"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

As Músicas de 2009 - Top 3 [Finale]

Vamos direto aos 3 pontos.

03. "Sweet Dream"
de Beyoncé

Esse ano, uma das coisas que eu mais gritei disse foi: BEYONCÉ É D-US! Diva ela sempre foi, mas nos primeiros anos de sua carreira solo, sua performance imagética ainda esteve muito relacionada às Destiny's Child.

Analisando a imagem total de sua persona Sasha Fierce, cheguei a tal conclusão: lá estava esta mulher com mais duas backup-dancers, como se Destiny's Child ressurgisse das cinzas, mas [graças a Jah!] não, era só Beyoncé se auto-proclamando a Diva! A fotografia em preto e branco dos três primeiros clipes de Sasha Fierce [Singles Ladies, Diva e Ego] combinava perfeitamente com a imagem divina e espetacular que a personagem possuía.

Ao lançar os dois singles seguintes do álbum [Sweet Dream e Video Phone], Beyoncé voltou às cores, mas usadas com inteligência plástica. Sweet Dream é minha faixa favorita do álbum por sua letra romântica e dramática, mas especialmente por seu vídeo que primeiro fugiu da regra implícita de seus antecessores, trazendo cores ao mundo de Sasha Fierce, porém sóbrias e meio esfumaçadas, como num sonho.

A cena final, em que Fierce se mostra vestida numa armadura, tal como
Metrópolis, pronta para o confronto, ficou marcada em minha mente por dias. Portanto, este ano, Beyoncé se firmou como uma deusa do meu Olimpo pela criatividade imagética que ela construiu ao longo do ano. Que venha 2010 e seus shows no Brasil!

Beyoncé's top 5:
a. Sweet Dream
b. Diva - "take it to another level, no passengers on my plane"
c. Single Ladies - a coreografia mais bombada da década!
d. If I Were A Boy - quem resiste cantar/gritar junto?
e. Halo - vide d.

02. "Sexy! No No No..." de Girls Aloud


Girls Aloud foi meu grande achado do ano. Em instantes me viciei em toda sua discografia e as defendia como ótimas representantes do Pop britânico. A girl-band mais bem sucedida da história foi subestimada por mim durante muito tempo, até que de repente Out Of Control [Fascination, 2008], possuiu meu iPod e minha cabeça. Eu já nem me esforçava, logo me rendi às maravilhosas faixas compostas e produzidas por Xenomania para o grupo. Ao longo de sua carreira, era como se Girls Aloud tivesse se tornado o canal pelo qual o hype grupo britânico de produtores mostrasse sua versátil genialidade.

Mas como parte da minha defesa, as canções de Xenomania não poderiam existir sozinhas e foi justamente a personalidade do grupo que me tornou fã. Ao olhá-las, muitos não conseguem [e nem se importam] em dizer quem é quem, mas talvez seja aí que resida a beleza e longevidade de Girls Aloud. Não parece existir uma luta de egos entre elas, como obviamente existia entre as Spice Girls ou Destiny's Child, e isso para mim foi um fator de apreciação interessante.

Sexy! No No No...
foi o primeiro single do álbum Tangled Up [Fascination, 2007] e a música do grupo que mais me excitou ao longo do ano, apesar de facilmente poder dar lugar a outras jóias como Biology, Call The Shots, Sound Of The Underground e Can't Speak French. A sexualidade despojada, os refrões viciantes e, acima de tudo, as guitarras glamurosas que evocam uma aurea rocker sem deixar de ser BritPop em momento algum.

Girls Aloud's top 5*:
a. Sexy! No No No...
b. The Promise - estilizada à lá big bands dos anos 1960's é simplesmente apaixonante.
c. Rolling Back The Rivers In Time - "can't wait got to his face somewhere"
d. Biology - jóia rara do Pop, construinda em crescendo para um refrão que só explode mais de 1 minuto depois do início.
e. Can't Speak French - "I can't speak French, so I'll let the funky music do the talking now"

*É péssimo ter que escolher apenas cinco faixas. Quem conhece a discografia do grupo entende porque.

01. "Bad Romance" de Lady GaGa

Ano passado Lady GaGa despontava nesta lista na 5a posição, em um ano a mulher não só chegou ao topo de minha apreciação, como ao topo do mundo, sendo eleita já por algumas publicações - com meses de antecipação - como a Popstar do ano.

Em 2009 Lady GaGa se estabilizou como um ícone da Cultura Pop. Tudo soa exasperado - no melhor estilo da era Internet - mas, mesmo que não faça mais nada que preste daqui para frente, GaGa já realizou o bastante para se instalar no panteon do Pop. Desde figurinos extravagantes, que fariam Björk ruborizar, a performances, video-clipes e ensaios fotográficos tão artisticamente interessantes quanto [às vezes] chocantes. GaGa foi, com certeza, a artista que mais causou - porém, da melhor forma: com sua inteligência e arte, não pela vida pessoal. Há tempos as pessoas mais comentadas do ano não se encaixavam na categoria de "artistas de verdade" e, mesmo com a imprensa-marrom se degladiando cada vez mais para publicar a próxima polêmica, Lady GaGa manteve-se longe disso na maior parte do tempo.

Para mim, que já gostava de seu estilo divisor de opiniões, seu primeiro grande feito do ano foi a colaboração com Jonas Åkerlund no vídeo de Paparazzi. Os queixos de todo o mundo caíram diante da perfeição estética do vídeo, até mesmo de quem duvidava de sua genialidade artística. Posteriormente, foi anunciado o relançamento de seu debut The Fame [Interscope, 2008]; contudo, GaGa chutou a premissa oportunista das gravadoras em relançar trabalhos bem sucedidos simplesmente pelo faturamento, para lançar um novo álbum, infinitamente melhor que o antecessor, em diversos aspectos, tanto musicais quanto imagéticos.

Em The Fame Monster [Interscope, 2009], Lady GaGa subverte a temática celebrada em sua estréia [a fama], tomando uma direção mais sombria e reflexiva, chutando a vaidade e o hedonismo cocainados do anterior. Como se não bastasse, ela se supera e produz [desta vez com Francis Laurence] um dos melhores clipes da história e, sem dúvidas, o melhor da década: Bad Romance.

Numa letra genuinamente Pop, com refrões mais-que-grudentos [minha tia de 200 anos - não sei a idade dela - vive cantando oh oh oh oh oh oh...], GaGa fala do amor carnal sem inibições e com um romantismo delicioso; demorei um tempo para lembrar que, em inglês, "bad romance" não se traduz apenas como "romance ruim", mas figurativamente também, "louco romance." Além do mais, ninguém mais até hoje inventou melhores nomes para pênis do que GaGa.

O resto de "Monster" não fica atrás. Nenhuma das nove faixas soa como meros recheios, todas com potenciais imagéticos inspiradores. Alejandro, que à primeira audição soa breguíssima mas revela uma qualidade ABBA impossível de recusar, tem GaGa falando com um sotaque italiano que me remete a ninguém menos que Madonna e sua famosa camiseta Italians Do It Better, mesmo que Alejandro seja hispânico [neste caso, o ser humano italiano em questão é a própria GaGa].

A cada audição, Monster demonstra maior potencial artístico. Qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade artística, e apreciador do Pop, pode imaginar milhares de possibilidades para cada faixa do álbum. Isso para um fã [eu mesmo!] causa uma excitante expectativa pelo o que Lady GaGa guarda em suas excêntricas mangas para o ano seguinte.

Lady GaGa's top 5:
a. Bad Romance
b. Paparazzi
c. Alejandro - *think Fellini* "I know that we are young and I know that you may love me, but I just can't be with you like this anymore......... Alejandro!"
d. Telephone [featuring Beyoncé] - "I LEFT MY HEAD AND LEFT MY HEART ON THE DANCEFLOOR!"
e. Speechless - o estilo romântico e dramático que só Lady GaGa é capaz de fazer atualmente.

domingo, 29 de novembro de 2009

As Músicas de 2009 - Top 10 [Parte 2]


Continuando minha revisão musical de 2009, apresento agora a primeira parte das principais canções, da décima à quarta posições, que me enlouqueceram de alguma forma ao longo do ano. Na última parte, o top 3.

10. "Empire State Of Mind" de Jay-Z featuring Alicia Keys/"Love Lockdown" de Kanye West

Em 2009 eu me entreguei por completo ao Rap/Hip-Hop, desde à expressão honesta e urgente de suas letras às batidas, ora repetitivas ora muito bem produzidas. Os nomes principais este ano foram Jay-Z, com seu estupendo Blueprint 3 [Atlantic, 2009], e Kanye West, com as melancólicas batidas e vocais de 808s & Heartbreak [Island Def Jam, 2008].

Em Love Lockdown West canta nos versos, distorcido por um vocoder sombrio, sobre um amor que está tomando um rumo mais obscuro e quase obsessivo, para explodir no refrão com uma batida tão excitante quanto o romântico pedido de sua letra: "now keep your love lock down/ your love lock down!" E é de conhecimento geral o quanto Lucas se derrete por uma boa letra depressiva combinada a um batidão divino.

Jay-Z se juntou a Alicia Keys para construir uma perfeita ode à cidade mais fascinante do mundo. Empire State Of Mind tem um momentum genial por vir numa época em que ninguém já prestava muita atenção em Nova York. Daí Lady GaGa sai do underground novaiorquino e, em Gossip Girl, seguimos as peripécias de jovens residentes do outro lado da "cadeia alimentar" social de Nova York, o milionário Upper East Side.

Jay-Z e Keys, porém, se abstiveram das lutas de classes e cantaram o motivo-mor e unificante de amor à selva de pedra: "In New York, concrete jungle where dreams are made of/There's nothing you can't do/Now you're in New York/These streets will make you feel brand new/Big lights will inspire you/Let's hear it for New York", a vibe global e o sentimento de estar num lugar onde tudo pode acontecer.

09. "Burial" de Miike Snow

Miike Snow é um projeto do cantor/compositor americano Andrew Wyatt em parceria com os gênios da Dance Music contemporânea Christian Karlsson e Pontus Winnberg, ou em outras palavras, Bloodshy & Avant. O que me impressionou neste projeto é o fato de que os inventores de "loucuras da pista", como Toxic e Piece Of Me [Britney Spears], são também capazes de construir perfeitas canções em mid- e downtempo como Burial.

A beleza principal do homônimo álbum de estréia do projeto está em todos os elementos eletrônicos, típicos da tour-de-force dançante que conhecemos das produções anteriores da dupla sueca, mas em tempo muito mais contemplativo e suave: cada detalhe e camada sonora chega e acontece em seu tempo, sem urgência e tranquilos, o que dá um insight interessante sobre o projeto que, apesar de formado em 2007, tomou seu tempo para chegar a obras-primas como esta faixa.


08. "Shark In The Water" de V.V. Brown

A princípio, quando ouvi seu single-debut Crying Blood, julguei V.V. Brown como mais uma na onda retrô popularizada por Amy Winehouse. Mas eu ignorava a frenética excitação dos clássicos grupos Soul das décadas de 1950-60 misturada a sons de video-game.

Na época de lançamento de seu primeiro álbum, Travelling Like The Light [Island, 2009], resolvi dar uma segunda chance à britânica de beleza exótica e me deparei com um álbum apaixonado, mas ultra agridoce. Todas as canções foram inspiradas no processo de término de um relacionamento, o que deu ao álbum de Brown uma forte luz inspirada, apesar de às vezes um tanto ingrato, mas nunca depressivo - apenas cheio de paixões.

Para o meu deleite, Shark In The Water tem as fortes cores do Pop associadas às desconfianças e ciúmes, infundados ou não. A interpretação de Brown é raivosa, contrastando com a idílica e sonhadora sonoridade meio Reggae, mas com refrões e pontes dignos de todo bom Pop. Nos momentos de paranóia amorosa, "Shark In The Water" é daquelas que simplesmente te fazem gritar cantando. DELÍCIA!

07. "Hearts Collide" de Little Boots

Little Boots foi uma das grandes revelações de 2009; seu álbum de estréia [Hands - Sixsevenine, 2009], apesar de não cumprir as expectativas de muitos que acompanharam sua trajetória do YouTube ao contrato com a indústria, é um dos melhores do ano, com canções que são ótimas simplesmente por serem assumidamente Pop. E como letras introspectivas e românticas estão para o Pop assim como elétrons atraem prótons, Hearts Collide com sua vibe de balada, mas espiritualidade dancefloor, me conquistou instantaneamente. A atmosfera eletrônica, casada com vocais épicos e uma letra ultra-romântica logo fez da canção uma favorita do ano.

06. "Lady" de Joss Stone

Joss Stone é uma Diva! E sua competência musical melhora a cada álbum, como escrevi na review de Colour Me Free!.

Em Lady ela lida com um dilema clássico da música Soul: tesão e dignidade. Contudo, esqueça o [suposto] cliché temático e perceba um arranjo tão orgânico que soa como se tivesse sido gravado ao vivo. A voz de Stone é real e tão forte quanto o que se espera de uma Diva do Soul estabilizada; o melhor é que não se pode imaginá-la cantando outra coisa. É emocionante simplesmente ouvir Joss elevar as notas nos pontos certos, sem exagerar como a maior parte das gritadeiras do mundo.

05. "Quicksand" de Britney Spears featuring Lady GaGa

Digam o que quiser de Britney Spears e sua capacidade artística, mas ao longo de seus 10 anos de carreira ela tem sob seu nome algumas das melhores faixas Pop da história, sejam elas singles ou não. Ano passado Britney esteve no meu top 3, o que pode ter influenciado na minha revisita intensa de toda a sua discografia, resdescobrindo jóias como seu terceiro álbum, Britney [Jive, 2001].

Este ano porém ela se estabilizou na 5a posição com sua colaboração com a grande estrela Pop do ano, Lady GaGa. Esta escreveu Quicksand para o álbum Circus [Jive, 2008] de Spears; a faixa tornou-se apenas uma bônus para iTunes, mas deveria ter sido lançada como single. Spears imprime perfeitamente o drama inerente a qualquer faixa composta e produzida por GaGa; com uma batida que, a uma certa distânica, lembra o FunkPop carioca, o melhor mesmo desta canção é, como disse, o drama: da letra aos vocais desesperados. Então, digam o que quiser, Spears sabe entregar boas faixas Pop, mesmo que não faça parte de sua alçada a manufatura delas.

Britney's top 5:
a. Quicksand [featuring Lady GaGa]
b. Toxic - precisa de comentários?
c. Let Me Be - protótipo de power woman com refrão de cantar junto.
d. Stronger - "MY LONELINESS AIN'T KILLING ME NO MORE!"
e. Piece Of Me - depois de Toxic essa é a música ícone de Miss Spears.


04. "Who'd Have Know" de Lily Allen

Lily Allen lançou o primeiro grande álbum de 2009 [na minha opinião]. It's Not Me, It's You [Regal, 2009] recebeu críticas pela escolha de Allen por um ElectroPop mais genérico, mas provavelmente tais críticos não se ligaram à personalidade que Lily é capaz de impor a suas músicas.

Mantendo-se elemental e viva nas melodias, e deliciosamente auto-depreciativa na maioria das letras, Lily Allen mostrou com este álbum que maturidade não vem necessariamente com a idade. Suas idéias são contundentes e muito bem substanciadas, como em Everyone's At It [sobre o uso de drogas] e The Fear [sobre o culto à celebridade], ou às vezes brutalmente honestas, Not Fair [sobre homens perfeitos que trepam mal].

Mas foi na dulcíssima Who'd Have Known que ela me fez derreter. No show que assisti este ano em São Paulo, este foi um dos momentos mais adoráveis, com a pirralhada adolescente ao meu redor cantando do começo ao fim, mesmo que não exatamente entendesse a sobriedade por trás do romantismo. A mim ela lembra Luan; ele não dá a mínima para Lily Allen, nem faz idéia do que diz a letra, mas é ele quem me vem à mente quando ouço.

Lily Allen também produziu alguns dos melhores video-clipes do ano, todos os singles deste álbum renderam vídeos perfeitamente produzidos e o melhor: profundos em conteúdo e estética [reparem as fotografias!], especialmente os de 22 e da faixa que estrela nesta lista.

Lily's top 5:
a. Who'd Have Known
b. 22 - Lady Cums-In-Your-Face
c. Not Fair - homens perfeitos, mas que não trepam bem
d. Everyone's At It - "de políticos crescidos a jovens adolescentes (...): todo mundo usa!"
e. Fuck You - aos retrógrados e intolerantes de plantão





[Continua...]

sábado, 28 de novembro de 2009

As Músicas de 2009 - The Bubbling-Under [Parte 1]


Desde o ano retrasado faço exatamente um top 20 das músicas que marcaram meu ano. O Bubbling-Under consiste nas dez primeiras posições da lista, mais Menções Honrosas, canções/artistas que ferroaram em algum momento ou motivo [mas não necessariamente um período] ou que têm potencial para o ano que vem.

2009 foi um ano maravilhoso na música! No cenário Pop mundial tanta coisa e artistas incríveis aconteceram que minha maior dificuldade foi lembrar de tudo. Graças a Jah existe last.fm. Ainda assim, há muita coisa que não consta na lista oficial - apesar de sempre se dar um jeito de incluir mais gente.

Um ano super heterogêneo, algumas das figuras carimbadas do top 20 não constam este ano, ou assumem posições inferiores ao habitual. Há um presença masculina maior este ano e, apesar de o Pop ser my hot hot sex, Jazz, Hip-Hop e R&B me pegaram pelas bolas.
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Menções Honrosas:

- "Like A Drug" de Kylie Minogue: porque aquela caveira gigante será artigo de decoração da minha mansão.

- "Fight For This Love" de Cheryl Cole: pop viciante, mas recheado de carisma. Cantar isso enquanto se dirige é ótimo.

- "The Distance Between Us" de Sophie Ellis-Bextor: basicamente por este motivo.

- "Love Long Distance" de Gossip: dolorida, yes! destruída, JAMAIS! O feeling de pista mil-novecentos-e-noventista que esta faixa tem é sensacional.

- "Itapoã" de Caetano Veloso: primeiras lágrimas compartilhadas num romance real.

- "Concrete Jungle" de Bob Marley: prova do "nunca diga nunca". Nunca gostei de Reggae, nunca gostei de Bob Marley e de repente em algum momento do ano era tudo o que eu escutava e dançava.

- "Try Sleeping With A Broken Heart" de Alicia Keys: uma das maiores estrelas da minha constelação, Alicia Keys raramente me decepciona. Esta balada é linda como qualquer uma de Keys, apesar do clipe meio bocó e de péssimos efeitos especiais.
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The Bubbling-Under:

20. "But Not For Me" de Chet Baker/"Chasing Pirates" de Norah Jones

Norah Jones geralmente nunca me surpreende de forma negativa, mas ao ouvir seu quarto álbum, The Fall [Blue Note, 2009], eu senti falta de seu adorável piano. Mas em pouquíssimo tempo Chasing Pirates e suas sucessoras me cativaram com suas guitarras de aurea rock-edgy.

Minha amiga Tam Chéquer me recomendou Chet Baker numa fase em que ansiava por mais daquele all that Jazz. Sua voz de timbre suave logo me ganhou pelo romantismo que é capaz de imprimir em suas faixas. Baker remete à máxima: jazz-café/vinho-casal.

19. "Cangote" de Céu

Em seu segundo álbum Vagarosa [Universal Brasil, 2009], a deliciosa Céu se restringiu ao Reggae e ao Dub. Com arranjos vocais pra lá de apaixonantes, Cangote é uma das mais bonitas canções de amor do ano, perfeita para momentos transcendentais.

18. "Lilac Wine" de Jeff Buckley

Fevereiro para Lucas é igual a inferno astral. Então não é surpreendente que a melancolia etérea de Jeff Buckley, não só nesta música mas como em toda a sua [infelizmente] curta discografia, me cativou neste mês.

17. "Obsessed" de Mariah Carey

O que mais adoro em Mariah Carey é que ela se acha. Convenhamos: ela é brega, chata pra caralho e irritante com suas vocalizes mais estridentes que solos de guitarra dos anos 1960; mas o fato de ela se achar a última bolacha do pacote é uma comédia! Obsessed é daquelas faixas de Mariah que não acrescentam sua vida em nada, a não ser a oportunidade de dar umas risadas com um refrão grudento. Nisso Mariah é mestre!


16. "Courage" de The Whitest Boy Alive

Geralmente resistente a esses Indiesmos atuais, o projeto paralelo de um dos caras do Kings Of Convenience, Erlend Øye, me tomou de surpresa. Dançante mas suavemente harmonizado, o álbum Rules [Bubbles, 2009] tocou em repeat no iPod por quase um mês inteiro. Canções calmas, mas cheias de groove, como Courage, não saíram da minha cabeça por um período de limbo emocional, quando o máximo que podia fazer era esperar o start alheio. Apesar de a vida ter me posto em caminhos melhores, eu ainda guardo um carinho especial por esta canção e o que ela representou por um tempo.

15. "Gimme Some" de Nina Simone

Nina Simone sempre me lembra o adorável filme Antes do Pôr-do-Sol e este ano, finalmente, me permiti deliciar com a persona incrível e hipnotizante que foi essa mulher. Procure e assista no YouTube e te desafio manter-se impassível a seu carisma e beleza singular. Esta canção, em específico, está aqui pela safadeza que é a letra.

14. "Didn't Cha Know" de Erykah Badu

Um dia eu estava assistindo MTV na casa de uma amiga e meu estado de consciência estava um tanto alterado [YES aham!], eis que de repente uma louca me surge com um clipe lindo e psicodélico: Erykah Badu com Honey. A partir daí virei fã e fui atrás de toda a discografia de Badu.

Didn't Cha Know é daquelas clássicas faixas que lidam com as adversidades que a vida impõe, especialmente quando são as próprias escolhas que nos fazem deparar com certos dilemas. Este tipo de poética sempre me é agradável, mas no caso de Badu foram as camadas de vocais e a orgânica produção ao redor da batida R&B que me conquistaram, não só nesta faixa como em todo o álbum Mama's Gun [Motown/Puppy Love, 2000].

E no final há apenas a clássica mensagem de que:

"Love is life, and life is free/Take a ride on life with me/Free your mind and find your way/ There will be a brighter day"

13. "Everyone Nose" de N.E.R.D

Irreverente, mas, acima de tudo, DIVERTIDA! Em Everyone Nose, Pharrell Williams e Chad Hugo tiram sarro das carreiristas de plantão em Hollywood. Como carreirista entende-se as garotinhas lindas que fazem filas nos banheiros dos clubs para usar mais que pias de mármore que os espelhos, para se recauchutarem. O melhor de tudo é: excitante, neurótica e acelerada como uma onda de cocaína.


12. "Anthonio" de Annie

Era uma vez, uma garota chamada Annie que caiu na lábia de um amante brasileiríssimo e alguns anos depois achou divertido falar sobre o assunto. O resultado foi uma faixa ElectroPop de atmosfera épica que atestou mais uma vez o quão genial Annie é em seu estilo.

É uma pena que ao finalmente lançar o maravilhoso Don't Stop, ela tirou algumas das melhores faixas da versão que nunca viu a luz do dia, como I Know UR Girlfriend Hates Me e I Can't Let Go; e, inclusive, a jóia rara que é Anthonio.

11. "Rock With You" de Michael Jackson/"Celebration [Benny Benassi Remix Edit]" de Madonna

Madonna esteve presente por todo o meu ano, simplesmente porque D-us sempre é presente. No meio do segundo semestre sua nova coletânea foi lançada e Celebration logo se tornou um hino dentre os amigos, especialmente o remix do Benassi, muito mais vibrante que a produção original do Paul Oakenfold.

No mês em que Michael Jackson morreu, parte do mundo parou em choque, e outra parte, mesmo chocada, se jogou na pista de dança, onde ele ainda era rei absoluto. Obviamente faço parte do segundo grupo. Se na mídia ele era tratado como uma persona non-grata, indubitavelmente nas pistas o mundo AMA Michael Jackson. Rock With You embalou alguns dos momentos mais sublimes deste ano: auroras conquistenses intensamente românticas que casavam perfeitamente com as implícitas luzes de pista desta canção clássica.

domingo, 28 de dezembro de 2008

As Músicas de 2008

É a primeira vez que escrevo minha lista anual de músicas neste blog e eu já começo me interropendo para curtir uma das canções mais emblemáticas do ano: Off The Wall do Michael Jackson...

Desde que comecei a listar as canções mais importantes do meu ano, esta lista tem sido uma obsessão para mim. Contudo, em 2008, enquanto a cada mês o mundo da música me excitava e surpreendia cada vez mais (e eu instantaneamente pensava neste post), eu fui me des-nerdizando e me ocupado menos com pré-listas e essas coisas internéticas. No primeiro semestre eu ainda criei a Balada do Stalker, uma postagem semanal que demonstrou como eu me aproximava à crítica britânica e encontrava a cada semana a nova sensação da música. Porém depois da Itália fadiguei da vida virtual e me joguei na boemia.

Mas esta lista já é parte essencial da minha vida e deixar de fazê-la seria um crime. Em 2008 descobri mais divas, presenciei o retorno triunfal de outras e internalizei a eterna batalha entre o mainstream e o alternativo.


The Bubbling-Under:


20. "Like You'll Never See Me Again" de Alicia Keys/"Lamento" de Céu
A primeira, apesar de parecer tema de um episódio qualquer de Felicity, moveu meus melhores e solitários momentos romantico-novelescos. A segunda foi uma das favoritas dos momentos psicodélicos e pores-do-sol durante o ano.


19. "Wikked Lil' Grrrls" de Esthero
Esthero foi uma das descobertas mais gostosas do ano. Essa música, que mistura Hip Hop e Jazz, tinha a charmosa canadense cantando com tantas vozes diferentes que parecia uma girl band qualquer, só que harmonizada de verdade.


18. "Nanny Nanny Boo Boo" de Le Tigre
Tive um momento
Electroklash este ano e Le Tigre é minha banda favorita. Essa canção é uma piada deliciosamente poser ao culto da fama.


17. "Let Me Know" de Róisín Murphy
A molier mais sensual da cena [Dance] Electronica. LMK é uma das canções mais românticas e sexy da música Pop e tem um dos clipes mais gostosos que vi este ano.


16. "Warwick Avenue" de Duffy
Sim, eu gosto mais de Duffy do que de Winehouse e esta me vem no auge do drama-queenismo.


15. "Rapture" de Blondie
Contendo o rap mais cool da história do Pop, Rapture é a canção de abertura dos shows da minha banda imaginária.


14. "Let's Reggae All Night" de CSS
Durante meses meu lema foi "if you want, my friend, we can drink in the afternoon". Resultado: depois de meses alcoólicos, um dia resolvi comer um sanduíche natural e passei a noite vomitando. Moral da história: continue junkie. Viva CSS!!


13. "Boyz" de M.I.A.
Seja "missing in action" ou "missing in Acton",
estes dois termos não são suficientes para resumir a genialidade da dona deste codenome: Mathangi "Maya" Arulpragasam. "Boyz", de seu segundo álbum Kala, é o ideal estético da mistura entre Dance, World Music [apesar de este ser um termo pobre para falar de M.I.A.] e letras políticas.


12. "Like A Drug" de Kylie Minogue
Minogue faz parte do grupo de artistas que nunca me decepcionam. Esta faixa sexy e sugestiva, do X, foi a que mais reverberou este ano.


11. "Modern Love [Mark Moore & Kinky Roland Vox 12" Mix]" de Kish Mauve
Mima me faz pensar em artsy deevas como Edie Sedgewick ou Twiggy. Ela tem a sensualidade e beleza frias que Ladyhawke esqueceu na Nova Zelândia.


Top 10:


10. "Migrate" de Mariah Carey
Factum #1: eu não gosto de Mariah Carey.

Factum #2: eu nunca sou rígido quando o que ela faz, no mínimo, me diverte.

Este ano Carey lançou a sequência do seu ultra-hype álbum de 2005, The Emancipation Of Mimi, o E=MC². O álbum recebeu críticas mistas e não agradou muito aos fãs; quanto a mim, amey!, talvez porque em sua tentativa de mostrar que tem o cérebro na cabeça e não nos peitos, brincando com a
equivalência de massa-energia de Einstein, Mariah não parece muito com a Mariah gritadeira e entediante de sempre.

"Migrate" tem uma das aberturas mais deliciosas da música Pop de 2008, além de Carey fazer o que ela faz melhor que ninguém: letras auto-celebrativas que, na verdade, são divertidas.



09. "Black And Gold" de Sam Sparro
Minha descoberta masculina favorita: Sparro é talentoso, lindo, australiano e gay! rsrs Não que o último adjetivo seja premissa para eu gostar de um artista, mas é que fantasiar sexo com ele é muito mais real do que com Julian Casablancas, por exemplo. "Black And Gold", melhor faixa de seu álbum de estréia, tem uma letra ultra-romântica que sempre me mata e foi um dos mais gostosos singles de ElectroPop do ano, além de ter embalado as viagens a Roma.



08. "American Boy" de Estelle
Tida como a maior revelação do ano em Hip Hop, Estelle foi a primeira artista do gênero que eu realmente gostei. Depois dela, me abri para o maravilhoso mundo do Hip Hop.


Com participação de Kanye West [gênio!], "American Boy" é daquelas músicas radiofônicas que você não tem vergonha em admitir que adora, até mesmo porque ela é muito boa!

Lá estava eu no banco de trás do carro do ex-marido da minha prima, na minha última noite na Itália, ao lado do meu primo italiano [e lindo, importante frisar] ouvindo uma "mix-tape" que ele havia criado e não pude evitar em me sentir feliz quando essa música tocou e ambos a cantamos de cabo a rabo.



07. "Je Veux Te Voir" de Yelle
Descobrir Yelle foi uma das coisas mais divertidas do ano. Como toda francesa, Yelle é chic e glamurosa, mas foi a aurea despojada e blasé dela que me conquistou. IndiePop na forma de se vestir e sacana na maneira de fazer música, as canções de Yelle são excitantes por suas letras explícitas, mas acima de tudo, pela maravilhosa produção perfeita para qualquer dancefloor.



06. "Electric Feel" de MGMT
Momento mais Indie do ano, MGMT foi recebido por mim com certa resistência. O hype ao redor deles me irritava no começo, porque o psicodélico álbum, Oracular Espectacular, parecia uma modernização-faux do rock progressivo de 1970. A mania do mundo indie em copiar por copiar o passado [descaradamente chamada de retrô] sempre me irritou, mas no fim eu saí perdendo, porque a música da dupla é gostosa e bonita.

"Electric Feel" fala dos choques que sentimos quando vemos a criatura por quem temos aquela queda... e D-us sabe como eu sou viciado nesses choques.



05. "Paparazzi" de Lady GaGa
A adição mais recente deste ano é
Lady GaGa, meu novo objeto de adoração Pop. "Paparazzi", segundo Germanotta, é de fato uma canção stalker, mas muito mais sobre nossa obsessão diária pela vida dos famosos, perpetuada pelos amados/odiados paparazzi. Para mim, é romântica, dramática e ótima de cantar junto, como toda canção pop deve ser.



04. "That's Not My Name" de The Ting Tings
Jules De Martino e Katie White, The Ting Tings, são a personificação atual do cool. Melhor lançamento ElectroPop do ano eles são posers, porém talentosos - por isso
renderam bantante conversa aqui ao longo do ano.

"That's Not My Name" além de ser uma genial canção de Electro que sempre bota geral pra dançar rockermente, tem uma divertida letra sobre o desprezo da indústria da música por artistas que não seguem modelos e padrões. A letra também sintetiza a biografia da dupla, que foram sacaneados por gravadoras e tal até alcançarem o estrelato chegando ao topo das paradas britânicas, com essa faixa.



03. "Womanizer" de Britney Spears
Sim, ela tem sido uma das criaturas mais chochadas dos últimos anos, porém este ano Britney Spears voltou MESMO!!! Apesar de ainda não ser tão completa quanto gostaria que ela fosse, eu não consigo negar que ela evoluiu e muito como artista. Circus É um dos melhores álbuns do ano e a prova que Spears é capaz de fazer coisas realmente boas. Eu já percebera isso ano passado com o Blackout, mas só com a
review que escrevi pro álbum deste ano que consegui expressar meus argumentos sobre a evolução de Britney Spears: é como se ela tivesse finalmente vivido e agora há histórias para contar.

Apesar de hoje Womanizer não ser das minhas favoritas do "Circus", ela foi importante no ano como o marco do grande retorno de Spears às graças do mainstream.

Britney's top 5:
a. Womanizer
b. Kill The Lights
c. If U Seek Amy
d. Phonography
e. Shattered Glass



02. "My Love Is Better" de Annie
Passei praticamente o ano inteiro acompanhando Annie. Quando soube que ela estava produzindo seu segundo álbum e que ele seria lançado este ano, revisitei sua discografia, procurei conhecer suas referências e ansiei por cada faixa nova que aos poucos ia vazando. 2008 foi o ano em que ser fã de Annie se tornou importante para mim, porque me toquei da maturidade subestimada que ela possui como artista. Infelizmente Don't Stop [apesar de vazado em sua completude] não será lançado este ano e corre um risco de não ver a luz do dia: a Island Records fez com Annie o que a Mercury Records fez com White e De Martino. E agora sem gravadora, ela continua a compor e produzir mais faixas para seu novo álbum, que eu espero que realmente seja lançado.

"My Love Is Better" [produzida por
Xenomania] é uma faixa essencialmente Pop, com refrão grudendo, sintetizadores fritantes e pose de Diva.



Annie's top 5:
a. My Love Is Better
b. I Know Ur Girlfriend Hates Me
c. I Can't Let Go
d. What Do You Want [Breakfast Song]
e. Marie Cherie




01. "Heartbeat" de Madonna
Inicialmente eu já fui logo dizendo que Hard Candy era uma porcaria. Semana passada li um artigo do Washington Post que explicava essa relação fã de Madonna X trabalho novo de Madonna: quando Madonna lança novo álbum [e consequentemente toda uma nova proposta artística e imagética] a maioria dos fãs gastam horas explicando porque odiaram o novo álbum, para depois de algumas semanas voltarem a encher os ouvidos dos amigos explicando porque mudaram de idéia.

Comigo e "Hard Candy" foi a mesmíssima coisa. Eu não conseguia compreender como era possível um álbum de Madonna no qual Madonna não fosse a estrela única e exclusiva. Ao trabalhar com produtores mega-hypados e não com seres do submundo da indústria, ela saiu de sua zona de conforto e fez um álbum no qual ela dividia o holofote. O que me conforta como ser humano e crítico é que não só os fãs, mas também boa parte dos críticos não captaram de início que este fora um movimento tão premeditado quanto todos os outros de seus 25 anos de carreira.

Madonna em 2008 completou 50 anos e mais uma vez o mundo exigia dela um comportamento e, mais uma vez, ela se recusou a segui-lo. Meses depois de lançado o álbum, ela entrou em turnê mundial com a Sticky & Sweet Tour. Foi quando escutei as reinvenções musicais da turnê e li sobre o conceito do espetáculo que eu finalmente entendi que Madonna realmente não era mais a mesma, graças a D-us!

O show foi concebido como uma colcha de retalhos musical, como um álbum/show de Hip Hop, abusando do uso de samples e referências visuais diversas. A auto-celebração era mais que compreensível, afinal, como diz Purki "Madonna é uma pessoa que imortaliza imagens"; e ela agora entrava num momento da vida [a terceira idade] em que não só sua imagem mas como o seu todo é rejeitado pela sociedade. Ainda assim Madonna não provou apenas que tem muito a dizer e a fazer, como ainda é capaz de nos atrair com aquilo que justamente se diz ser recusável numa mulher de 50: a imagem.


"Heartbeat" é pra mim a melhor faixa do HC. Pharrell mostrou a faixa já pronta a Madonna, com os vocais de uma das strippers do Pussycat Dolls; Madonna adorou, porém reformulou a canção, que falava de amor e sexo no habitual estilo Pop/R&B, transformando-a numa ode à dança e à música. No começo, Madonna queria ser dançarina e com essa faixa ela parece explicar porquê. "Heartbeat" é a melhor descrição do quanto a música e a dança são capazes de tornar qualquer mortal em deuses, como a própria Madonna.

Comecei este artigo falando sobre Off The Wall do Jacko, que tem a mesma premissa de "Heartbeat". O que faz de Heartbeat uma sequência melhor da linda música do Rei do Pop é o fato de ela ser simples e direta; de certa forma, serve como um hino à vida noturna e aos amantes do dancefloor.


Madonna's top 5:
Este ano eu também realizei meu sonho de ver Madonna ao vivo. Ela encerrou a S&S com cinco apresentações no Brasil e eu assisti aos dois shows do Rio de Janeiro. Foram as experiências mais incríveis da minha vida até agora; muito mais importantes do que fazer sexo, ou passar no vestibular. Isso porque eu vi na minha frente e senti com todo o meu corpo o motivo de eu ter Madonna como minha referência-mor. Portanto, todo o
setlist da Sticky & Sweet estaria facilmente nesta lista.



Menções Honrosas:

- "Echo" de Cyndi Lauper: é meu vício da semana e a canção com potencial de me tornar um admirador real de Lauper.


- "Off The Wall" de Michael Jackson: neste ano eu me tornei um amante da música de Jacko. Sempre o reconheci como Rei do Pop, compreendendo bem seu fenômeno e reconhecendo sua grande importância para a Cultura Pop. Mas só este ano que parei, sentei, ouvi sua música e levantei para dançar com ela. "Off The Wall", o álbum, é meu favorito dele como artista solo - acho inclusive melhor que sua marca maior Thriller; e a canção me remete a um déjà vu que adoro ter quando escuto qualquer música: aquele que você apenas sente e por mais que tente não consegue pensar de onde veio.

- "Déjà Vu" de Beyoncé: DEE-VA!! Beyoncé é a verdadeira Diva do século XXI; uma pessoa que nasce com um ventilador embutido nos cabelos não pode ser outra coisa! "Déjà Vu" é a música de Bey que mais gosto de tocar - estridente, paranóica e terrívelmente romantica. Porém o que mais me atrai em Beyoncé é o apelo que ela tem: por mais que pareça errado o que ela esteja fazendo, de repente você se encontra amando; e não é só coisa frívola, mas as referências e qualidade estética de seus trabalhos têm se tornado cada vez mais interessante. Que venha Sasha Fierce!!