"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Obsessão: Passo-A-Passo

É sempre assim comigo: minha mente toma as decisões bombásticas para melhorar a própria sanidade, mas o intervalo de tempo entre decisão e ação é sempre longo e cheio de eventos.

Primeiro vem o drama-queenismo, no qual eu reclamo da situação e a ansiedade proveniente da vontade genuína de resolvê-la, sabendo que a solução se encontra em algum lugar do meu cérebro, mas alegando não fazer idéia de como encontrá-la.

Depois entra o estágio de resignação: "well, já sei o que tenho que fazer, mas os passos virão naturalmente... relax no rush no pressure." Isso é seguido, mentira... concomitantemente há a obsessão velada em procurar nos confins do cérebro o roteiro de como as coisas devem ser feitas: as falas, as locações, os horários, os ângulos, o subtexto, as entonações... ou seja, CONTROL-FREAK!

Como o verbo "abstrair" é o verbo mais importante da língua portuguesa, nessa fase obsessiva eu me divirto mais. Encenações mentais de como se dará o processo, milhares de desfechos alternativos, busca das sintonias [horóscopos, textos cabalísticos, conselhos, sonhos, canções etc], "pseudo-abstração total" perante as pessoas [lucas diz: "ahh whatever, na hora vou saber"], tudo isso e mais um pouco faz parte da obsessão velada.

Mas um dia de repente, sem mais nem menos, eu acordo e tenho todo o processo iniciado e amarrado na cabeça. Desta vez foi um sonho quem me disse, juntamente com Whole Lotta History de Girls Aloud e o season finale de Gossip Girl. Mas ainda assim o ego quer local, momento e luz perfeitos, afinal, arianos ascendentes em Virgem fazem o drama mas têm de sair lindos e impecáveis na película.

[Musique: Dancing With Myself - Billy Idol (porque é mais animada e o ditado dos Narcóticos Anônimos é a melhor peça de filosofia que vi essa semana: fake it till you mean it.)]

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Sol na casa 9, lua na casa 8"

Não lembro o que são as casas 9 e 8, mas na prática é interessante:
"Entre os dias 20/05 (Hoje) e 23/05, a Lua transitará pela Casa 8 de seu mapa, Lucas, enquanto que o Sol se manterá no nono setor. É bastante provável que, nestes dias, você veja um problema que te incomoda sob uma luz diferente. Alguém lhe dirá algo, ou você perceberá algo que não foi visto antes, que lhe permitirá uma percepção mais elevada acerca de pontos pessoais incômodos. Aproveite o período de expansão perceptiva! Ainda que o problema não seja solucionado, poucas coisas são mais importantes do que iluminar a consciência com visões mais amplas."
[Musique: Dancing With Myself - Billy Idol]

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Don't Step Back In Time

Anúncios Pessoais:

Se sentindo ridiculamente nostálgico? Certas canções, como a supracitada, têm te deixado num estado de gravidade-zero? CHUTA QUE É MACUMBA!!!

Pode ter certeza que não importa o quão real tudo pareça e o quão tentador seja voltar a sentir algumas coisas, às vezes ele nem está tão afim de você. Então é melhor você olhar o vídeo acima e querer mais fazer um strip-tease no espaço, do que pensar que a letra da música tem tudo a ver com sua vida sentimental atual. Se tem é porque você escolheu, não porque o Universo está contra você.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

"Drop Your Socks And Get Your Mini Boombox!"

Okay, eu perdi o show de Kylie ano passado em Sampa, choro... litrus... por isso, mas não deixo de ficar feliz com o anúncio da primeira turnê dela pela America do Norte. Pequena, sim, mas importante com certeza. Os EUA nunca foram muito receptivos com Minogue e mesmo que o Fever tenha bombado por lá, ela não chegou a se apresentar na America.

Boa sorte pra ela e invenjinha dos americanos, requalque diz que eu merecia mais que eles! rs
[Musique: Someday - Kylie Minogue]

terça-feira, 5 de maio de 2009

Oh Anthonio

Amores de verão e seus efeitos pelo resto do ano são assuntos da cultura Pop desde que o Pop se entende por gente. Em Grease - Nos Tempos da Brilhantina, Olivia Newton-John deu pra John Travolta no verão, se apaixonou, mas quando o ano letivo recomeçou tudo estava bem diferente; recentemente Lady GaGa nos disse, na última canção do álbum The Fame [Summerboy], o quão divertido eles podem ser quando não levados a sério, mas no fim das contas são as clássicas saudades do verão que bombam nas paradas.

O mais novo single da divina Annie é sobre um amor de verão com um brasileiro, Anthonio, que fez como todo latin lover e deu a egípcia ao fim da estação. Além de ter sumido no mundo, ele ainda largou uma cria para ela cuidar sozinha [obviamente isso é parte do lirismo da letra, já que Annie não tem filhos]. O melhor da faixa, porém, é justamente a mistura entre a doce melancolia da letra e as batidas dreamy, resultando na melhor das terapias contra a decepção amorosa: o dancefloor.

[O single "Anthonio" foi lançado oficialmente ontem, mas já rola na web há pelo menos um mês - baixe na BitchyList no topo do blog.]

[Musique: Anthonio - Annie]

sábado, 2 de maio de 2009

NoobTimes: Madonna's A Bitch

Em entrevista ping-pong para Validator ["espécie de editor da revista de seu fã-clube ICON] Madonna prova que ainda é a bitch das bitches.


Última pergunta do Validator: Posso perguntar sobre sua vida romântica?

Última resposta de Madonna: Posso mandar você calar a boca e isso não é da sua conta?


rsrs...

Dentre outras inutilidades ela está apaixonada por Obama e gostaria de conhecê-lo, e seus filhos costumam fazer a bitch com ela, falando apenas em francês em casa e ela não entende bulhufas.

Totalmente noob, mas é bem divertido saber essas coisas. rs

[Musique: Black Jacks - Girls Aloud]

sábado, 25 de abril de 2009

40-Stories Tall

Na nova turnê, as Girls Aloud mostram que não têm medo de altura.



quarta-feira, 22 de abril de 2009

WALK!

O que mais adoro nos vídeos de The Ting Tings é a noção de movimento que eles têm. Todos têm premissas bem simples e os mais recentes [Shut Up and Let Me Go e We Walk, por exemplo], apesar de orçamento maior, mantêm a ansiedade artística de alguém que está experimentando.
Já que nenhum fucker liberou os vídeos para incorporação, aqui vai um link.
PS: Katie White = FASHION ICON!!
[Musique: We Walk - The Ting Tings]

terça-feira, 21 de abril de 2009

Found In Limbo

É até meio contraditório, pois pelo senso comum o habitante do limbo não é nem salvo nem punido, ele apenas está lá perdido.
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Hoje, antes de cair na noite, disse a uma amiga no msn que precisava sair nem que fosse para falar mal das roupas do povo. Mal sabia que acabaria reencontrando a razão principal de ter decidido voltar para Vitória da Conquista.

Em Life's A Bitch, o blog-mãe deste aqui, toda a minha saga soteropolitana, os motivos de minha depressão e o processo de confrontação com meus tropeços estão melhor registrados, em inglês, mas estão. Porém, resumindo a parada, decidi voltar para Conquista por descobrir que ainda não tinha maturidade para a "big city" [se é que se pode chamar Salvador disso].

Conquista é um dos lugares mais perigosos que existem. Aqui a ilusão de que tudo vai bem é perfeitamente arquitetada pelo demônio, que simplesmente é a população da cidade.

Localizada num entroncamento de grandes rodovias do país, este é um lugar em que tudo chega e passa. Mas, como em toda encruzilhada, aqui ficam os que a) são fracos* e acreditam que aqui é o paraíso, b) os fortes que conhecem o mundo e sabem onde estão se metendo e c) os mezzo perdidos que vêem na cidade um trampolim ideal para o mundo. Quando decidi voltar para cá, depois da experiência Salvador, eu já sabia que a minha era a categoria c, mas dois anos já se passaram e milhares de coisas aconteceram.

A beleza de Conquista, que muitos outsiders, por puro preconceito, não conseguem enxergar é que muita, mas muita coisa mesmo, acontece nesta cidade. Aqui você encontra as mesmas tribos metropolitanas, as mesmas baladas metropolitanas, as mesmas drogas metropolitanas - tudo em proporção interiorana, claro, mas encontra. É só fuçar, é só se predispor a tal. Ontem mesmo conheci uma figura de São Paulo que foi uma das criaturas mais insanas que tive a oportunidade de encontrar. Típico de Conquista; nas minhas "noites que duram", já vi e vivi coisa que a maioria esnobe das capitais são incapazes de acreditar.

E é aí também que reside a feiúra conquistense: na idéia de que tudo chega aqui causando a impressão de o mundo lá fora não ser importante. Ridículo, né? Entretanto, boa parte das pessoas acreditam piamente nisso; e não falo dos desprovidos de grana e educação formal, a elite conquistense é um exemplo clássico de burriquisse. Conquista tem o poder de acomodar as pessoas numa pseudo-qualidade de vida. O tedioso ideal burguês de ter tudo o que se pode comprar numa capital [luxo, cultura e etc], ao mesmo tempo que não se sente as mazelas de uma capital.

Se Bocas do Inferno e Caça-Vampiros fossem realidade, pode apostar que Conquista estaria bem em cima de uma dessas fendas entre universos diferentes e divergentes. Mas nem todo mundo aqui dorme no escuro do limbo, achando que só por não estarem sendo punidos estão, portanto, no paraíso. Pessoas do grupo b e c são muitas e cada vez mais presentes na cena importante da cidade. Daí importante acreditar no Found in Limbo, que talvez se nos esforçarmos poderemos um dia acender alguma luz - não para salvar a todos, não me atenho a tais utopias, mas que pelo menos quem queria partir, parta.

Disse que esta noite me reencontrei com o motivo de ter voltado para cá; ele me encontrou de novo quando uma amiga conquistense disse ter largado o emprego de 11 anos e está planejando uma viagem de descanso ao paraíso baiano de Boipeba, me perguntando porque diabos tenho perdido tempo aqui.

Eu não acredito em perca de tempo. Nem mesmo quando se está inconsciente da perda. Cada um tem o seu tempo e sua forma de lidar com ele, e ao me questionar ela apertou sem saber o botão da memória, tirando de mim exatamente a mesma resposta que com o tempo foi adormecendo em mim: "Conquista é meu lugar de aprendizagem, daqui vou sair com forças para qualquer lugar."

Só quem já saiu daqui e voltou, ou viveu em tantos outros mundos antes daqui, sabe o que estou dizendo. E hey, eu me encaixo nos dois casos.

*meus conceitos da dicotomia fraco/forte são bem específicos e de certa forma idealistas.
[Musique: Limbo - Kylie Minogue]

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Casamento de Rachel

Por todos os meus 22 anos eu só estive presente em dois casamentos: o dos meus pais - eu deveria ter alguns pares de meses intra-ulterinos - e o de um dos irmãos de minha mãe [nem lembro minha idade na época]. Mas casamentos sempre estiveram presentes em minha vida imaginária, literária, cinemática e especialmente nos finais de novela.

Acabei de rever O Casamento de Rachel, filme pelo qual Anne Hathaway foi indicada ao Oscar este ano. Uma das mais intensas experiências cinematográficas que já tive, mesmo pela segunda vez. Jenny Lumet [roteirista] e Jonathan Demme fizeram um filme no qual trataram de amor e dor em formas tão sublimes e honestas que chegaram a ser desconfortáveis. Para mim, este approach trouxe à tona uma série de sentimentos e desejos tão secretos que eu mal sabia que os tinha.

Kym [Hathaway] sai da rehab para o casamento de sua irmã Rachel [Rosemarie DeWitt, que brilha em cada cena, tornando-se linda especialmente nos momentos mais tensos]. O casamento dela foi uma reunião inspiradora de amigos e familiares artistas, no qual a música se fazia presente [dando ao filme um feeling de musical] ao mesmo tempo que todos os dramas familiares apareciam de forma tão chocante quanto inevitável.




Apesar da minha pose sisuda e às vezes indiferente a certos idealismos, sou uma pessoa que compartilha sonhos comuns à maioria da população romântica do planeta. Minha acupunturista diz que sou alguém fortíssimo, mas capaz de se desfazer se forçado no ponto exato. Por mais ingênuo que soe para alguém como eu, vivente de uma sociedade preconceituosa e às vezes bem cruel, quero não apenas casar, como ter uma cerimônia na qual meus amigos e família estejam presentes compartilhando o momento.

Porém, nunca havia imaginado como seria ou como gostaria que fosse antes de ver este filme. A presença de todo o drama, dor, mas tudo sempre atrelado a um amor que unia a todos ali [e uma vontade de manter aquele amor o tempo todo]... isso no filme me fez constatar que eu nunca poderei imaginar como será quando chegar minha vez, o que eu falaria na hora de fazer meus votos, como me sentiria. São sentimentos e projeções que a arte nos permite, mas, quando belamente executadas, como no caso deste filme, apenas nos fazem constatar que nunca saberemos até que o momento real chegue.

Ainda assim, os desejos existem e às vezes eles vêm pungentes e tão reais quanto um filme.
[Musique: Este filme é tão cheio de uma música tão linda e presente, que eu nunca consigo substituí-la por um bom tempo após assistí-lo.]