"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Vows

Se algum dia da minha vida eu tiver que ser fotografado para um livro, uma revista whatever... esse é o cara que deve me dirigir.



[Musique: Echo - Cyndi Lauper]

Invejinha

Isso foi tão bonito que senti uma faux-nostalgia de algo que não vivi, mas que se tivesse teria achado sublime.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

5 Coisas Rápidas A Fazer No Rio de Janeiro

1- Fique bêbado. Ponha na cabeça que um dia carioca não é completo sem ao menos uma cerveja ou qualquer bebida alcoólica no sangue. A maneira como os habitantes do Rio levam a vida na mesa do bar é divertida e fascinante.


Logo no primeiro almoço que eu e Purki tivemos lá tomamos uma marguerita cada e uma série de chopps que nos fez voltar para o albergue trocando pernas. Mas o que pode soar como uma coisa completamente subversiva e inútil é a mais pura normalidade no Rio, enquanto a maioria do brasileiro toma sua cerveja no fim do expediente pra esquecer o trabalho e a vida, o carioca tem sempre aquela aurea de diversão que te faz pensar que todo o resto do dia só existe porque deixa o alcool mais gostoso no fim do dia.

2- Pegue metrô sempre que puder. Primeiro porque é divertido, segundo porque é mais rápido, terceiro porque tem ar-condionado.

No domingo [14/12], quando fomos ao Maracanã pegar os ingressos para nosso show [segunda], a galera já estava ensandecida cantando Madonna, tirando fotos e zoando toda a situação. Num dia normal, as pessoas estão sempre tagarelando e rindo; é quase impossível ficar de mau humor neste transporte público.

3- Esteja aberto a fazer amigos. O carioca tem um jeito peculiar de lidar com o cotidiano; em qualquer lugar que estiver você pode sair com números de pessoas dispostas a lhe mostrar o que ela elas acham essênciais na cidade, eu mesmo voltei de lá com uns cinco números diferentes.

4- Gaste. Se estiver de férias, vá com grana. Não que as coisas sejam muito caras, mas o Rio tem tudo quanto, digamos São Paulo, só que com mais facilidade de locomoção e joi-de-vivre. Se o inseto do consumismo sempre te pica em viagens, se prepare porque o Rio é O lugar para as compras.

5- Esqueça o sono. É tudo muito vibrante e legal para deixar de ver... durma o suficiente, mas se por um acaso a insônia bater aproveite, porque raramente o Rio de Janeira fecha depois da meia-noite.

[Musique: Into The Groove - Madonna]

domingo, 21 de dezembro de 2008

Ahh O Verão!

O dia mais longo do ano começou pra mim há praticamente uma semana. Recém-chegado do Rio de Janeiro, eu ainda não consegui parar e começar a processar tudo que vem acontecendo.

Com a Morgana Mix se aproximando e Lucas tendo que fazer plantão a partir de amanhã, meu cérebro tem que vai começar a se posicionar em direção a 2009.
Lots to think, lots to do... ainda bem que moro em Conquista, onde o calor não é insuportável. Mas em todo caso, o ventilador está logo ali.
x.o.x.o. L.
[Musique: Paparazzi - Lady GaGa]

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Madonnite Agúda

Meu pai me enviou essa crítica à Madonna depois que cheguei no Rio de Janeiro. Felizmente só tive tempo de lê-la agora, depois de já ter visto e [quase] processado os dois shows da molier aqui no Brasil. Essa foi a resposta que o enviei.

eu concordo com ele em tudo! rs

pode-se dizer que madonna é a representação cultural do capitalismo. mas eu queria ver ele dizer tudo isso depois de ter visto as duas datas do show aqui no rio. ela mesma já reconheceu que não é a melhor das cantoras ou das bailarinas, e não é mesmo. mas [e se eu prolongar isso aqui vc vai ler milhares de "mas"], madonna está longe de ser vazia como ele diz; como uma mulher de negócios, além de rock star, madonna não é apenas uma figura da indústria do entrenimento, propagadora de nixons e bushs. não dou a mínima se ela tem fãs e não ouvintes, sei que eu sou ouvinte E fã, e não tenho vergonha alguma de demonstrar isso. até mesmo quando escrevo sobre ela, procuro fazer o que a maioria dos veículos de comunicação não fazem: análise [até mesmo porque ela ainda é uma das poucas que faz coisas que permitem isso].

foram duas horas de show que se passaram como cinco minutos. em momento algum se via alguém pouco interessado no que era apresentado. a mistura de campos como a música, a dança, o teatro, a moda não é uma coisa simples de se fazer e, madonna não é só piorneira nisso, como é o cérebro por trás de toda a produção que a envolve. desde a maneira de se relacionar com seu público, totalmente direta e às vezes até ácida, ao jeito com que reinventou a indústria pop dos anos 80 pra cá.

madonna surgiu numa época em que a crítica ainda era ouvida e ela não só superou muitos contras como dobrou muita gente. suas referências e vocabulário estão longe de 50 palavras, prova que ela sempre esteve e está ligada aos artistas mais importantes de sua época, como o fotógrafo herb hitts e ou o estilista jean-paul gaultier; isso pode não dizer muito pro régis bonvicino ou pra muita gente, mas não há como negar o fenômeno que isso tudo tem sido pra cultura de 25 anos pra cá. desde o início de sua carreira, ela é responsável pela popularização de vários estilos do underground, despontando uma lista extensa de artistas como steven klein e david lachapelle [fotógrafos] e william orbit [produtor musical], que sob suas asas voaram bem alto e em menos tempo do que a maioria.

o problema de grande parte dos críticos, e aparentemente do bonvicino
também, é que eles ignoram a pop art como arte. e madonna é pop art da melhor qualidade - utilizando a indústria do consumo e oq ela proporciona até mesmo para implodi-la e fazê-la rever seus conceitos [vide como até hoje ela reformula o jeito de vender "sexo" - e todo mundo sabe que ela não foi a primeira a fazer isso].

[Musique: EXPRESS YOURSELF - Madonna]

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

DiscoStick!!

"I can't pay my rent, but I'm fucking gorgeous."
- Lady GaGa


A criatura só é um ano mais velha que eu! Dá um pouquinho de inveja vê-la onde está, mas ao mesmo tempo fico deslumbrado com a criatividade e maturidade artística dela. Joanne Stefani Germanotta, ou muito melior, Lady GaGa, tirou seu nome artístico da dramaticidade de Freddy Mercury em Radio Gaga.
Nova-iorquina, Germanotta tem um leque tão profundo e vivo de referências que não soa exagerado quando o New York Post diz que ela é o "futuro do pop". Nada que contém em seu álbum de estréia, The Fame, soa muito diferente do electro-pop/dance retrô que rola de uns anos pra cá. Porém, suas batidas eletro-urbanas e sintetizadores espaciais vêm acompanhados por letras semi-ignóbias [como toda boa música pop deve ser] que fortalecem o que Lady GaGa tem de melhor: uma personalidade forte e fascinante.

Ao contrário das outras candidatas a pop-divas que despontaram este ano [oi Ladyhawke, Santogold e cia!!], GaGa é visível e desejável! Enquanto você escuta canções como LoveGame, Beautiful Dirty Rich e Poker Face você pode imaginá-la se desdobrando na pista com você; já em electro-baladas, como Paparazzi [!!!!], seus rosto pequeno e longos cabelos ultra-platinados se materializam teatralmente em qualquer lugar.

Ela é como uma Britney que canta e uma Christina que faz mais do que cantar. Se continuar com sua saborosa mistura de música pop, moda e arte ela tem tudo pra ser uma grande pop diva do século XXI. Corro o risco de soar precipitado, mas ela me lembra uma certa loira platinada que despontou em NY utilizando várias mídias para mostrar sua mistura do underground com o mainstream... sacou?



[Musique: Beautiful Dirty Rich - Lady GaGa]

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Olia Só Que Fofo Gwen!

Até parece que Britney fez uma homenagem!
EDIT: Ah, mas será que essa molier não pára quieta!! rsrsrs


[Musique: Amnesia - Britney Spears]

Coisas da Vida

Olha só como as coisas aparecem diante da gente quando estamos na sintonia. Coincidência? Duvido! Mas enfim, essa notícia de maio deste ano que acabei de achar, sobre a Disney lançar uma coleção de vestidos de noivas inspirados nas princesas.
Para ir direto às fotos, clique AQUI!
Justamente no momento em que tenho pensado bastante em noivas, casamentos blablabla...
Uhg mas não! Não tem nada a ver comigo... estou abstraído deste aspecto da minha vida. rsrsrsrsr
EDIT: Ahh... aí já vem ESSA MOLIER e muda todas as minhas consepções e ponto de vista! rsrsrs
[Musique: KILL THE LIGHTS!! - Britney Spears]
[Musique 2: esse novo álbum de britnéya não pára de me surpreender!! Ahaza B!]

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Picadeiro Amargo


Ao ver a expressão de Britney Spears na capa de seu novo álbum, Circus, e ouvindo seu conteúdo, é quase impossível não reparar a interessante ambivalência que ainda é sua vida artística no momento. A foto sustenta uma adolescência semi-ridícula para uma mulher prestes a completar 27 anos, tão evidente que não duvidá-la é quase um lapso de inteligência.

A confirmação da dúvida vem com a música de abertura e lead-single, Womanizer. A faixa dance carregada de elementos eletrônicos bem sujos e caóticos, rementendo-se fortemente à excelente tour-de-force eletro-experimental do Blackout [2007]. Porém, o interessante é o tom raivoso de Spears; com uma voz grave e robótica, que mais se parece com a dela própria do que vocoders, ela abre o proposto espetáculo de circo com um sarcasmo sobre um homem [pode-se ler "mídia/público"] com problemas de fidelidade. Esta maneira de ver e tratar seu mundo e, portanto, a si própria tem efeito interessante.

Na faixa-título ela se apresenta como a definitiva crowd-pleaser, a entertainer tão ávida pelo amor de sua audiência que é capaz de manter características de seu passado imaturo porque sabe que é o que você quer ver. Tal comportamento é ouvido em faixas como as baladas Out From Under e My Baby, e em outros momentos como Blur e Mannequin: são boas faixas, mas soam mais como personagens de Gossip Girl posando de maduras que um adulto de fato.

Contudo, quando o circo assume feições mais estranhas, Britney continua prendendo sua atenção, mas não por seu bel-prazer e sim porque a estrela do espetácalo simplesmente parece ter um ataque. Kill The Lights, sequência de seu hit Piece Of Me, não tem nada de "levemente irônico" e é bem direto e obscuro. Spears declara assassinar todas as luzes e concepções que os outros vendem como dela, dizendo coisas como "Vocês me querem loucamente, eu os quero fora/Acabemos com esse stress" ["You want me bad, I want you out/Release this stress"] e "Há mais em mim do que vocês vêem/Vocês não gostariam de mim raivosa" ["Theres more to me than what you see/You wouldn't like me when I'm angry"]; tudo isso acompanhado de uma produção estilosa misturando R'n'B com maduros elementos de Dance e SynthPop, capaz de te jogar no dancefloor que você nem vai saber por onde veio o golpe.

Outra estrela do álbum é If You Seek Amy. A nova colaboração entre Spears e o produtor de seus sucessos mais icônicos, Max Martin [Baby One More Time, Oops I Did It Again etc], ainda sustenta característica sonoras de seus passados pop-teen [de Spears e Martin], como la-la-las, refrões grudentos e pontes pop bem britnescas. Mas há um humor quase negro que vai desde os sintetizadores rápidos e desesperados ao trocadilho do título [em inglês soa como eff, you, see, kay me = F-U-C-K me], que passa a certeza que você pode odiá-la ou amá-la, mas todo mundo [você, inclusive] quer comê-la.

Finalmente, você se toca que o sorriso aparentemente forçado da capa do álbum, pode sê-lo de fato. Ser a estrela do circo não significa que por trás da cortina ela esteja feliz com o mundo ao seu redor. Quando não está nos agradando, Spears é bem crítica quanto ao seu papel e as espectativas dos outros quanto a ela. Isso faz o Circus parecer um bom ensaio de uma pessoa que tem grandes pretensões, mas que ainda faz o que se espera dela... por covardia, por prudência, ou seja lá o que for. E, mesmo desagradando os que esperavam uma evolução ainda mais experimental de seu álbum anterior, Britney faz uma performance digna de 4-estrelas.


PS: O curioso deste álbum é que as faixas bônus soam melhores e mais promissoras que a maioria do álbum. Rock Me In, Trouble, Rock Boy e Phonography [que se tivesse um arranjo IndieRock seria perfeita para o álbum Donkey do CSS] têm produções impecáveis à lá Kylie Minogue e clima EuroPop que, apesar de não tornarem o álbum tão comercial quanto ele é, pelo menos ele teria uma produção mais artistica e elaborada.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Complaints [part1]

Preciso voltar a fazer o que gosto de fazer de vez em quando. Coisas produtivas que me impulsionem cultural e artisticamente.