"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

terça-feira, 21 de abril de 2009

Found In Limbo

É até meio contraditório, pois pelo senso comum o habitante do limbo não é nem salvo nem punido, ele apenas está lá perdido.
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Hoje, antes de cair na noite, disse a uma amiga no msn que precisava sair nem que fosse para falar mal das roupas do povo. Mal sabia que acabaria reencontrando a razão principal de ter decidido voltar para Vitória da Conquista.

Em Life's A Bitch, o blog-mãe deste aqui, toda a minha saga soteropolitana, os motivos de minha depressão e o processo de confrontação com meus tropeços estão melhor registrados, em inglês, mas estão. Porém, resumindo a parada, decidi voltar para Conquista por descobrir que ainda não tinha maturidade para a "big city" [se é que se pode chamar Salvador disso].

Conquista é um dos lugares mais perigosos que existem. Aqui a ilusão de que tudo vai bem é perfeitamente arquitetada pelo demônio, que simplesmente é a população da cidade.

Localizada num entroncamento de grandes rodovias do país, este é um lugar em que tudo chega e passa. Mas, como em toda encruzilhada, aqui ficam os que a) são fracos* e acreditam que aqui é o paraíso, b) os fortes que conhecem o mundo e sabem onde estão se metendo e c) os mezzo perdidos que vêem na cidade um trampolim ideal para o mundo. Quando decidi voltar para cá, depois da experiência Salvador, eu já sabia que a minha era a categoria c, mas dois anos já se passaram e milhares de coisas aconteceram.

A beleza de Conquista, que muitos outsiders, por puro preconceito, não conseguem enxergar é que muita, mas muita coisa mesmo, acontece nesta cidade. Aqui você encontra as mesmas tribos metropolitanas, as mesmas baladas metropolitanas, as mesmas drogas metropolitanas - tudo em proporção interiorana, claro, mas encontra. É só fuçar, é só se predispor a tal. Ontem mesmo conheci uma figura de São Paulo que foi uma das criaturas mais insanas que tive a oportunidade de encontrar. Típico de Conquista; nas minhas "noites que duram", já vi e vivi coisa que a maioria esnobe das capitais são incapazes de acreditar.

E é aí também que reside a feiúra conquistense: na idéia de que tudo chega aqui causando a impressão de o mundo lá fora não ser importante. Ridículo, né? Entretanto, boa parte das pessoas acreditam piamente nisso; e não falo dos desprovidos de grana e educação formal, a elite conquistense é um exemplo clássico de burriquisse. Conquista tem o poder de acomodar as pessoas numa pseudo-qualidade de vida. O tedioso ideal burguês de ter tudo o que se pode comprar numa capital [luxo, cultura e etc], ao mesmo tempo que não se sente as mazelas de uma capital.

Se Bocas do Inferno e Caça-Vampiros fossem realidade, pode apostar que Conquista estaria bem em cima de uma dessas fendas entre universos diferentes e divergentes. Mas nem todo mundo aqui dorme no escuro do limbo, achando que só por não estarem sendo punidos estão, portanto, no paraíso. Pessoas do grupo b e c são muitas e cada vez mais presentes na cena importante da cidade. Daí importante acreditar no Found in Limbo, que talvez se nos esforçarmos poderemos um dia acender alguma luz - não para salvar a todos, não me atenho a tais utopias, mas que pelo menos quem queria partir, parta.

Disse que esta noite me reencontrei com o motivo de ter voltado para cá; ele me encontrou de novo quando uma amiga conquistense disse ter largado o emprego de 11 anos e está planejando uma viagem de descanso ao paraíso baiano de Boipeba, me perguntando porque diabos tenho perdido tempo aqui.

Eu não acredito em perca de tempo. Nem mesmo quando se está inconsciente da perda. Cada um tem o seu tempo e sua forma de lidar com ele, e ao me questionar ela apertou sem saber o botão da memória, tirando de mim exatamente a mesma resposta que com o tempo foi adormecendo em mim: "Conquista é meu lugar de aprendizagem, daqui vou sair com forças para qualquer lugar."

Só quem já saiu daqui e voltou, ou viveu em tantos outros mundos antes daqui, sabe o que estou dizendo. E hey, eu me encaixo nos dois casos.

*meus conceitos da dicotomia fraco/forte são bem específicos e de certa forma idealistas.
[Musique: Limbo - Kylie Minogue]

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Casamento de Rachel

Por todos os meus 22 anos eu só estive presente em dois casamentos: o dos meus pais - eu deveria ter alguns pares de meses intra-ulterinos - e o de um dos irmãos de minha mãe [nem lembro minha idade na época]. Mas casamentos sempre estiveram presentes em minha vida imaginária, literária, cinemática e especialmente nos finais de novela.

Acabei de rever O Casamento de Rachel, filme pelo qual Anne Hathaway foi indicada ao Oscar este ano. Uma das mais intensas experiências cinematográficas que já tive, mesmo pela segunda vez. Jenny Lumet [roteirista] e Jonathan Demme fizeram um filme no qual trataram de amor e dor em formas tão sublimes e honestas que chegaram a ser desconfortáveis. Para mim, este approach trouxe à tona uma série de sentimentos e desejos tão secretos que eu mal sabia que os tinha.

Kym [Hathaway] sai da rehab para o casamento de sua irmã Rachel [Rosemarie DeWitt, que brilha em cada cena, tornando-se linda especialmente nos momentos mais tensos]. O casamento dela foi uma reunião inspiradora de amigos e familiares artistas, no qual a música se fazia presente [dando ao filme um feeling de musical] ao mesmo tempo que todos os dramas familiares apareciam de forma tão chocante quanto inevitável.




Apesar da minha pose sisuda e às vezes indiferente a certos idealismos, sou uma pessoa que compartilha sonhos comuns à maioria da população romântica do planeta. Minha acupunturista diz que sou alguém fortíssimo, mas capaz de se desfazer se forçado no ponto exato. Por mais ingênuo que soe para alguém como eu, vivente de uma sociedade preconceituosa e às vezes bem cruel, quero não apenas casar, como ter uma cerimônia na qual meus amigos e família estejam presentes compartilhando o momento.

Porém, nunca havia imaginado como seria ou como gostaria que fosse antes de ver este filme. A presença de todo o drama, dor, mas tudo sempre atrelado a um amor que unia a todos ali [e uma vontade de manter aquele amor o tempo todo]... isso no filme me fez constatar que eu nunca poderei imaginar como será quando chegar minha vez, o que eu falaria na hora de fazer meus votos, como me sentiria. São sentimentos e projeções que a arte nos permite, mas, quando belamente executadas, como no caso deste filme, apenas nos fazem constatar que nunca saberemos até que o momento real chegue.

Ainda assim, os desejos existem e às vezes eles vêm pungentes e tão reais quanto um filme.
[Musique: Este filme é tão cheio de uma música tão linda e presente, que eu nunca consigo substituí-la por um bom tempo após assistí-lo.]

Saudadonna

Eu não consigo parar de dançar. Eu não sei mais colocar uma melodia ultra fossa e sofrer com ela. Há alguns minutos tentei ouvir bolero; amey mas não durei nem 5 músicas.

Definitivamente eu devo ter virado um discípulo de Tony Manero e só consigo resolver minhas agruras na pista de dança, pois logo troquei por Sophie Ellis-Bextor e acabei me lembrando como é gostoso lidar com o coração enquanto todo o corpo se rebela contra a depressão. Se Kylie foi quem me atentou para o poder curador do dancefloor, é Ellis-Bextor minha terapeuta oficial.

Há um gosto meu no fato de que ela não é tão famosa quanto Minogue, me fazendo sentir uma certa discrição. As pessoas podem conhecer bem os singles, especialmente Murder On The Dance Floor, ou algum álbum - mas poucos sabem das jóias secretas contidas neles. Em Trip The Light Fantastic [2007] mesmo há canções de dancefloor que são perfeitas para momentos bipolares em que todos os sentimentos obscuros não são suficientes para impedir seu corpo de sair por aí dançando.

If You Go [composta e produzida em parceria com Xenomania] fala em ser honesto quando há problemas de relacionamento, mas suas batidas otimistas e frisantes transmitem uma vontade de revisar e concertar as coisas. Baladas como Today The Sun's On Us [meu 2o lugar em 2007] e The Distance Between Us são um tanto mais harcore. A primeira possui o mesmo otimismo recorrente no álbum: a letra explana sobre enxergar o lado bom das coisas, quando seria mais fácil sucumbir, ao mesmo tempo que a música te leva para paisagens introspectivas; a segunda, apesar da letra sentimental e rasgada, e ser uma indiscutível balada, possui uma bateria com personalidade dos anos 1980 que, associada aos efeitos do ElectroPop contemporâneo, possibilitam mexermo-nos o quanto quisermos.

Outra característica que faz de Sophie uma expert neste tipo de catarse é sua voz levemente áspera que transforma as canções e suas líricas em amigas íntimas. Não é difícil viajar na idéia de ter Bextor cantando bem próxima a nós. Esse tipo de vivacidade é puro Drama Pop, e da melhor qualidade! Provavelmente por isso que os Freemasons escolheram Sophie para dar voz ao próximo single deles, previsto para dia 15 de junho no UK, e que se chama: Heartbreak Make Me A Dancer.

Familiar, uh?

[Musique: The Distance Between Us - Sophie Ellis-Bextor]

sábado, 11 de abril de 2009

End Of A Rut?

Sábado de Aleluia [hoje]:
"É curioso observar, Lucas, como muitas vezes passamos dias, às vezes até meses e anos mergulhados numa chateação ou ressentimento. Remoemos aquilo, até que de repente - bum! - a coisa passa. Em geral, são nos ciclos positivos de Marte com a Lua que a pessoa simplesmente 'espana a poeira' e se livra de emoções chatas que não lhe servem mais. E este momento, para você, é agora!"
Quarta-feira, após cerca de 27 agulhadas, confessei a minha acupunturista que "talvez" [note o eufemismo] eu precise de um namorado afim de reduzir minha ansiedade; após ela prontamente concordar com a idéia de um relacionamento, explanamos sobre este assunto em minha vida e chegamos à minha rotina: os garotos que trazem um sentimento de possibilidade vêm com anexos fadiguentos do passado.
Houve um protótipo desta rotina em Marília, que se fixou com alguém conquistense e tem perdurado desde sempre, até o primeiro cara com que transei era compromissado [detalhe: com uma mulher]. Minha terapeuta achou engraçado e triste... eu acho graça, mas isso tudo é bem triste.
Quinta-feira, após uma garrafa de sauvignon blanc e algumas caipirinhas nos engajamos num Jogo de Verdade ou Consequência e a fixação da minha rotina me revelou que ela nunca existiu. Nunca houve um pentelho do passado, mas sim uma covardia em lidar com o que era iminente.
Sexta-feira, uma amiga me pergunta como estou e foi bem fácil responder que estava "nas nuvens, mas bem pesado". Após a revelação de que provavelmente a minha rotina de "homens com histórico" nunca existiu e pode muito bem ter sido uma reação inconsciente em não aceitar a rejeição [porque, girls, não importa o quão Independent Woman Part I sejamos, na hora da rejeição amorosa somos todas noobs], declarei logo que quem perdeu foi ele, mas que agora era bem compreensível para mim o porquê da crush ainda existir de alguma forma, em algum nível.
Eu conseguir ter dito aquilo na quinta foi um grande feito para meu ego. Uma coisa é admitir para si, outra é jogar na roda, que algo que pelas leis da aparência jamais deveria ser dito fora do divã do analista. Por isso o peso, apesar da cabeça nas nuvens. Mas esta leveza se concretizou ao ler a citação do topo no meu horóscopo... e pelo visto das outras fontes astrológicas, é um momento de auto-renovação.
[Musique: Rolling Back The Rivers In Time - Girls Aloud]

sábado, 28 de março de 2009

Parabéns Para Mim!!

Acho que nunca tive um fim de inferno astral tão bom. Há um tranquilidade neste início de ano que não lembro em anos anteriores; nem tudo na vida está no lugar onde gostaria, mas quando está? Faz parte da minha personalidade fogarenta de Áries fazer a linha Rolling Stones, I can't get no satisfaction.
Mas nas primeiras horas do meu 22° aniversário eu já sentia uma felicidade diferente. Lá estava Lucas à meia-noite, beeeeeeeeem bêbado, numa animadíssima roda de samba com pessoas ótimas que eu adoro, e meu pensamento principal era "WOW!" A diferença que sinto é que, este ano, as lacunas da vida apenas não me chateiam como me empolgam. O bem-estar comigo mesmo tem sido tão palpável que ao revisar meu último ano [coisa que já fiz tanto no início de 2009] não sinto mais pontadas de angústia pelo que não foi alcançado. Que será, será... whatever will be, will be.
Agora sim, com força eu consigo dizer: que venha 2009!!
[Musique: Can't Speak French - Girls Aloud]

sábado, 21 de março de 2009

Catfight: Strippers vs. Supermodels

Vou ser bem honesto logo de cara e ir direto ao ponto, sem firulas pseudo-racionais: este post é bem tendencioso!

Desde que comecei a gostar de Girls Aloud eu venho pensando nesta briga imaginária entre as 5 cantoras supermodelas e Vampirella e as Strippers Pussycat Dolls. E pelo andar da minha carruagem, é fato que este juiz aqui já escolheu sua favorita.

Okay, vamos explicar a raxação.

De um lado temos Nicole Scherzinger [aka Vampirella] e sua trupe de backup dancers, em palavras mais diretas: las PCD. Do outro lado [do Atlântico] temos cinco garotas que ganharam um reality show inglês sem muita importância para nós sulamericanos, em palavras mais diretas: las manufaturas da
industry*, Girls Aloud.

=

Os prospectos reais das duas girl bands têm leves semelhanças, mas na minha cabeça elas fazem/faziam parte de um dos mundos favoritos da minha cabeça, les guilty pleasures. Daquelas que você gosta escondido no quarto ou nas cantorias de chuveiro.

Primeiro foram as PCDs.

Em finais de janeiro e boa parte de fevereiro assumi a diversão que há por trás das strippers mais famosas do mundo. Aham, as PCDs são a fraude mais descarada do indústria Pop. Cá está Lucas, que tem Spice Girls, Britney Spears e Christina Aguilera como primeiras referências de cultura pop, ou seja, sou muito bem acostumado com produtos Pop. Há este paradoxo em mim, um misto de otimismo e cinismo, que consegue enxergar qualidade nestes produtos. E de repente, eu me vi simplesmente me divertindo com insanidades das PCDs como Don't Cha, When I Grow Up e I Hate This Part. Simplesmente desliguei meu cérebro por um tempo e apenas raciocinei com a bunda.

Por que considero as PCDs uma fraude? Sério! Olhe bem para esta pseudo-banda que tem uma cantora que sonha ser Beyoncé e suas companheiras que não acrescentam em nada à composição. As Pussycat Dolls saíram de um divertido grupo kitsch-cool de "dançarinas exóticas" [eufemismo para go-go dancers], para um grupo de "dançarinas exóticas" que vão pra cama com os mega-produtores de seus álbuns.

Sorry, cascavel mode on. Mas reflita: qual é razão de existência das Pussycat Dolls? Toda girl band tem uma personalidade central, algo que une as diferentes personalidades de suas integrantes. Tipo, as Spice eram diferentes entre si, mas todas elas eram Spice-alguma-coisa; as PCDs são... são... no fim das contas, pouco importa porque os héteros não dão a mínima para o que elas falam, apenas prestam atenção nos movimentos de seus corpos, enquanto as héteros assistem seus clipes para aprenderem técnicas de strip-tease para os namorados. Como não sou mulier, muito menos hétero, cabe a mim mongolisses como tentar defini-las: Strippers!

Depois [agora em março] as britânicas do Girls Aloud [GA]...

...entraram em minha vida desocupada. Fruto de um reality show, o grupo foi formado em 2002 pra ganhar a inútil competição anual do #1 Xtmas Single do Reino Unido. Sound Of The Underground, seu primeiro single, foi de fato o número 1 em 2002, mas posteriormente, com o lançamento do álbum e de outros singles, vieram as surpresas.

Todos os trabalhos subseqüentes das GA revelaram-se produções primorosas e geniais da Xenomania. Este grupo de produtores britânicos têm sido responsáveis por boa parte dos melhores atos do ElectroPop e BritPop da atualidade - e acredito que eles viram nas Girls Aloud a oportunidade de desenvolverem a marca.

Daí uma diferença crucial entre Girls Aloud e Pussycat Dolls. Enquanto as primeiras são despidas de roupas e personalidades, as européias são todas tão lindas que mais se parecem supermodelos do que cantoras, tanto que há uma certa dificuldade em saber quem é quem. Mas, todas elas cantam de verdade e muito, mantendo arranjos vocais que transcendem a fórmula dos grupos pop, tanto quanto Xenomania desafia as barreiras da canção Pop.

Um álbum das GA que se aproxima da linha tarada das PCD é Tangled Up, de 2007. Ele é bem sexualizado como tudo das Dolls, porém as canções destas não são nada inovadoras, parecendo restos de outros trabalhos de seus produtores - os álbuns, então, têm singles óbvios e um resto de canções tapa-buraco. Já os álbuns das GA têm elevado o padrão das girls bands por serem obras completas, com todas as 13 ou 15 dignas de atenção e desenvolvimento. Em Tangled Up, todas as músicas são dignas de singles, videoclipes e desenvolvimentos.

Finish them!

Num paraíso de cigarettes and dance floors esta briga nem existiria, pois o importante era se jogar na eterna pista; porém, neste mundo de busca pela inovação pop, Girls Aloud arrazam em todos os quesitos, da qualidade musical à sensualidade inerente a qualquer Pop Diva. Pussycat Dolls são ótimas dançarinas de despedidas de solteiro, mas a vulgaridade delas só é legal até as 7 da manhã, quando a boate fecha. Já as supermodels são carismáticas e divertidas, como qualquer ato Pop de verdade deve ser, mas são ultra elegantes e finas. Por isso elas são consideradas pela crítica [européia, claro] como o girl act mais bem sucedido da história recente do Pop.

[Musique: Girl Overboard - Girls Aloud]

terça-feira, 17 de março de 2009

O Complexo de Cristina

Ultimamente têm me acontecido milhares de coisas na vida, o cérebro funcionando a 220v, milhares de idéias ao mesmo tempo...........

Há uma lista de "rascunhos" no meu mural do Blogger, cheia de posts iniciados e inacabados. Alguns posts sobre música que não movem um passo além da minha cabeça, especialmente quando sento na frente do laptop.

Meu horóscopo acabou de dizer que este período vai até o dia 4 de abril. Não que no dia-a-dia eu fique pensando nesses supostos prazos astrológicos, mas o conselho que ele me dá ao mesmo tempo que é interessante, me traz uma certa agonia: desenvolver neste tempo atividades intelectuais, como ler [terminei a biografia de Madonna e também tive uma idéia de post, mas não consegui nem abrir uma página nova para criar], estudar e me engajar em atividades diferentes...

Mas há tanto o que expressar, que simplesmente não consigo. Daí o Complexo de Cristina, daí não conseguir escrever nada, daí mal conseguir assistir às aulas na faculdade, daí... daí o tedium constante.

[Musique: Love Don't Live Here - Ladyhawke]

sábado, 7 de março de 2009

Desejum Com... Hiatos e Listas

Faz tempo que não tenho minha primeira refeição por aqui. Inferno astral tende a ser bastante brainstorming, mas este ano Lucas passa por um certo hiato... ou melhor bloqueio. Daqueles de ficar várias horas escrevendo, lendo o que escreveu e detestando. Isso aqui mesmo corre sério risco de nem ser publicado - mas o fato de eu ter escrito esta última frase ao invés de simplesmente apagar tudo... argh! Viu, eu falo falo falo e não digo pohaniuma!
Mas enfim, não vamos cair em auto-comiseração né! Aproveitemos o momento para listar [aleatoreamente] algumas coisas que têm ocupado minha mente.
1. Kate The Great

Agora ela está por cima da carne seca com seu Oscar e sorrisos de matar. Winslet sempre foi pra mim uma giga atriz, porém depois de
April Wheeler e Hanna Schmitz ela está no meu hall de deuses: artistas quem sempre assistirei, não importando a qualidade do filme.
2. Procura-se Musas Desesperadamente

O que se faz em meio à mediocridade inspirativa? Tem gente que se dopa, nem isso tem funcionado ultimamente rs. Mas sempre que estou no auge do tédio caio em alguma leitura. Essa semana comprei dois livros bem diferentes. O primeiro foi Madonna - 50 Anos, mais nova biografia não-autorizada sobre Madonna a chegar nas estantes brazucas. O que tem sido interessante deste livro da Lucy O'Brien é que [até onde li] a biografia não procura desvendar os segredos da pessoa Madonna, mas sim listar e analisar o que tem feito de Cicconne um ícone mundial por quase 30 anos.

Dois dias depois também comprei O Leitor, a fim de explorar e tentar entender porque Hanna Schmitz É uma personagem bombástica.
3. Guilty Pleasures Sem Culpa

Popjustice tanto fez que conseguiu me transformar em um fã de Girls Aloud. Sempre que ouvia falar nelas eu pensava em alguma maneira de dizer aos britânicos que a era das boy/girl bands já se foi! Porém, agora vejo que há bastante além do fato de Girls Aloud ser a banda de supermodelos mais bem sucedida do Reino Unido: suas músicas são de fato muito boas! Na eterna parceria com a Xenomania elas se superam a cada álbum com presenças de verdade, ao invés da aparência de capas da Cosmo Girl. Os álbuns Tangled Up! e Out Of Control são exemplos de como fazer electropop com maestria, êxtase e delicadeza.
4. Facult
Não lembro direito, mas acho que ano passado postei sobre começar este ano com problemas passados. Well, factum: as aulas começaram na segunda-feira e passei a semana num corre tremendo para resolver minha situação acadêmica. Talvez esta tenha sido a mais desinspirada das minhas distrações. Mas hasta pronto, agoro é sentar e experar.

5. All That Jazz!!

Simplesmente um dia entediei de tudo que estava escutando [PCD, Britney, Madonna, Lily Allen etecetera] e comecei a baixar Jazz. Chet Baker, John Coltrane e Nina Simone tem sido a trilogia do momento. E yo, como todo bom amante das Divas, nem preciso falar qual tem me excitado mais.

6. Cinema Em Casa
Cinematicidade voltou com tudo na minha cabeça. Ainda não consigo escrever sobre ela, mas sinto necessidade dela - o que é bom. Assistam Amacord de Felini, O Grande Lebowski dos Irmãos Cohen, tudo e absolutamente tudo de Almodóvar que passar por sua frente, O Iluminado de Kubrick ou qualquer coisa que tenha a cara psicótica e maravilhosa de Jack Nicholson.

Uhh... acho que só viu! Se pah edito acrescentando coisas.

[Musique: Love Is Pain - Girls Aloud]

domingo, 1 de março de 2009

"Darkness Comes To Kick Your Ass"

Ontem falava a Tam sobre como o inglês, apesar de ser uma língua pobre [se comparada ao português ou qualquer outra língua latina], é ultra eficiente em alguns termos. Um deles é o bitch. Se não me engano, no meu primeiro post neste blog eu falo sobre isso.
"Bitch", literalmente, é "cadela". Hoje em dia inadvertidamente achamos que ela é um nome em inglês para puta. Mas no próprio inglês é fácil perceber como este significado tem dado lugar para algo mais abrangente. Enquanto whores, hookers e hos têm assumido o lugar das bitches, este último tem sido mais usado para adjetivar qualquer pessoa [homens também] que se queira ofender em geral, não necessariamente quanto à vida sexual dela.
Na Cultura Pop o negócio tem sido mais interessante, pois um ser bitch pode ser, por exemplo, o mesmo que uma conotação negativa de Diva. Se uma pessoa não leva desaforo para casa e sabe desde expressar claramente suas opiniões a impô-las, nosso ego instantaneamente a chama de bitch. Samantha Jones e Miranda Priestly são dois exemplos diferentes de bitches - e elas com certeza são modelos de vida e conduta [rsrs]. Enquanto pessoas bitches são admiráveis por sua força de personalidade, nem todos os atos delas são memoráveis. Uma delas é um certo deprezo por quem não condiz com seus padrões.
Lucas é uma bitch. Muitos dos amigos de Lucas são pessoas bitches. Porém, ao contrário da maioria Lucas e cia têm noção de que não é um comportamento sempre digno. A gente se diverte litrus mostrando ao mundo que não nos ressentimos por sermos diferentes dos padrões que a sociedade impõe. Mas como tudo na vida levado com certa intolerância, deixa-se de conhecer e viver muita coisa devido ao bitchismo.
Ontem, antes da conversa com Tam, um paquera meu disse que eu e Ana Clara sempre passávamos por ele e fazíamos alguma cara, típica de gente bitch. See, this is not okay! Quando se tem o ressentimento das pessoas por ser honesto quanto à sua verdade, beleza, mas quando o tem devido a um comportamento intolerante... nooooooot cool!
[Musique: Love Is The Key - Girls Aloud]

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Endorfina!!

Enquanto Anne Hathaway evolui de estrela teen e box-office darling para atriz nomeada ao Oscar, a gente ainda assiste filmes idiotas como Noivas Em Guerra, só pelo prazer de vê-la na telona. Numa cena em que ela e Kate Hudson estão correndo no Central Park, a personagem de Hudson pergunta por quê elas não podem correr com iPod. Hathaway responde que correr com iPod é para quem quer fugir dos próprios pensamentos.

Então hoje, após o faux-desejum [café preto e Marlboro azul não é café-da-manhã, Luc!], fui correr obviamente com iPod no último volume, a fim de esquecer o tal Dr. Love. Saí daqui com Annie novamente - desta vez o Don't Stop, que se mostrou bem efetivo em caminhadas: as seis ou sete primeiras músicas são bombantes e de repente você está correndo - aí temos Marie Cherie e When The Night, baladinhas para respirar, para depois voltar à bombação com The Breakfast Song.

Mas se você quer mega-speed, mesmo que a chuva e o suor estejam te derretendo, bota logo Made In The Dark do Hot Chip, ou Disco 4, quarta coletânea de remixes dos Pet Shop Boys.

[Musique: Integral (Perfect Immaculate Mix) - Pet Shop Boys]