"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

"What Kind Of Fuckery Are We?"

O melhor de levar uma vida eclética é poder deliciar-se despreocupadamente com coisas antes rejeitadas.

Diz-se que tudo nos atinge no momento certo; eu sou adepto desta teoria e acho que por isso só agora consigo gostar de Amy Winehouse a ponto de entendê-la. Lucas se apaixonou e Lucas iniciou um relacionamento; a vida é linda e maravilhosa por mais de 80% do tempo.

E tudo agora em Back To Black, o famigerado álbum de 2006, é mais claro e nítido para mim. Desde as letras dramáticas aos vocais rasgados e sentimentais. O mais interessante é que Amy escreveu esse álbum apaixonada e não exatamente com o coração partido; porém ele sempre é presente, porque só quando o amor correspondido é um fato que a iminência do heartbreak aparece em cada esquina... afinal, quanto melhor posicionada a luz, maior a sombra.
Cada discussão, cada fadiga é um motivo para o coração parar por um segundo. A maioria das músicas de Winehouse neste álbum soa como cada momento de eternidade presente neste segundo sem pulsação.

Em outras palavras: todo apaixonado é no fundo um pessimista... todo mundo no fundo goes back to black.
[Musique: Love Is A Losing Game - Amy Winehouse]

sábado, 29 de agosto de 2009

Lady Limítrofe

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Como ser a mais fina e chic das loucas paranóicas e ainda por cima estar certa!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lady Cums-In-Your-Face

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Como tirar sarro de si própria e ao mesmo tempo de todo mundo que te critica, elevando-se a gênio fashion, assim como a irreverência musical e o senso de humor.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Fazendo a Fama

Alguém hoje me disse que o passado é uma coisa que ainda me restringe muito. Alguém que pode estar dizendo o óbvio, afinal todo mundo tem restrições atreladas ao passado; essa foi minha primeira reação.

Mas então, o negócio bateu na cabeça que não pára e percebi um vazio proveniente de coisas que eu não deixo fluir. Meus entraves não me deixam relaxar e às vezes o presente se desacelera por causa de uma mania por auto-proteção que pode não passar de medo.

E aí, ao entrar no orkut de uma amiga dou de cara com isso:

"fogo artifício, a festa, o drama
quem explode é quem brilha
quem sacode é quem chama
e quem voa é do ar
quem se dá faz a fama
e ama"
Trecho de E Ama, da dupla Luli e Lucinda. Enfim, Lucas precisando relaxar... e não estou falando de férias, mas sim de muito trabalho!
[Musique: E Ama - Luli e Lucinda]

terça-feira, 30 de junho de 2009

Balada do Stalker*: Cliché Pessoal

<--- Little Boots

Sempre que eu tenho algo na vida com o qual fico obsessivo, costumo ter esse cliché pessoal referente às músicas que ouço. Numa espécie de bipolarismo musical eu alterno entre: algo que me deixa bem reflexivo quanto à minha situação e algo que me distrai da melhor forma que há [mais adiante].

Até domingo eu estava numa onda drama-queen apaixonada; começando por Little Boots. Minha nova inspiração ElectroPop foi fruto de uma visita a um blog que vi no Last.fm - o Musique Now. Foi paixão instantânea inspirando idéias para as discotecagens da vida; uma performance de Stuck On Repeat não sai da minha cabeça - algo envolvendo uma máscara espelhada, velcro, uma roupa totalmente branca e projeções fantasmagóricas. No meio tempo o negócio evoluiu para Again Again de Lady GaGa... topo da colina do drama. As coisas, porém, se acalmaram para a doce balada de Boots, Hearts Collide, que me incita um idealismo romântico mas um tanto mais sóbrio.

"Hearts" continua on repeat em meu dia-a-dia, que ainda se passa por viscoso-mas-gostoso com Girls Aloud e todo o romantismo de seu último álbum, Out Of Control; canções como Rolling Back The Rivers In Time, Untouchable, The Promise e The Loving Kind fazem a linha das "letras que descrevem o que a gente sente." Reflita a letra de "Kind": "I want you/To kiss away the tensions/The issues never mentioned/With all the best intentions/But you turn away"... beijosvomitei! *mentira*


Mas agora, do outro lado da moeda, realidade morde minha bunda e... Michael Jackson está morto! Sim, tenho revisitado toda a sua discografia e graças a Jah! A melosidade fantasiosa dá lugar à loucura dos quadris que já pragmatiza setlists com Billie Jean bombando no último volume. Venho reparado também o quão deliciosa e dançante é The Way You Make Me Feel, do álbum Bad, além das bombásticas Black Or White, Don't Stop Till You Get Enough e Off The Wall.

No fundo, apesar da tristeza de sua morte, é na pista que eu adoro MJ. Ele sempre foi um dos maiores entusiastas da terapia do dancefloor, um dos principais filósofos da "cura da dor undeneath the disco lights". Não há melhor remédio, é por isso que prefiro canções que me façam dançar ao invés das depressivas. É por isso que agora eu anseio mais por Remedy [de Boots] no apogeu da pista... ai que saudade da pista!

*A maioria das canções listadas aqui estão na BitchyList no topo do blogo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Time Delay...

Começo a sentir falta de Michael Jackson hoje, quatro dias após sua morte. Tanta coisa tem passado pela minha cabeça desde 12 dias atrás que no meio do turbilhão do feriado a morte dele passou meio que insensivelmente.

Virei fã de MJ há pouco menos de um ano, ainda assim apenas de seus álbuns de 1979 a 1991. Contudo nunca neguei sua genialidade como músico e dançarino, muito menos sua importância para a cultura pop. Mas, ainda assim, ele morreu e tenho estado tão confuso em mim mesmo que o choque não me foi tão intenso quanto imaginaria.

Hoje eu penso nele e sinto um vazio genuíno, uma falta de que algo no meu mundo faz falta. Soa dramático, mas MJ era uma peça importante em minhas referências, seu passado e ações permanecem, mas agora resta o espectro de tudo que ele poderia estar fazendo para o futuro. Hoje, eu prefiro pensar nele e sentir o vazio que o acompanha, do que o vazio de tudo mais que minha confusão auto-absorvida representa.

RIP Michael... eu certamente sentirei sua falta.

[Musique: Black Or White - Michael Jackson]

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Oh Nightmare!

Geralmente conto aqui os sonhos como realidade. Neste caso, porém, o desejo de este não sê-lo é forte. Não apenas porque fora um pesadelo, mas porque algumas das coisas sonhadas são meio difíceis admitir fazerem parte da minha paranóia-nossa-de-cada-dia. O interessante é que ele foi um pesadelo típico, daqueles de acordar no meio da noite exasperado.

Como não blogo diretamente os acontecimentos da minha vida há séculos, apenas com pedaços de horóscopos e sintonias do dia-a-dia, nem adianta explicar todas as personagens do sonho, mas basicamente my big-time crush me dá a egípcia eterna para ficar com o namorado. Desde que a queda voltou, essa é uma realidade, afinal eu continuo solteiro e ele continua namorando; mas isso tem sido bem tranquilo em mim, porque cada coisa tem seu tempo e eu acredito na possibilidade disso.

Mas enquanto eu vivo com o constante fantasma da rejeição, ele se instala nas esquinas mais longínquas da minha cabeça, ou seja: na hora de dormir all hell breaks loose e eu chego a visitar alguns medos que, apesar de nas horas de consciência não serem tão fortes, eles existem apesar de minhas defesas os afastarem - mas e quando eu durmo?

Bem clichêzinho, eu me encontro numa área sombria; pouco depois percebo que era na verdade uma arena onde acontecia o show de um cara que cantava covers acústicos de Kylie Minogue. A antítese já se instala: Minogue é paraíso para mim, mas desde o princípio o clima era tenso e obscuro - eu já esperava um pesadelo.

The crush permanecia com o namorado e o outro aqui lançava tantos olhares para ele quantos ele ignorava. O ambiente se tornava mais escuro enquanto minhas angústias cresciam. Nem mesmo In My Arms amenizava o clima, aliás ela só piorava pois minha vontade de estar perto dele atinge as alturas com essa música.

Acordei! Olhei ao meu redor e ainda era escuro. Em poucos minutos minha consciência processou toda a tensão do sonho, meu supracitado fantasma que é parte real e parte não [porque sei de coisas que relaxam] se fazia presente. Não se pode enganar Mr. Ego e por mais que eu vá à milha extra para manter a chama, ele chuta e grita buscando atenção. Meu coração estava pela boca, mas não hesitei em voltar a dormir - algo me dizia que aquilo ainda se retorcia no meu cérebro e precisava liberação.

Ainda estávamos no mesmo local, mas agora com o fim do show e com bem menos pessoas, o lugar se tornara bem mais claustrofóbico. Por momentos éramos apenas os três numa guerra fria de olhares furiosos, ameaças, gritos e frustrações. The crush faz sua escolha e o filme corta para a casa de uma prima recém-chegada do exterior; inexplicavelmente estavam todos lá, menos o namorado, eu chego à lá Norma Desmond, frio e imponente com meu wayferer vermelho.

Eu havia perdido a guerra para meu ego que agora reagia como um déspota de coração partido. Toda a força da queda pelo garoto se transformara num ressentimento e amargor poderosos que apenas ostentava a parte mais obscura da minha personalidade. O cenário porém era claro, as cores eram suaves em sua maioria, com alguns objetos de cores tão fortes que nem a saturação da fotografia superava: meus óculos vermelhos de raiva e minha bebida chic amarela e amarga.

Agora os olhares eram inversos; the crush desarrumava uma mala (?) [sinalizando, talvez, uma vontade de permanecer apesar de sua escolha] e me observava com olhos de querela, enquanto eu exercia minha tirania ignorando-o por completo. A força do meu ressentimento o apagava pouco-a-pouco do roteiro e, ao mesmo tempo que ele sumia, a amargura abastecia um certo desespero em mostrar uma força e desprendimento que já não existiam.

"Alguém me dá uma bebida! I need a drink!", eu gritava antes de virar meu copo de uísque e eu abrir os olhos tristes e cansados. 8h30, não dormi mais.

[Musique: In My Arms - Kylie Minogue]

sábado, 23 de maio de 2009

Open Your Eyes!

Na última quinta-feira fui com Tamara num rodízio de chopp. Esse é o tipo de coisa que se você mora em Conquista e gosta de fazer a única coisa que a cidade sabe fazer bem [beber!], não pode perder.

No nosso caso, beber é tão natural que o alcool é um protagonista bem sutil nestes momentos; estamos ali por ele, mas não é a única coisa que fazemos. Nessas horas o mundo passa por nossa mesa através das mentes e conversas. Falamos do Cinema às artes em geral, fizemos um relatório de como "ser bitch" é parte importante do "ser diva"; continuamos com as análises críticas da cidade, sempre passíveis de má intepretação [mas não estamos nem aí, que se confundam], falamos da vida pessoal - porque depois do quinto copo tudo começa a fluir de oooooutra forma.

Mas no fim das contas, a coisa dita por Tamara que não sai da minha cabeça desde então foi: você precisa abrir seus horizontes.

Bingo, Swatch! Bingo!

[Musique: You Know Me Better - Róisín Murphy]

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Obsessão: Passo-A-Passo

É sempre assim comigo: minha mente toma as decisões bombásticas para melhorar a própria sanidade, mas o intervalo de tempo entre decisão e ação é sempre longo e cheio de eventos.

Primeiro vem o drama-queenismo, no qual eu reclamo da situação e a ansiedade proveniente da vontade genuína de resolvê-la, sabendo que a solução se encontra em algum lugar do meu cérebro, mas alegando não fazer idéia de como encontrá-la.

Depois entra o estágio de resignação: "well, já sei o que tenho que fazer, mas os passos virão naturalmente... relax no rush no pressure." Isso é seguido, mentira... concomitantemente há a obsessão velada em procurar nos confins do cérebro o roteiro de como as coisas devem ser feitas: as falas, as locações, os horários, os ângulos, o subtexto, as entonações... ou seja, CONTROL-FREAK!

Como o verbo "abstrair" é o verbo mais importante da língua portuguesa, nessa fase obsessiva eu me divirto mais. Encenações mentais de como se dará o processo, milhares de desfechos alternativos, busca das sintonias [horóscopos, textos cabalísticos, conselhos, sonhos, canções etc], "pseudo-abstração total" perante as pessoas [lucas diz: "ahh whatever, na hora vou saber"], tudo isso e mais um pouco faz parte da obsessão velada.

Mas um dia de repente, sem mais nem menos, eu acordo e tenho todo o processo iniciado e amarrado na cabeça. Desta vez foi um sonho quem me disse, juntamente com Whole Lotta History de Girls Aloud e o season finale de Gossip Girl. Mas ainda assim o ego quer local, momento e luz perfeitos, afinal, arianos ascendentes em Virgem fazem o drama mas têm de sair lindos e impecáveis na película.

[Musique: Dancing With Myself - Billy Idol (porque é mais animada e o ditado dos Narcóticos Anônimos é a melhor peça de filosofia que vi essa semana: fake it till you mean it.)]

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Sol na casa 9, lua na casa 8"

Não lembro o que são as casas 9 e 8, mas na prática é interessante:
"Entre os dias 20/05 (Hoje) e 23/05, a Lua transitará pela Casa 8 de seu mapa, Lucas, enquanto que o Sol se manterá no nono setor. É bastante provável que, nestes dias, você veja um problema que te incomoda sob uma luz diferente. Alguém lhe dirá algo, ou você perceberá algo que não foi visto antes, que lhe permitirá uma percepção mais elevada acerca de pontos pessoais incômodos. Aproveite o período de expansão perceptiva! Ainda que o problema não seja solucionado, poucas coisas são mais importantes do que iluminar a consciência com visões mais amplas."
[Musique: Dancing With Myself - Billy Idol]