"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

segunda-feira, 14 de julho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Nothing But Your Local DJ

Sábado para mim foi mais uma data histórica. Clichê eu falar desse forma de algo que com certeza seria marcante em minha vida, mas falo assim porque não tenho ainda palavras mais interessantes para descrever a estréia do egocentric-hard-porno.

Quando estreei no teatro, na hora anterior ao grande momento eu tava palpitando e me cagando todo. Não sei o que me deu, mas passei o sábado bem mais susse do que meus co-workers Purki e Clarinha, que ficaram ora preocupados com detalhes técnicos, ora nervosos com a estréia. O frio na barriga me era constante, mas havia um otimismo me esquentando que me surpreendeu um pouco.

Uma hora e meia antes do horário marcado como início da festa, nós três já estávamos lá para resolver tecnicalidades como posição do projetor e do laptop por onde Purki faria suas mágicas e o início do embebedamento: quando a festa finalmente começou, nós três já estávamos alcoolizados o suficiente para relaxarmos.

A discotecagem foi iniciada com Tony, que fez um som-teste enquanto nos preparávamos para tocar: eramos os primeiros. Porém, nem metade dos nossos amigos haviam chegado e foi bem isso que me deixou, digamos, mais irritado que nervoso. Quando o primeiro deles chegou [Marcantonio, o mafioso que arrumou todos os pauzinhos da ponte entre nós e a festa] eu relaxei e minutos antes, a maioria dos importantes para nós já estavam lá.

Tony sinalizou para que eu subisse e posicionasse o CD com a primeira música do nosso set: Ray Of Light; Madonna foi a musa durante praticamente todo o processo de montagem do egocentric-hard-porno e no momento em que os primeiros acordes da música ecoaram pela pista, as quendas todas se renderam. Minha excitação era tamanha que eu não parava de pular e cantar loucamente.

A passagem para That's Not My Name dos darlings The Ting Tings foi tão perfeita que arrancou elogios de Tony. Daí, a adrenalina atingiu as alturas e Clara assumiu a posição nas pick-ups enquanto eu gastava toda a energia enlouquecido ao som de uma das minhas músicas favoritas do ano. Pude sentir o calor da galera, que pulava junto comigo, aberta às novas possibilidades sonoras na pista. Clarinha levou o mundo ao chão com uma dobradinha inusitada: Justin com SexyBack e Britney com Get Naked - criando um tom tabloidiano e desconforto faux entre as celebs [risos, como se eles estivessem lá], mas que funcionou perfeitamente na pista.


Enquanto isso, Purki mixava vídeos tão lisérgicos que eu honestamente tive que evitar olhá-los para não perder a concentração nas pick-ups. Quando voltei, re-entrei com a dupla que faz sentir-me a biscate-mor do planeta: London Brige e Give It 2 Me. Digam o que quiserem da srta. Ferguson, eu também acho ela meio trash, mas se houve algo de genial que ela fez na vida foi "London Brige"; e quando os sintetizadores mágicos de Pharrell em GI2M foram ouvidos pela primeira vez na festa, eu senti um delicioso frio na espinha quando vi toda a população danceflooriana urrando de alegria e suando de tanto dançar a música que todo mundo mundo já conhecia - mas fui eu quem aproveitei o momentum. Geraldine até enlouqueceu com My Love Is Better e Modern Love [de Kish Mauve], completas desconhecidas da maioria dos conquistenses.

Quando nossa breve participação chegou ao fim [por nós, tocávamos umas 20 músicas], recebemos vários elogios de todos, desde a galera da multidão ao staff da festa. Segundo Dann, um dos nossos amigos mais próximos, nosso set deixou um gosto bem forte de "quero mais", e não nos querendo gabar, mas já gabando, não foi incomum ouvir geral nos perguntar a que momento da noite reassumiriamos as pick-ups e até fazendo pedidos. Isso foi tão legal pro ego!

=)

No fim das contas, saímos de lá com uma sensação deliciosa de missão cumprida. Posteriormente, durante o set de Tony, Purki derreteu a cara de todo mundo com uma série incrível de vídeos cheios de efeitos psicodélicos de tirar o fôlego. A cada cena geral vibrava junto com a música e não desgrudava a atenção dos vídeos hard, que certamente roubaram a cena do [ou da, quem é que sabe?] GoGo Dancer que se acabava no palco.

Ao nos despedirmos, os meninos do coletivo Morgana [aka os donos da festa] já nos confirmaram para os próximos eventos.

UUUUUUUUUUUUUUFA... acho que dá pra morrer agora rs. brinqs

EHP's Setlist de 12.07.2008 - Morgana Mix:
1. Ray Of Light - Madonna
2. That's Not My Name - The Ting Tings
3. SexyBack - Justin Timberlake
4. Get Naked - Britney Spears
5. London Brige - Fergie
6. Give It 2 Me - Madonna
7. Little Less Conversation - Elvis vs. JXL
8. In My Arms - Kylie Minogue
9. My Love Is Better - Annie
10. Modern Love (Mark Moore & Kinky Roland Vox 12" Mix) - Kish Mauve
11. Eo Eo Eo [Tema da Banheira do Gugu] - Dream Water
12. Let Me Think About It - Fedde Le Grand vs. Ida Corr

Negrito = presentes na box no topo do blog, na pasta Stalker > 07 - Nothing But Your Local DJ.

domingo, 6 de julho de 2008

6 de Julho de 2008

Vou jogar a garrafa de vinho fora, e os cigarros e a auto-comiseração.
Nada de dar mais importância aos homens do que eles merecem. Auto-confiança agora será agarrada pelas unhas e colocada debaixo do braço; niguém mais vai apenas notá-la, eles a notarão e temerão de propósito!
Sim, é um momento Bridget Jones e, já que sou toda a humanidade, andarei na bicicleta té as pernas morrerem!
[Musique: Ooh La La - Goldfrapp]

sábado, 5 de julho de 2008

Engraçado...

... como nada está sob o controle de suas mãos e mente.
Essa semana conheci um garoto no orkut. A stalking life parece estar surtindo efeito e, apesar de continuar encalhadinho da Estrela, pelo menos tenho sentido um velho ini-amigo: o sentimento de possibilidade. Odeio, mas sou viciado nele - e de uma certa forma ele me faz bem; por mais que as possibilidades possam me levar de volta ao ponto de partida, o importante é a jornada.
Mas enfim, estou de paquere com esse garoto, a quem chamei para ir comigo num evento que uma amiga organizou. Dei meu número para que ele me ligasse confirmando a ida, mas meu celular nunca tocou e falhamos em nos falar pelo msn. Porém, ele estava avisado da festa, da minha presença e da minha vontade. Havia ainda esperança.
Enquanto a noite ia, Lucas se divertia cada vez mais com o fato de que apesar da neurose, a vida era e estava mais-do-que e além-da minha neurose. Era tanta gente que não via há tempos e tantas novas conexões sendo feitas que eu não tinha tempo de ficar me obcecando, apesar de constantemente pensar que ele poderia estar ali entre a multidão procurando por meu rosto familiar.
Aí pela noite coisas engraçadas e adoráveis aconteceram. "Momentos Woody Allen", como diz Jose, como ouvir de um amigo hétero que ele me acha tão incrível que já tinha até pensado em ficar comigo! Ou ouvir de pessoas que eu acabava de conhecer que no momento em que eu entrara no recinto, o ar mudou e parou para me observar passar. Rs, engraçado né? Mais ainda quando minha timidez entrou em ação querendo roubar o show, eu sabia que era meu ego se inflando. Não que eu devesse endorsar a boa alimentação dele, mas um obrigado caloroso era o bastante, fazer o modesto é o cúmulo do egocentrismo.
Mas enfim, isso leva a outro momento em que uma nova amiga, que disse ter um amigo afim de mim, me procurou perguntando o que o amigo dela deveria fazer para falar comigo. Aí eu fiz a Madonna e disse "if you wanna talk to me, that's exactly what you're gonna do, talk-to-me!" Rs não tão dramaticamente, mas basicamente eu disse que o amigo dela viesse até mim, puxasse papo e aí veríamos o que aconteceria. Ela me perguntou o que e como ele deveria falar comigo, e logo cortei dizendo "ahhh eu sei lá!" E eu realmente não sabia, eu não sei como as pessoas devem chegar em mim, elas que têm que saber disso, penso eu.
Posteriormente, eu e essa amiga finalmente conversamos sobre isso [meio que indiretamente] e ela disse que eu transpareço uma auto-confiança e suficiente tão grande e brilhante que, de uma certa forma, assusto as pessoas a ponto de elas não saberem como faLAR COMIGO OI Q/!!!!111!!!1! Comasim-vanessa que eu sou auto-suficiente! Beleza que eu sou auto-confiante no sentido de não abrir mão de como eu sou só porque não condiz com os padrões da sociedade; mas aparentemente isso é muito mais bombástico para as pessoas daqui do que eu imaginava. Rs.
Bizarro né? Mas no fim das contas é engraçado, porque eu e meus amigos já tinhamos falado sobre isso e quando alguém com quem eu não tinha uma convivência tão constante me disse isso, percebi o quão real era. Porém, comofas? Lucas certamente não vai deixar de ter suas strong balls para fazer com que as pessoas sintam-se mais à vontade perto de mim. Então, talvez, eu que deva fazer com que elas se sintam menos subjulgadas à mim? Talvez, eu que deva chegar junto de garotos e passar cantadas?
ME-DO! rs
[Musique: Fastlane - Esthero featuring Jemine and Jelleestone]

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Arrupios


Ela parece um duende com esses sapatos, mas essa música e vídeo me arrepiaram de um jeito que não sentia por um tempo bem considerável.
Meus olhos enchem d'água quando ela admite estar ferida e, finalmente, começa a se mover para a frente. Não esperava muito dessa faixa, mas estou feliz em estar surpreso.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

The Crazy Band!


Lovefoxx tesão da tapioca no melhor estilo Björk me deixa ultra excitado de vontade de ver ela e sua trupe ao vivo algum dia na vida, no novo clipe Rat Is Dead (Rage)!
Beijosmiliga CSS!!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Oh Dels! Oh Dels!

... além de tudo ela canta! E bem!!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Religião

Sou agnóstico. Minha relação com d-us é bem particular e não vinculada a nenhum tipo de religião ou culto; estudo Cabala judaica, mas não sou judeu; acredito em Jesus Cristo como exemplo, mas não como santidade. Portanto me sinto livre e sem nenhuma amarra dogmática.
Costumo brincar que se eu tivesse religião, ela seria politeísta e os deuses além de antropornomorfizados teriam características bem humanas - como na mitologia grega. Meu Olimpo seria a cultura pop, habitado por seus artístas icônicos e praticamente "demoníacos" [no sentido cristão da palavra].
Quem então seria Zeus? Somente um nome tem o peso e a força do chefe do monte grego: Madonna. No meu fim de semana pra lá de bombado, foi ela quem enlouqueceu os sentidos com seus [antigos] clipes, ora lisérgicos ora simplesmente lindos.
Abaixo seis faixas que silenciou a galere e a pôs em concentração descontrolada afim de captar todas as suas nuanças.


6. Fever
Chamem de brega, kitsch ou what-the-fucking-ever, essa raridade noventista tem o incrível poder de mexer com seus sentidos de uma maneira que você não espera. Com cores e batidas [muito] fortes que contrastam com os suaves quase doces vocais da diva, é praticamente impossível não sentir o calor que a faixa incita.

5. Frozen
Apesar do nome, Frozen não te gelifica em momento algum. Madonna, rainha da transformação, se apresenta como nunca vista antes: pálida e obscura, como uma divindade desfavorecida da fácil simpatia dourada, mas não menos hipnótica, enquanto ela joga uma mensagem de virar a mesa.
Cheio de simbologia e referências, o vídeo dessa magnânima faixa, já clássica na cultura pop [quero ver quem se mantém impassível de reconhecimento ao escutá-la], te deixa vidrado em seus efeitos especiais muito mais psicológicos que o usual.

4. Human Nature
Após a sociedade tentar calá-la durante sua fase mais romantico-sexual [Erotica 1992], Madonna cuspiu, um tanto amarga, essa incrível resposta. O clipe tem talvez a mais perfeita coreografia e sincronia já registrada na música pop.

3. Ray Of Light
Eu sempre soube da capacidade efusiva dessa música, mas a combinação dela com seu clipe é demais! É muito difícil não se debater frenéticamente com ela ouvindo a parafernália de sons e imagens que é essa obra de arte.

2. Bedtime Story
Depois desse vídeo de 1995 Madonna não precisava fazer absolutamente mais nada; ainda assim ela fez. Mas essa obra de arte, dirigida por Mark Romanek, é um exemplo de exímia edição aliada a mentes inventivas e profundas. Tratando a inconsciência como algo mais ativo do que se supõe, Madonna nos presenteia com uma sequência de imagens psicodélicas e lisérgicas que reinventam o sentido da palavra "sonho" [ou "pesadelo"].

1. Nothing Really Matters
Eu e meus amigos repetimos esse clipe umas 5 vezes para ver se captávamos todas as sequências, referências e expressões que a molier enfiou neste vídeo. Tente perceber cada cara que ela faz e você vai ver o quão boa atriz ela é quando bem instigada e inspirada.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Fashion Victim

Se Gareth Pugh é meu estilista da noite, meus dias mereciam um estilo mais despojado porém chic. Eis que hoje de manhã, olhando randomicamente notas sobre o recém terminada temporada de verão do Fashion Rio, me deparo com um cara que vai me deixar com cara de gente grande quando eu tiver um trabalho e uma vida de verdade.




[Musique: The Harder The Come - DJ Paul Oakenfold featuring Nelly Furtado and Tricky]

segunda-feira, 16 de junho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Status Quo

Corao corao estamos atrasados, tanto que nem lembro se fiz o stalker essa semana passada. Só sei que desde o começo dela eu já sabia que The Ting Tings estariam aqui. Marce me aconselhou a baixá-los e, como sempre, eu demorei um pouco para ouvir. Porém quando o fiz fui dominado por toda a empolgação e glamour de Katie White e Jules De Martino.
Lindos de morrer, os dois têm a pose já clássica de boa parte das bandas indies que enveredam pelas matas do electro-pop. Com estilo e senso de moda new rave, mas a atitude de quem não está se importando muito com todo o fuss, De Martino bate sexymente aquela bateria, enquanto White se estrepa, feroz e linda, nos vocais; e na guitarra e no baixo e no bumbo... eles têm um quê de pop manufaturado superado pela maravilhosa força poser da "atitude nemli."
O álbum We Started Nothing já trás em seu título a mensagem de que não se encontrará nenhuma reinvenção do mesmo - os Tings começaram coisa nenhuma e não desejariam tê-la começado. Esse é meu ponto favorito nos Tings: o grande problema da cena indie de hoje em dia é que a grande maioria deles não passa de imitadores [e uma parte deles nem nisso é boa - oi Hadouken!] - mas ganham todo o hype por serem indies [que tá na moda, é hype, então deixou de ser indie... brinks]. Projetos como, por exemplo o MGMT e o Hadouken!, se vestem da armadura pretenciosa do Indie ["oi não somos mainstream, fazemos a diferença"], mas apesar de [no caso do primeiro] serem bons, não passam de repetidores de um estilo/época/whatever que já passou e que muito pouco acrescenta para a vida das pessoas, a não ser por um certo saudosismo incutido em todos nós.
The Tings logo de cara se despem da fala demagoga do everyday indie e vestem a pose do FODASE. Mas aí só vendo e ouvindo para você saber como é bom chutar o bumbo e gritar SHUT UP AND LET ME GO!
Músicas essenciais do momento: Great DJ, That's Not My Name e Shut Up And Let Me Go, lá no BitchyList - dentro da pasta "Stalker".
Para ver The Ting Tings clicaê!

sábado, 14 de junho de 2008

Oops!

Ontem eu bati o carro. Um inseto, mais especificamente uma borboleta, vôou no meu nariz, me distraindo e acabei pisando nos pedais errado e aí só ouvi o barulhão da colisão [adoro essa palavra! rs].
Nem eu nem la sister nos machucamos, nem as pessoas do outro carro, mas o nosso [diz meu pai] se foodel bastante. Ele gosta de exagerar as coisas; na verdade é até irritante um pouco, porque quando ele quer me repreender ele sempre fala num tom entediante supostamente calmo, que na verdade é cheio de condescendência. Mas de fato eu prefiro assim porque aí eu só reviro os olhos e finjo que tô ouvindo, se ele pirasse e gritasse eu taria me cagando.
Mas o que mais me impressionou foi o fato de que eu me mantive calmo durante todo o tempo! Não pirei, nem estremeci, nem mesmo tive tremedeira. Liguei para meu pai para ele me instruir sobre os procedimentos do seguro e pah, e a conversa foi toda muito sóbria, normal e blablabla. Depois o policial veio fazer a ocorrência e eu estava calmo o suficiente para flertar com ele... alguns amigos souberam da tragédia [rsrs] e apareceram no momento em que eu assinava a ocorrência; havia uma misto de preocupação e hilaridade no ar. Claro que rimos depois, especialmente com a borboleta.
Anyways, toda essa enrolação era para... bah não sei pra que escrevi isso tudo. Meh só tava mesmo contando uma anedota. zzzZzZzZzZzZzzzZZZZzzz
[Musique: Loco - Annie]