"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

@lindsaylohan LADY GAGA IS F*)K!NG EP!C !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Lindsay Lohan escreveu em seu twitter [ @lindsaylohan ] recentemente:

"@ladygaga OBSESSED WITH YOUR NEW VIDEO! you've just become epic in my book **"

Só agora compreendi muito bem o que ela quis dizer, talvez até o que ela tenha sentido de tão épico no video de Bad Romance. Nas minhas notas sobre o video mencionei a semelhança com o filme Entrevista Com O Vampiro [1994], baseado no romance homônimo de Anne Rice.

Porém hoje tive uma abstração bem diferente e consegui finalmente captar a linha litero-cinemática de "Bad Romance"; Lady GaGa realmente tem retornado aos primórdios das grandes produções em vídeo-clipe - grandes produções, não apenas produções grande$. Assim como em Paparazzi ela conta uma história coerente e coesa apenas com imagens, reunificando a técnica impecável à substância que transcende a leitura superficial.

O que sempre foi mais complicado num clipe é justamente a história a se contar. Não há diálogos em letras de música, nem elas podem se dar ao luxo de uma narração prosáica.

A partir dos anos 80, com o advento da MTV, o video-clipe passou a se desenvolver como uma uma ferramenta artística da Cultura Pop. A música invadia a TV como protagonista e necessitava de um tanto mais de profundidade em seu dicurso imagético. Pode-se dizer que realmente "o vídeo [clipe] matou a estrela de rádio" porque agora a música se tornava [também] um áudiovisual. As grandes lendas dessa época são obviamente, Madonna e Michael Jackson. Com o tempo a indústria passou a se importar preocupar menos e a cultura caiu na preguiça dos vídeos de showroom de popstars, a maioria sem um pingo de inspiração, pois suas estrelas nunca tinham muito mais a dizer do que seus diretores e managers.

Eis que do underground novaiorquino surge Lady GaGa que em pouquíssimo tempo chegou ao topo das grandes produções da indústria [yes, to falando de vendagens]. Tem gente que diz que ela DEU MUITO duro; eu digo "e daí?" Agora que ela está no pico de seu momentum publicitário, Lady GaGa mostra ambiciosamente sua profundidade artística.

Lindsay Lohan provavelmente sacou as proporções épicas de "Bad Romance" por ser uma ótima atriz, apesar da loucura de sua vida de celebridade. Eu provavelmente percebi o que La Lohan quis dizer, por gostar de ver além do culto à celebridade.

"Bad Romance" tem um prólogo, que é superior ao de "Paparazzi" [em padrões de vídeo-musical], por ele não ter pouco mais que 12 segundos; princípio, meio e fim concretos, e muito bem executados pela magistral direção de Francis Lawrence, capaz de unir a intricada visão de GaGa com toda a técnica que as grande$ produções podem comprar.

Prólogo

Como uma gueixa über-futurista GaGa dá a volta por cima da perda forçada da inocência pela prostituição, utilizando-a a seu favor - mostrando que é possível ralar a bunda [trocadilho intencional] para se chegar ao topo e manter a dignidade que transcende a moralidade.


Inocência

A personagem de GaGa aceita sua posição e nela decide apostar tudo. Ela exige o amor e atenção de todos sem máscaras, apesar da maquiagem extravagante. O festival de figurinos bizarros não são meros patrocínios ou favores de grifes como Dolce & Gabbana e Alexander McQueen; aliás, essas grifes não precisam desse tipo de promoção - seus mentores criativos se inserem no setor como oportunidade de imortalizarem sua arte na cultura. [Quem nessa vida pós-1980 não tem uma imagem mental do sutiã de cone de Jean Paul Gaultier?].

Contudo, GaGa subverte a dicotomia "amor" é "ódio", acrescentando a ambos a vingança: ao assumir sua condição e utilizá-la a seu favor, a gueixa vampírica revela sua monstruosidade, que você jamais poderá condenar pois ela deixa clara sua participação nisso. E ao mesmo tempo, você não se sente culpado em querer mais.


Rendição


Reviravolta



Monstro [I'm a free bitch baby!]



Estratégia



Vigança

Na conclusão do post anterior, disse que não havia uma peça de exagero contida nesse vídeo que fosse desnecessária; fato que se conecta com as proporções épicas evidenciadas por Lindsay Lohan. Quer saber porque tudo isso faz sentido?

Pergunte aos grandes épicos como, ...E O Vento Levou e Titanic, se é possível existir sem vestidos de cortina e colares de diamantes raros. Pergunte a épicos, como Austrália, se é possível contar uma história sem afetação e saltos barrocos. Pergunte a "Entrevista Com O Vampiro" se Kirsten Dunst poderia ser tão genial sem tanto DRAMA!

sábado, 25 de abril de 2009

40-Stories Tall

Na nova turnê, as Girls Aloud mostram que não têm medo de altura.



segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Picadeiro Amargo


Ao ver a expressão de Britney Spears na capa de seu novo álbum, Circus, e ouvindo seu conteúdo, é quase impossível não reparar a interessante ambivalência que ainda é sua vida artística no momento. A foto sustenta uma adolescência semi-ridícula para uma mulher prestes a completar 27 anos, tão evidente que não duvidá-la é quase um lapso de inteligência.

A confirmação da dúvida vem com a música de abertura e lead-single, Womanizer. A faixa dance carregada de elementos eletrônicos bem sujos e caóticos, rementendo-se fortemente à excelente tour-de-force eletro-experimental do Blackout [2007]. Porém, o interessante é o tom raivoso de Spears; com uma voz grave e robótica, que mais se parece com a dela própria do que vocoders, ela abre o proposto espetáculo de circo com um sarcasmo sobre um homem [pode-se ler "mídia/público"] com problemas de fidelidade. Esta maneira de ver e tratar seu mundo e, portanto, a si própria tem efeito interessante.

Na faixa-título ela se apresenta como a definitiva crowd-pleaser, a entertainer tão ávida pelo amor de sua audiência que é capaz de manter características de seu passado imaturo porque sabe que é o que você quer ver. Tal comportamento é ouvido em faixas como as baladas Out From Under e My Baby, e em outros momentos como Blur e Mannequin: são boas faixas, mas soam mais como personagens de Gossip Girl posando de maduras que um adulto de fato.

Contudo, quando o circo assume feições mais estranhas, Britney continua prendendo sua atenção, mas não por seu bel-prazer e sim porque a estrela do espetácalo simplesmente parece ter um ataque. Kill The Lights, sequência de seu hit Piece Of Me, não tem nada de "levemente irônico" e é bem direto e obscuro. Spears declara assassinar todas as luzes e concepções que os outros vendem como dela, dizendo coisas como "Vocês me querem loucamente, eu os quero fora/Acabemos com esse stress" ["You want me bad, I want you out/Release this stress"] e "Há mais em mim do que vocês vêem/Vocês não gostariam de mim raivosa" ["Theres more to me than what you see/You wouldn't like me when I'm angry"]; tudo isso acompanhado de uma produção estilosa misturando R'n'B com maduros elementos de Dance e SynthPop, capaz de te jogar no dancefloor que você nem vai saber por onde veio o golpe.

Outra estrela do álbum é If You Seek Amy. A nova colaboração entre Spears e o produtor de seus sucessos mais icônicos, Max Martin [Baby One More Time, Oops I Did It Again etc], ainda sustenta característica sonoras de seus passados pop-teen [de Spears e Martin], como la-la-las, refrões grudentos e pontes pop bem britnescas. Mas há um humor quase negro que vai desde os sintetizadores rápidos e desesperados ao trocadilho do título [em inglês soa como eff, you, see, kay me = F-U-C-K me], que passa a certeza que você pode odiá-la ou amá-la, mas todo mundo [você, inclusive] quer comê-la.

Finalmente, você se toca que o sorriso aparentemente forçado da capa do álbum, pode sê-lo de fato. Ser a estrela do circo não significa que por trás da cortina ela esteja feliz com o mundo ao seu redor. Quando não está nos agradando, Spears é bem crítica quanto ao seu papel e as espectativas dos outros quanto a ela. Isso faz o Circus parecer um bom ensaio de uma pessoa que tem grandes pretensões, mas que ainda faz o que se espera dela... por covardia, por prudência, ou seja lá o que for. E, mesmo desagradando os que esperavam uma evolução ainda mais experimental de seu álbum anterior, Britney faz uma performance digna de 4-estrelas.


PS: O curioso deste álbum é que as faixas bônus soam melhores e mais promissoras que a maioria do álbum. Rock Me In, Trouble, Rock Boy e Phonography [que se tivesse um arranjo IndieRock seria perfeita para o álbum Donkey do CSS] têm produções impecáveis à lá Kylie Minogue e clima EuroPop que, apesar de não tornarem o álbum tão comercial quanto ele é, pelo menos ele teria uma produção mais artistica e elaborada.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

WOW Bionça!!


Por mais que a música seja bonita, mas nada de extraordinário, esse clipe é PHODA!!
Honestamente, a cada trabalho eu me surpreendo ainda mais com Beyoncé. Ela tem se mostrado cada vez menos diva pop e mais artista. Esse clipe é um exemplo disso... provavelmente o primeiro clipe em que ela não é ela.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Finally!! Finally!! Finally!!


E arrasando as ondas electro-pop e as passarelas de moda do Verão Nortista e do Inverno Sulista: Annie!
Me apaixonei por ela mais ou menos dois anos atraz, quando me toquei que seu álbum era um peça de simples e puro prazer, ignorando os haters que pensam que é preciso uma voz para cantar [e vocês sabem o que eu quero dizer!]. E no momento em que comecei a sentir mais falta dela, descubro que ela está voltando!
I Know UR Girlfriend Hates Me é uma adorável canção Pop, que deveria ser ignorada se cantada por [digamos] Britney Spears, Gwen Stefani ou até mesmo Shakira. Elas provavelmente dariam à canção uma qualidade de puta, mas é bem a persona quase invisível de Annie que faz suas músicas tão atraentes. É como se você tentasse imaginar qualquer outra cantando suas canções, mas ninguém mais que Annie passasse por sua mente.
E pra superar tudo, que porra é esse vídeo?!?! Um revival de Os Guarda-Chuvas Do Amor? Tipo, essas combinações de cenário/figurino são geniais! Quando a parte amarela passou eu caí da cadeira e quis chorar com tamanha perfeição!
É uma pena que ela não seja mais conhecida, mas também não é! Um status de celebridade provavelmente a tornaria menos rara e preciosa.

[Musique: Me Plus One - Annie]

terça-feira, 8 de maio de 2007

Indie Pop Descontrol

Okay, gosto indie pop; não tanto quanto gosto do mainstream, mas gosto. Então, música indie ficou hype e mainstream aqui; culpo a MTV, claro, mas já que eu costumo dirigir minha atenção aos subestimados, estou meio que ignorando a cena indie rock e me ligando ao lado pop do indie, que, neste caso, é mais omitido.
Outro dia me deu uma vontade de revisitar um artista que teve um hit em 2002 mas, depois de alguns singles bem sucedidos, caiu no ostracismo da mídia: Vanessa Carlton. Todo mundo conhece A Thousand Miles e seu clipe bonitinho à lá road movie. Mas poucos sabem o quão geniais e bonitos são seus dois álbuns. Chamo-os de "Álbum de Inverno" [Be Not Nobody - 2002] e "Álbum de Verão" [Harmonium - 2004]. Seu debut tem uma arte bem luminosa, mas uma audição mais atenta leva ao fato de que não há muita luz em suas músicas. Letras como as de Rinse e Sway, ou até mesmo A Thousand Miles, são cheias de mágoa e tristeza; até a doce balada Pretty Baby ou a maravilhosa Ordinary Day têm, de alguma forma, pitadas de tristeza e um comportamento reclusivo similar ao do inverno [minha estação favorita, devo dizer], quando os animais hibernam. A osquestra, arranjada e conduzida pelo chefão do pop Ron Fair [que produziu hypes como Aguilera, Ashlee Simpson e The Black Eyed Peas], está presente pelo álbum de uma maneira penetrante, transmitindo com perfeição o tom profundo das canções.
Seu segundo não é menos profuno. Porém, num paradoxo reprisado, fato que adoro em seus dois trabalhos, Harmonium, que possui músicas mais esperançosas e luminosas, tem uma arte mais obscura. Logo no primeiro single, a primeira faixa White Houses, podemos de cara ver que Carlton tomou um caminho mais otimista. A canção, sobre adolescência e saída para o mundo no ato de cometer os erros necessários para o crescimento, tem um piano aparentemente desajeitado que ao longo da música cresce e amadurece. Notou a metáfora? Posteriormente temos uma coleção de canções que soam perfeitas para as férias de verão, numa casa decadente repleta de amigos dispostos a ter diversão e primeiras experiências. Who's To Say tem um maravilhoso olhar sobre o amor, Afterglow fala de viver sem remorso e Private Radio é pura diversão.

Daí tem Nelly Furtado. Talvez você se pergunte o que há de indie nela, isso porque só vem à sua mente sua atual reinvenção. Mas antes de sua metamorfose numa [como estúpidos diriam] puta pop ela era uma garota inquieta e ansiosa, vestindo jeans folgados e mega sorrisos. Mas falarei de seu injustiçado segundo álbum. Confesso que é o meu menos favorito, mas não é menos genial como tudo que ela tem feito.
Furtado em Folklore fica mais obscura. Acredito que o álbum falha em se levar a sério demais, mas não consigo não louvar a linda mistura de culturas que ela e os produtores Track & Field fazem nele. Aqui não há abundancia em hip hop como seu primeiro; ao invés disso há uma interessante e desprezada colagem de elementos folclóricos portugueses e música pop. One-Trick Pony [com participação do Kronos Quartet] é uma linda introdução que conduz à revigorante e ousada Powerless (Say What You Want). O álbum apresenta depois interessantes fusões como o samba-rap em Explode, o [contraditório] fado alegre Força, a blues Picture Perfect, que fala da vida imigrante, o assunto principal da obra, também presente em outras faixas deliciosas como Try, Fresh Off The Boat e Islando Of Wonder, que possui sample de Tonada De La Luna Llena e participação de Caetano Veloso.
Talvez essas mistura de referências culturais não tão conhecidas tenha sido o motivo do fracasso comercial de Folklore; Furtado pareceu estar fazendo um ábum obviamente para seu bel-prazer, não pensando na reação do público geral e, assim, nas vendas. Absolutamente não tenho nada contra isso, mas não é exatamente o que as gravadoras esperam. Mas ao fim, a nostalgia conitda do álbum é tão bem construída que você acaba sentido falta de uma série de coisas, mesmo que não as saiba exatamente definit [saudade de novo galere].

Minha terceira peça de indie pop está na verdade bem hype ultimamente. Todos amam Mika. Não há muito a se dizer sobre ele; Life In Cartoon Motion é um álbum da mais pura diversão, uma fofa colagem de Elton John e Scissors Sisters repleta de letras e melodias vibrantes. Completamente amo Love Today e Lollipop, mas [certamente] é a melancólica Happy Ending [clique para baixar] que tem dominado minha mente. Nem sei porque.
[Musique: White Houses - Vanessa Carlton]