. "Migrate" de Mariah Carey
Factum #1: eu não gosto de Mariah Carey.

Factum #2: eu nunca sou rígido quando o que ela faz, no mínimo, me diverte.

Este ano Carey lançou a sequência do seu ultra-hype álbum de 2005, The Emancipation Of Mimi, o E=MC². O álbum recebeu críticas mistas e não agradou muito aos fãs; quanto a mim, amey!, talvez porque em sua tentativa de mostrar que tem o cérebro na cabeça e não nos peitos, brincando com a
equivalência de massa-energia de Einstein, Mariah não parece muito com a Mariah gritadeira e entediante de sempre.

"Migrate" tem uma das aberturas mais deliciosas da música Pop de 2008, além de Carey fazer o que ela faz melhor que ninguém: letras auto-celebrativas que, na verdade, são divertidas.



09. "Black And Gold" de Sam Sparro
Minha descoberta masculina favorita: Sparro é talentoso, lindo, australiano e gay! rsrs Não que o último adjetivo seja premissa para eu gostar de um artista, mas é que fantasiar sexo com ele é muito mais real do que com Julian Casablancas, por exemplo. "Black And Gold", melhor faixa de seu álbum de estréia, tem uma letra ultra-romântica que sempre me mata e foi um dos mais gostosos singles de ElectroPop do ano, além de ter embalado as viagens a Roma.



08. "American Boy" de Estelle
Tida como a maior revelação do ano em Hip Hop, Estelle foi a primeira artista do gênero que eu realmente gostei. Depois dela, me abri para o maravilhoso mundo do Hip Hop.


Com participação de Kanye West [gênio!], "American Boy" é daquelas músicas radiofônicas que você não tem vergonha em admitir que adora, até mesmo porque ela é muito boa!

Lá estava eu no banco de trás do carro do ex-marido da minha prima, na minha última noite na Itália, ao lado do meu primo italiano [e lindo, importante frisar] ouvindo uma "mix-tape" que ele havia criado e não pude evitar em me sentir feliz quando essa música tocou e ambos a cantamos de cabo a rabo.



07. "Je Veux Te Voir" de Yelle
Descobrir Yelle foi uma das coisas mais divertidas do ano. Como toda francesa, Yelle é chic e glamurosa, mas foi a aurea despojada e blasé dela que me conquistou. IndiePop na forma de se vestir e sacana na maneira de fazer música, as canções de Yelle são excitantes por suas letras explícitas, mas acima de tudo, pela maravilhosa produção perfeita para qualquer dancefloor.



06. "Electric Feel" de MGMT
Momento mais Indie do ano, MGMT foi recebido por mim com certa resistência. O hype ao redor deles me irritava no começo, porque o psicodélico álbum, Oracular Espectacular, parecia uma modernização-faux do rock progressivo de 1970. A mania do mundo indie em copiar por copiar o passado [descaradamente chamada de retrô] sempre me irritou, mas no fim eu saí perdendo, porque a música da dupla é gostosa e bonita.

"Electric Feel" fala dos choques que sentimos quando vemos a criatura por quem temos aquela queda... e D-us sabe como eu sou viciado nesses choques.



05. "Paparazzi" de Lady GaGa
A adição mais recente deste ano é
Lady GaGa, meu novo objeto de adoração Pop. "Paparazzi", segundo Germanotta, é de fato uma canção stalker, mas muito mais sobre nossa obsessão diária pela vida dos famosos, perpetuada pelos amados/odiados paparazzi. Para mim, é romântica, dramática e ótima de cantar junto, como toda canção pop deve ser.



04. "That's Not My Name" de The Ting Tings
Jules De Martino e Katie White, The Ting Tings, são a personificação atual do cool. Melhor lançamento ElectroPop do ano eles são posers, porém talentosos - por isso
renderam bantante conversa aqui ao longo do ano.

"That's Not My Name" além de ser uma genial canção de Electro que sempre bota geral pra dançar rockermente, tem uma divertida letra sobre o desprezo da indústria da música por artistas que não seguem modelos e padrões. A letra também sintetiza a biografia da dupla, que foram sacaneados por gravadoras e tal até alcançarem o estrelato chegando ao topo das paradas britânicas, com essa faixa.



03. "Womanizer" de Britney Spears
Sim, ela tem sido uma das criaturas mais chochadas dos últimos anos, porém este ano Britney Spears voltou MESMO!!! Apesar de ainda não ser tão completa quanto gostaria que ela fosse, eu não consigo negar que ela evoluiu e muito como artista. Circus É um dos melhores álbuns do ano e a prova que Spears é capaz de fazer coisas realmente boas. Eu já percebera isso ano passado com o Blackout, mas só com a
review que escrevi pro álbum deste ano que consegui expressar meus argumentos sobre a evolução de Britney Spears: é como se ela tivesse finalmente vivido e agora há histórias para contar.

Apesar de hoje Womanizer não ser das minhas favoritas do "Circus", ela foi importante no ano como o marco do grande retorno de Spears às graças do mainstream.

Britney's top 5:
a. Womanizer
b. Kill The Lights
c. If U Seek Amy
d. Phonography
e. Shattered Glass



02. "My Love Is Better" de Annie
Passei praticamente o ano inteiro acompanhando Annie. Quando soube que ela estava produzindo seu segundo álbum e que ele seria lançado este ano, revisitei sua discografia, procurei conhecer suas referências e ansiei por cada faixa nova que aos poucos ia vazando. 2008 foi o ano em que ser fã de Annie se tornou importante para mim, porque me toquei da maturidade subestimada que ela possui como artista. Infelizmente Don't Stop [apesar de vazado em sua completude] não será lançado este ano e corre um risco de não ver a luz do dia: a Island Records fez com Annie o que a Mercury Records fez com White e De Martino. E agora sem gravadora, ela continua a compor e produzir mais faixas para seu novo álbum, que eu espero que realmente seja lançado.

"My Love Is Better" [produzida por
Xenomania] é uma faixa essencialmente Pop, com refrão grudendo, sintetizadores fritantes e pose de Diva.



Annie's top 5:
a. My Love Is Better
b. I Know Ur Girlfriend Hates Me
c. I Can't Let Go
d. What Do You Want [Breakfast Song]
e. Marie Cherie




01. "Heartbeat" de Madonna
Inicialmente eu já fui logo dizendo que Hard Candy era uma porcaria. Semana passada li um artigo do Washington Post que explicava essa relação fã de Madonna X trabalho novo de Madonna: quando Madonna lança novo álbum [e consequentemente toda uma nova proposta artística e imagética] a maioria dos fãs gastam horas explicando porque odiaram o novo álbum, para depois de algumas semanas voltarem a encher os ouvidos dos amigos explicando porque mudaram de idéia.

Comigo e "Hard Candy" foi a mesmíssima coisa. Eu não conseguia compreender como era possível um álbum de Madonna no qual Madonna não fosse a estrela única e exclusiva. Ao trabalhar com produtores mega-hypados e não com seres do submundo da indústria, ela saiu de sua zona de conforto e fez um álbum no qual ela dividia o holofote. O que me conforta como ser humano e crítico é que não só os fãs, mas também boa parte dos críticos não captaram de início que este fora um movimento tão premeditado quanto todos os outros de seus 25 anos de carreira.

Madonna em 2008 completou 50 anos e mais uma vez o mundo exigia dela um comportamento e, mais uma vez, ela se recusou a segui-lo. Meses depois de lançado o álbum, ela entrou em turnê mundial com a Sticky & Sweet Tour. Foi quando escutei as reinvenções musicais da turnê e li sobre o conceito do espetáculo que eu finalmente entendi que Madonna realmente não era mais a mesma, graças a D-us!

O show foi concebido como uma colcha de retalhos musical, como um álbum/show de Hip Hop, abusando do uso de samples e referências visuais diversas. A auto-celebração era mais que compreensível, afinal, como diz Purki "Madonna é uma pessoa que imortaliza imagens"; e ela agora entrava num momento da vida [a terceira idade] em que não só sua imagem mas como o seu todo é rejeitado pela sociedade. Ainda assim Madonna não provou apenas que tem muito a dizer e a fazer, como ainda é capaz de nos atrair com aquilo que justamente se diz ser recusável numa mulher de 50: a imagem.


"Heartbeat" é pra mim a melhor faixa do HC. Pharrell mostrou a faixa já pronta a Madonna, com os vocais de uma das strippers do Pussycat Dolls; Madonna adorou, porém reformulou a canção, que falava de amor e sexo no habitual estilo Pop/R&B, transformando-a numa ode à dança e à música. No começo, Madonna queria ser dançarina e com essa faixa ela parece explicar porquê. "Heartbeat" é a melhor descrição do quanto a música e a dança são capazes de tornar qualquer mortal em deuses, como a própria Madonna.

Comecei este artigo falando sobre Off The Wall do Jacko, que tem a mesma premissa de "Heartbeat". O que faz de Heartbeat uma sequência melhor da linda música do Rei do Pop é o fato de ela ser simples e direta; de certa forma, serve como um hino à vida noturna e aos amantes do dancefloor.


Madonna's top 5:
Este ano eu também realizei meu sonho de ver Madonna ao vivo. Ela encerrou a S&S com cinco apresentações no Brasil e eu assisti aos dois shows do Rio de Janeiro. Foram as experiências mais incríveis da minha vida até agora; muito mais importantes do que fazer sexo, ou passar no vestibular. Isso porque eu vi na minha frente e senti com todo o meu corpo o motivo de eu ter Madonna como minha referência-mor. Portanto, todo o
setlist da Sticky & Sweet estaria facilmente nesta lista.



Menções Honrosas:

- "Echo" de Cyndi Lauper: é meu vício da semana e a canção com potencial de me tornar um admirador real de Lauper.


- "Off The Wall" de Michael Jackson: neste ano eu me tornei um amante da música de Jacko. Sempre o reconheci como Rei do Pop, compreendendo bem seu fenômeno e reconhecendo sua grande importância para a Cultura Pop. Mas só este ano que parei, sentei, ouvi sua música e levantei para dançar com ela. "Off The Wall", o álbum, é meu favorito dele como artista solo - acho inclusive melhor que sua marca maior Thriller; e a canção me remete a um déjà vu que adoro ter quando escuto qualquer música: aquele que você apenas sente e por mais que tente não consegue pensar de onde veio.

- "Déjà Vu" de Beyoncé: DEE-VA!! Beyoncé é a verdadeira Diva do século XXI; uma pessoa que nasce com um ventilador embutido nos cabelos não pode ser outra coisa! "Déjà Vu" é a música de Bey que mais gosto de tocar - estridente, paranóica e terrívelmente romantica. Porém o que mais me atrai em Beyoncé é o apelo que ela tem: por mais que pareça errado o que ela esteja fazendo, de repente você se encontra amando; e não é só coisa frívola, mas as referências e qualidade estética de seus trabalhos têm se tornado cada vez mais interessante. Que venha Sasha Fierce!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Madonnite Agúda

Meu pai me enviou essa crítica à Madonna depois que cheguei no Rio de Janeiro. Felizmente só tive tempo de lê-la agora, depois de já ter visto e [quase] processado os dois shows da molier aqui no Brasil. Essa foi a resposta que o enviei.

eu concordo com ele em tudo! rs

pode-se dizer que madonna é a representação cultural do capitalismo. mas eu queria ver ele dizer tudo isso depois de ter visto as duas datas do show aqui no rio. ela mesma já reconheceu que não é a melhor das cantoras ou das bailarinas, e não é mesmo. mas [e se eu prolongar isso aqui vc vai ler milhares de "mas"], madonna está longe de ser vazia como ele diz; como uma mulher de negócios, além de rock star, madonna não é apenas uma figura da indústria do entrenimento, propagadora de nixons e bushs. não dou a mínima se ela tem fãs e não ouvintes, sei que eu sou ouvinte E fã, e não tenho vergonha alguma de demonstrar isso. até mesmo quando escrevo sobre ela, procuro fazer o que a maioria dos veículos de comunicação não fazem: análise [até mesmo porque ela ainda é uma das poucas que faz coisas que permitem isso].

foram duas horas de show que se passaram como cinco minutos. em momento algum se via alguém pouco interessado no que era apresentado. a mistura de campos como a música, a dança, o teatro, a moda não é uma coisa simples de se fazer e, madonna não é só piorneira nisso, como é o cérebro por trás de toda a produção que a envolve. desde a maneira de se relacionar com seu público, totalmente direta e às vezes até ácida, ao jeito com que reinventou a indústria pop dos anos 80 pra cá.

madonna surgiu numa época em que a crítica ainda era ouvida e ela não só superou muitos contras como dobrou muita gente. suas referências e vocabulário estão longe de 50 palavras, prova que ela sempre esteve e está ligada aos artistas mais importantes de sua época, como o fotógrafo herb hitts e ou o estilista jean-paul gaultier; isso pode não dizer muito pro régis bonvicino ou pra muita gente, mas não há como negar o fenômeno que isso tudo tem sido pra cultura de 25 anos pra cá. desde o início de sua carreira, ela é responsável pela popularização de vários estilos do underground, despontando uma lista extensa de artistas como steven klein e david lachapelle [fotógrafos] e william orbit [produtor musical], que sob suas asas voaram bem alto e em menos tempo do que a maioria.

o problema de grande parte dos críticos, e aparentemente do bonvicino
também, é que eles ignoram a pop art como arte. e madonna é pop art da melhor qualidade - utilizando a indústria do consumo e oq ela proporciona até mesmo para implodi-la e fazê-la rever seus conceitos [vide como até hoje ela reformula o jeito de vender "sexo" - e todo mundo sabe que ela não foi a primeira a fazer isso].

[Musique: EXPRESS YOURSELF - Madonna]

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Olia Só Que Fofo Gwen!

Até parece que Britney fez uma homenagem!
EDIT: Ah, mas será que essa molier não pára quieta!! rsrsrs


[Musique: Amnesia - Britney Spears]

Coisas da Vida

Olha só como as coisas aparecem diante da gente quando estamos na sintonia. Coincidência? Duvido! Mas enfim, essa notícia de maio deste ano que acabei de achar, sobre a Disney lançar uma coleção de vestidos de noivas inspirados nas princesas.
Para ir direto às fotos, clique AQUI!
Justamente no momento em que tenho pensado bastante em noivas, casamentos blablabla...
Uhg mas não! Não tem nada a ver comigo... estou abstraído deste aspecto da minha vida. rsrsrsrsr
EDIT: Ahh... aí já vem ESSA MOLIER e muda todas as minhas consepções e ponto de vista! rsrsrs
[Musique: KILL THE LIGHTS!! - Britney Spears]
[Musique 2: esse novo álbum de britnéya não pára de me surpreender!! Ahaza B!]

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

É... O Mundo Muda

No documentário de 1991, Na Cama Com Madonna, a gente vê logo no começo uma Madge irritadíssima porque uma microfonia insuportável atrapalha sua passagem de som durante a turnê de 1990 The Blonde Ambition. Aí ela grita com seu engeiro de som no microfone, "Keith you MOther-FUCKER!!", e deixa claro que se não regularizarem isso ela simplesmente não sobe ao palco à noite.

2008, Sticky & Sweet Tour, metade do teto de seu palco está quebrado [não sei como e nem porquê] e boa parte da iluminação está comprometida, deixando Madonna, sua banda, dançarinos e convidados praticamente no escuro durante boa parte do show de ontem, em Los Angeles. Convidados? Yes, a única apresentação da S&S na Cidade dos Anjos contava com a participação de Britney [em Human Nature] e Justin [4 Minutes, duh!].

O que é interessante dessa história toda é que Madonna subiu ao palco. No passado ela vestiria sua melhor bota diva e daria um pé na bunda de geral pela noite, cancelando o show. Este ano ela reconheceu que não pode ser perfeita sempre e decidiu não decepcionar quem estava no Dodger's Stadium; ela fez seu melhor com o que tinha disponível e provavelmente deu um passo a frente em seu balanço cármico. Neste momento, ela pensou menos em sua imagem e ego perfeccionista e tentou fazer as coisas com as "armas" que tinha no momento.

Que tipo de lição Lucas pode tirar disso tudo?

Thinking... I'm just thinking...
[Musique: Black History Month [Alan Braxe & Fred Falke Remix] - Death From Above 1979]

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Catfight 2: Madonna Vs. Sarah Palin

Desde que Sarah Palin foi indicada como vice da chapa republicana à presidência dos Estados Unidos, ela passou a ser uma das pessoas mais comentadas na mídia: seja louvando suas posições políticas e pessoais, ou tirando sarro à lá Saturday Night Live das supracitadas posições.
Madonna já declarou algumas vezes que não assiste TV ou lê jornais, tirando suas informações de mundo das pessoas próximas, amigos, assistentes, assessores. (Alienada? Ou uma pessoa que sofre na pele, há cerca de 30 anos, a velada falha de verdade na mídia?) Contudo, ao chegar nos EUA com sua turnê Sticky And Sweet, ela já começa a causar; se na Confessions Tour (2006) ela mandava os críticos de sua atitude chupar George Bush, este ano ela destila seu sarcasmo com sua língua atualizadíssima adicionando-se à lista de chicoteadores de Palin.
Em sua primeira noite americana em East Rutherford ela disse "Sarah Palin can't come to this party" (só para constar: assim como party é "festa" em inglês, ela também traduz "partido"). Então anteontem [07.10], em sua segunda noite em Nova York, ela canta I Love New York, desta forma: "Sarah Palin get the fuck off my street." Daí pergunta-se qual é a de Madonna pegando no pé da Palin com tanta freqüência. Apenas para parecer in? rs

Porém minha mente psicodélica, que não resiste a fazer alguma teoria conspiratória, pensa: e se Madonna estivesse se mostrando como antípoda de Palin para marcar seu território?
Algumas coberturas midáticas pró Palin a exaltam por sua fibra pessoal: mãe de família, casada, crente e temente a D-us, detesta gays, faz sexo para procriar (ela tem 5 filhos, bicho!) etc; essas "qualidades" também têm sido chochadas por seus detratores. Mas eis que em solo americano surge Madonna (e ela nem tocava nesse assunto na Europa) como a pirracenta que fica cutucando a moça certinha.
Além de mandar sua concorrente à atenção da mídia diretamente para aquele lugar, ela se comporta como a rebelde punk que era nos seus 20-e-tantos anos. Agora Madonna tem 50, mas mostra mais vitalidade que em sua juventude, se recusando a entrar no padrão americano das cinquentenárias, sendo eloquente e rude quando bem entende. No primeiro show nova-iorquino, numa pausa para a água, alguns fãs gritaram seu nome e quando ela virou-se para dar atenção, as bonitas dispararam cinco milhões de flashes em sua cara; numa resposta amarga ela mostrou o dedo do meio para eles.
Enfim, a eterna enfant terrible de Michigan bate o pé exigindo para si a atenção de todos, não hesitando em causar bafôn com sua hilária tirania-faux de Diva, sendo desbocada e boca suja, contra a imagem pastel e conservadora da primeira mulher a ter chances ainda mais concretas de chegar na presidência americana: uma republicana.

sábado, 13 de setembro de 2008

You Already Got It!!

E finalmente consegui ingressos para a ver Madonna no dia 15 de dezembro!!!
Não serão vips na frente do palco, mas serão pistas, não será tão horrível assim! Rs aliás, não será nada horrível!!

A ficha ainda não caiu direito!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Religião

Sou agnóstico. Minha relação com d-us é bem particular e não vinculada a nenhum tipo de religião ou culto; estudo Cabala judaica, mas não sou judeu; acredito em Jesus Cristo como exemplo, mas não como santidade. Portanto me sinto livre e sem nenhuma amarra dogmática.
Costumo brincar que se eu tivesse religião, ela seria politeísta e os deuses além de antropornomorfizados teriam características bem humanas - como na mitologia grega. Meu Olimpo seria a cultura pop, habitado por seus artístas icônicos e praticamente "demoníacos" [no sentido cristão da palavra].
Quem então seria Zeus? Somente um nome tem o peso e a força do chefe do monte grego: Madonna. No meu fim de semana pra lá de bombado, foi ela quem enlouqueceu os sentidos com seus [antigos] clipes, ora lisérgicos ora simplesmente lindos.
Abaixo seis faixas que silenciou a galere e a pôs em concentração descontrolada afim de captar todas as suas nuanças.


6. Fever
Chamem de brega, kitsch ou what-the-fucking-ever, essa raridade noventista tem o incrível poder de mexer com seus sentidos de uma maneira que você não espera. Com cores e batidas [muito] fortes que contrastam com os suaves quase doces vocais da diva, é praticamente impossível não sentir o calor que a faixa incita.

5. Frozen
Apesar do nome, Frozen não te gelifica em momento algum. Madonna, rainha da transformação, se apresenta como nunca vista antes: pálida e obscura, como uma divindade desfavorecida da fácil simpatia dourada, mas não menos hipnótica, enquanto ela joga uma mensagem de virar a mesa.
Cheio de simbologia e referências, o vídeo dessa magnânima faixa, já clássica na cultura pop [quero ver quem se mantém impassível de reconhecimento ao escutá-la], te deixa vidrado em seus efeitos especiais muito mais psicológicos que o usual.

4. Human Nature
Após a sociedade tentar calá-la durante sua fase mais romantico-sexual [Erotica 1992], Madonna cuspiu, um tanto amarga, essa incrível resposta. O clipe tem talvez a mais perfeita coreografia e sincronia já registrada na música pop.

3. Ray Of Light
Eu sempre soube da capacidade efusiva dessa música, mas a combinação dela com seu clipe é demais! É muito difícil não se debater frenéticamente com ela ouvindo a parafernália de sons e imagens que é essa obra de arte.

2. Bedtime Story
Depois desse vídeo de 1995 Madonna não precisava fazer absolutamente mais nada; ainda assim ela fez. Mas essa obra de arte, dirigida por Mark Romanek, é um exemplo de exímia edição aliada a mentes inventivas e profundas. Tratando a inconsciência como algo mais ativo do que se supõe, Madonna nos presenteia com uma sequência de imagens psicodélicas e lisérgicas que reinventam o sentido da palavra "sonho" [ou "pesadelo"].

1. Nothing Really Matters
Eu e meus amigos repetimos esse clipe umas 5 vezes para ver se captávamos todas as sequências, referências e expressões que a molier enfiou neste vídeo. Tente perceber cada cara que ela faz e você vai ver o quão boa atriz ela é quando bem instigada e inspirada.

sábado, 17 de maio de 2008

Isso É Porque¹

Revisitando o passado, vim a assistir essa perfeição! ¹Isso é porque eu amo Madonna até a morte - ninguém sabe dar show que nem ela:

Para uma visão geral:

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Top 5: Electro-Indienization

Indie Yes! Entediante Jamais!

Depois de toda a onde Indie Rock que tive, senti falta do bom e velho dancefloor; então, seguindo o caminho de Saint Etienne que me derrubou com suas maravilhosas batidas House, acabei encontrando mais nomes da cena. Aqui e abaixo 5 atos que estão mexendo meu mundo e corpo.


Menções Honrosas:

- Give It 2 Me [de Madonna]. Tem nada de Indie e de cara é R&B, mas preste atenção em suas loucas variações e perceberá um excitante momento Dance, como Madonna não fazia há muuuuuuito muito tempo.

- Like A Drug [de Kylie Minogue]. Não é surpresa que minhas divas Dance favoritas estariam aqui. No momento, elas são as únicas coisas não-Indie que tenho escutado, e "Like A Drug" com sua poderosa intro e massivamente envolvente sintetizadores "got me hooked, getting me on the floor."


Top 5:

[5] Helpless Fool For Love [de Annie]. Miss Annie é sempre uma favorita. Já falei um pouco dela aqui e no Life's a Bitch, e já foi também a música de vários posts - e agora, quando me [re]conecto com a cena new rave relembro e re-escuto seus simples-mas-lindo álbum debut - Anniemal. "Helpless Fool" é uma excitante faixa mid-tempo que tem uma batida ótima sincronizada com a letra obsessiva. Mas aviso: se você não realmente ama Electro-Dance, nem tente Annie.

[4] Je Veux Te Voi [de Yelle]. Tem o Bonde do Rolê, que tá bombando the planet com seu [ainda mais] irreverente approach do Favela Funk. Yelle é a gringa mais próxima do que é o Funk Carioca. Ela, contudo, tem batidas e produção mais elaboradas/eletrificadas, mais as letras e o jeito de cantar mais ligado no Hip-Hop do que no Proibidão. "Je Veux Te Voi" pode soar irritante para os não-amantes do estilo, mas para aqueles que adoram canções safadas e tesão, Yelle é um doce.



[3] A Cause Des Garçons (TEPR Remix) [de Yelle]. Tenho esse novo sonho de dancefloor [rizo] que é dançar essa música como esses caras. Tecktonik é o tesão da tapioca agora. E ei, não fique surpreso se Madonna enfiá-lo em sua turnê Sticky & Sweet [combinaria perfeitamente com "Give It 2 Me"]!



[2] Cry Baby [de Róisín Murphy]. Uns amigos disseram para baixá-la, baixei, mas demorei litrus pra finalmente tentá-la. Stupid stupid Lucas!! Sempre atrasando o que é bom para ele! Ainda estou viciado em cada música de seus dois álbuns solo, tanto que não sei qual escolher, mas Cry Baby [que tem uma incrível batida que lembra um pouco do muito imitado clássico de Donna Summer, I Feel Love, porém bem mais up-tempo e uma atmosfera capaz de te chutar e botar pra dançar] era a que estava tocando quando comecei a escrever essa posição, então aí vai.



[1] Sing It Back [de Moloko]. Quando contei a um amigo que estava apx por Murphy mas não conhecia nada de Moloko, ele se sentiu ofendido. Então ele me mandou alguns vídeos e entendi porque. ELES SÃO PURA PERFEIÇÃO!! Com um som mais orgânico que o habitual da música Electro-Dance, suas canções tinham mais instrumentos ao vivo que outras bandas - algo como o que faz Saint Etienne. Essa performance abaixo é a que abalou bangu; a persona, presença e beleza de Róisín são de tirar o fôlego!!! Todo vocalista wannabe deveria sonhar em ser quão energética e chic.


quinta-feira, 8 de maio de 2008

OOOOOOOOOOOOOOI

Tá confirmado bandigaaaaaaaays!!
MADONNA NO BRASIL ATÉ DEZEMBRO!!!!!!!!!!1
OH GZUIZ MORI!!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Catfight


"ui madonne vose ta acabade! relasha vamos migrate" "uhg... fuck off mocreiah! you don't have my name!"


É engraçado porque essa briga é velha pra caramba. Na mesma época do lançamento do Confessions On A Dance Floor, Mariah lançou o álbum que a trouxe de volta para os braços da crítica e público [geral, fãs não contam], The Emancipation Of Mimi. Em 2008 Mariah tenta manter seu status de rainha da America com E=MC², enquanto Madge [aparentemente] tenta com Hard Candy o que Mimi fez para Mariah há 3 anos. Antes mesmo do lançamento dos dois álbuns, a guerra já estava declarada na mídia; mesmo que nenhuma das duas oficialmente declarem-se inimigas [com certeza ambas já se acham velhas e estabilizadas demais para essas questões].
Num passado usual eu simplesmente diria "foda-se... é claro que Madonna é melhor," mas hoje as coisas são diferentes, considerando que ambos meu fanatismo pela senhora Ciccone-Ritchie e desgosto por Carey diminuiram. Dias antes de finalmente escutar HC eu estava viciado e adorando a fórmula nonsense de Mariah; e mesmo sem me importar com as bobajadas da mídia sobre as duas, eu mesmo já instalava uma disputa interna sobre qual das duas faria o melhor álbum Urban-driven da temporada.

Por que Mocreiah?
O grande êxito de Mariah Carey para mim esse ano foi conseguir quebrar o gelo que impunha contra ela. Obviamente condenei Touch My Body sem ao menos a ter tentado; mas aí depois eu simplesmente me apaixonei pelo jeito brega de ser que Mariah impõe perfeitamente. O melhor disso é que ela age como se não fosse! Mas essa falta de semancol é uma das marcas mais fortes e saborosas da Black Music americana. Existe coisa mais brega que bling-blings, uniformes de hockey com bonés-de-lado e calça jeans-cachorrona com scarpin? Mas, cara, é o jeito deles! e o fato de eles o abraçarem assim é louvável.
Mariah Carey é uma das personificações disso tudo.
A Rolling Stone diz que ela abraça seus extremos como ninguém: "Ela está sempre quebrando no R&B-hop ou cantando baladas melosas, falando sacanagem ou se abraçando com uma Hello Kitty. Seu décimo álbum não é diferente: começa numa boite e termina numa igreja."
No fundo eu admiro pessoas assim. Quem se importa se ela tem a profundidade de uma bacia? O legal é que é divertido.

Por que Mandonna?
Simplesmente porque nem quando eu decido odiá-la eu consigo. Hard Candy é o melhor exemplo de que as primeiras impressões nem sempre são as melhores. Qualquer Madge-maníaco com [pseudo] inteligência e senso crítico abre logo a boca para gritar que esse álbum é extremamente inferior a qualquer um dos anteriores. Mas basta audições atenciosas a não só as letras, mas especialmente aos arranjos que a prepotência é mais sua que de Madonna.
O que quero dizer é o seguinte: as letras de Hard Candy são ótimas! São todas introspectivas e na maior parte muito bem trabalhadas, mas acima de tudo são despretenciosas. Lendo críticas percebi que a única letra mais politizada do álbum é 4 Minutes, ainda assim sendo muito sutil. Madonna não estar querendo salvar as pessoas do inferno com suas letras é ótimo. Nós fãs, claro, adoramos quando ela diz para nos fodermos e depois fala "put away your past/love will never last/if you're holding on to a dream that's gone"; mas nem todos, na verdade, a maioria das pessoas não dá a mínima para isso.
Em Candy é como se ela se apresentasse para agradar; mas do jeito de Madonna. Ela sabe que a gente vai chupar qualquer coisa que ela coloque em nossa boca mesmo - não por estupidez, mas porque o doce dela é sempre doce! Dessa forma, eu retiro o que disse em minha crítica de que a maior falha de Hard Candy é ter menos Madonna que o usual. Provavelmente essa é a melhor qualidade do álbum, pois como nas posições de Yoga que ela habitualmente faz nas coreografias de seus shows, ela mostra o quanto é flexível. Apesar de ter Timbal, Justin e Pharrell muito forte em Hard Candy, todos eles estão ali para e por Madonna.


Doce X Física
Qual dos dois você escolheria? Eu sei bem qual eu escolheria sem pestanejar. Contudo no caso desse doce e dessa aula de física, não fica tão fácil.
E=MC² é um típico exemplar de seu estilo, enquanto Hard Candy é uma fusão inovadora das batidas do Urban Pop com as eleutrias do Dance. Tente escutar as músicas do novo álbum da Material Girl com minúcia e você vai ouvir uma série de detalhes quase psicodélicos. Por isso então eu fico com a resposta óbvia e escolho Doce. Como ela mesma disse, é um doce difícil de morder, mas hora ou outra você acaba engolindo e gostando.


Conclusão
No fim da história, os dois álbuns são provas cabais de que sem preconceito você vai longe. O de Mariah tem a qualidade de abrir portas para o R&B, por sua despretensão diante de sua importância, ou falta de importância. Nem A Emancipação nem essa paródia de Einstein são álbuns que serão lembrados por mais que sua importância comercial devido à sapiência de se dar o que se está querendo [Mariah tem sido muito melhor nisso que Madonna, factum], mas há qualidade por trás da Billboard? Hell yeh! E Mariah tá no meio.
Quanto a Madonna, talvez o melhor de Hard Candy é que não há nenhuma reinvenção bombástica nele. Confessions tinha a massificação mundial do Euro-pop, mas por ela ter escolhido de alguma forma dividir seu holofote com vários outros, talvez essa seja a melhor [auto] reinvenção, afinal, dividir seu momentum com outrem não é o que Madonna costuma fazer. Em Candy ela faz isso, tão bem que no fim do dia é ELA que você não consegue tirar da cabeça.