"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"Everyone's At It"

Continuando a minha Allen-ização estou de cara com as letras deste novo álbum! Já disse que elas continuam controversas, mas longe da convenialidade do Pop atual.

Britney Spears e seu novo single têm causado polêmica devido ao trocadilho entre a pronúncia da frase If You Seek Amy e F-U-C-K Me [em inglês]. Mas sabe o quê? Tricks are for kids! Travessuras são para crianças! Neste novo álbum Lily Allen mostra a Britney e afins o que é contar você mesmo a sua história. Lily não apenas discorre sobre temas, sejam eles gerais ou pessoais, ela transmite uma opinião madura e forte.


Not A Girl, Still Hardly A Woman

Em Everyone's At It ela abre o álbum com um insight genial sobre as drogas. Em seu discusso ela é direta e honesta, dizendo que as pessoas as usam o tempo todo. "I get involved/ But I'm not advocating" ["me envolvo, mas não estou advogando], ela diz, então por quê não admitimos o negócio e, caso seja um problema, começamos a lidar com isso de maneira aberta? Allen toca na hipocrisia nossa cotidiana com versos como:

So you've got a prescription,/Então você pega uma receita,
And that makes it legal./E a coisa se torna legal.
I find the excuses,/[Mas] Eu acho as desculpas
Overwhelmingly feeble./Terrivelmente fracas.


Nesta sociedade pós-Amy Winehouse, esta posição [na minha opinião] parece a mais sensata. Em Fuck You, como citei em minha review [um post abaixo], ela lança sua língua ferina ao ex-presidente americano George W. Bush. Mas, inteligentemente, sua letra generaliza uma personalidade não muito rara em sua nossa geração:

Look inside, look inside your tiny mind, then look a bit harder
Olhe dentro, dentro de sua mente minúscula, e depois olhe mais ainda
Cause we're so uninspired, so sick and tired, of all the hatred you harbour
Porque já estamos cansados e sem inspiração com todo o ódio que você nutre
So you say it's not OK to be gay, well I think you're just evil
Então você diz que não é certo ser gay, bem, acho que você é apenas mau
You're just some racist, who can't tie my laces
Você é apenas um racista, que não me convence
Your point of view is medieval
Seu ponto de vista é medieval

Porém Allen não pára por aí.

Alright, Still [2006] era bem raivoso. Allen guardava rancor do namorado traíra, destratava os sexualmente desinteressantes e não perdia uma briga com garotas nojentas. Tudo muito humano, como diriam Billy Flynn e Mary Sunshine, "understandable, understandable"; aí Allen gritou, as pessoas escutaram, mas falaram de volta. De repente era dela que falavam e as pessoas, como ela, raramente foram agradáveis. É provável que por isso em It's Not Me, It's You ela se coloque mais na linha de seu próprio alvo que anteriormente.

A exasperada Back To The Start possui um quê de pedido de desculpas não-específico, parecendo direcionada a todos por quem ela manteve a postura birrenta e irritante. Porém é interessante como ela não se desmancha em cenas dramáticas, apenas assumindo sua culpa nas situações. Em The Fear ela reflete sobre a obsessiva cultura da fama e como nós geralmente a confundimos com sucesso, sempre insatisfeitos até que todos tomem conhecimento de nossa existência.

Contudo, falando assim, tudo soa bem sombrio e sério, mas é impossível não dar boas gargalhadas ouvindo o CD. Desde o delicioso sotaque, à afinada voz e cativantes batidas - tudo é parte da personalidade jocosa e sarcática de Allen. Ao falar de um relacionamento na divertida Not Fair ela começa fofa mas logo solta a bomba:

He's not like all them other boys/Ele não é como os outros garotos
They're all so dumb and immature/Eles são tão burros e imaturos

There's just one thing that's getting in the way/Mas só tem uma coisa que atrapalha
When we go up to bed you're just no good/Quando vamos pra cama é péssimo
It's such a shame/É uma vergonha
I look into your eyes I want to get to know you/Olho nos seus olhos, quero te conhecer
And then you make this noise and it's apparent it's all over/Aí você faz aquele barulho e aparentemente já acabou

O mesmo humor se apresenta por todo o álbum, perguntando-se se D-us já usou heroína ou cocaína em Him, e acompanhada por um ótimo acordeon em Never Gonna Happen. Acabou? Não mesmo: Lily Allen também é doce! Se antes ela somente baixa sua guarda em Littlest Things, aqui ela abre o coração sem cair no pieguismo. Who'd Have Known e Chinese têm clichês habituais de letras Pop românticas, mas é adorável como elas soam verdadeiras em meio à honestidade que permeia o álbum, que se encerra em mais uma canção dedicada a um membro da família. Em 2006 ela tirou sarro do irmão mais novo com Alfie, em 2009 ela demonstra amor e zero ressentimentos em relação a seu pai, que raramente era um pai tradicional e presente.

O interessante disso tudo é a proximidade que a vida de Allen parece ter da minha e de muitas pessoas que conheço; ela, que é apenas 2 anos mais nova que eu, se apresenta como alguém que vem crescendo comigo, mesmo com um background bem diferente do meu. E acredito que muitos outros fãs ou apenas ouvintes conseguem se relacionar com isso - afinal, agora ela parece ter problemas de verdade, juntamente com experiências mais edificantes que ficar bêbada e caçar confusão.

Coincidência? I don't think so.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"Please Don't Stay In Touch"

Lily Allen tinha tudo para ser mais uma dessas one-hit-wonders desta primeira década do século. Mas no começo deste ano ela lançou este álbum It's Not Me, It's You, pelo qual eu não movi um músculo de ansiedade [li isso aqui na época que foi publicado, porém não tive muito mais que uma habitual curiosidade]. Entretanto, agora que o álbum vazou e já foi lançado, ele vem adentrando minha pele mais gradualmente que seu Alright, Still [mega hit na minha vida].

A coisa mais interessante de INMIY é que Allen ainda é Allen: provocativa, sarcástica e engraçada. Porém, tudo nela neste novo trabalho está diferente. Primeiramente, repare nas roupas! Graças a D-us os vestidos langains deram lugar aos looks sóbrios, e a postura bêbada e bocuda tem sido substituída por alguém que fala, não grita.

Langain, mas com classe!

Neste segundo álbum ela continua brutalmente autobiográfica, porém há menos festas e socos em garotas ricas metidas a besta. Em "It's Not Me, It's You", Allen adiciona a adoráveis faixas ElectroPop-fônicas, letras mais reflexivas sobre si mesma e o mundo ao qual diretamente se relaciona. E isso que é legal: ela refletiu sem ficar muito dark e deprê. Aliás, mesmo quando ela atinge temas "polêmicos" como D-us [na faixa Him], ela o faz de maneira bem humorística, quase engraçada. Até mesmo quando fala de um tema político já ultrapassado que nem George W. Bush, como ela faz num dos ápices do álbum - Fuck You, a canção soa mais sobre o quadradismo social, do que sobre alguém em específico.

Musicalmente ela também soa melhor. "Alright, Still" tinha óóóóóótimas canções Pop que flertavam tanto com Hip Hop, quanto com estilos não muito habituais como o Ska. Neste, contudo, ela vem de ElectroPop. Manjado? Não quando se tem personalidade forte como Allen. Há uma acusticidade na maioria das faixas, mas elas mantém uma característica caseira que, no caso de Allen, é quase uma marca; faixas como Not Fair e He Wasn't There possuem aquele toque retrô [a primeira é deliciosa meio Country-filme-de-bang-bang], mas não soam pretenciosas como a maioria dos samples-suckers da música Indie Pop atual.

Por isso esta nova maturidade tem me cativado - é como se Allen estivesse na melhor fase da juventude: a que a gente se diverte loucamente, mas sabe que tem mais na vida que sexo drogas e rock'n'roll; ela não parece forçar a vida adulta, como muitas cantoras pop fizeram em seus segundos álbuns [oi Nelly Furtado! Vanessa Carlton!], Lily apenas deixa que a maturidade venha naturalmente. Afinal, 23 anos não são 30!
[Musique: Everyone's At It - Lily Allen]

Razões Para Ser Molier

Eu adoro meu sexo. Eu realmente não sei como viveria sem meu pau. Mas em alguns momentos, não posso negar, eu gostaria de ser molier.

Tiop momentos em que Kate Moss lança nova coleção e a peça aí do lado está no meio. Mas só por essa mesmo, porque o resto achei fraco-quasi-brega.
[Musique: Rehab - Amy Winehouse]

Desejum Com... Cuscuz Café Hot Chip

Depois que vi e me apaixonei por isso...

... eu não poderia mais ignorar este ato electropop do Reino Unido. Mas por enquanto é apenas uma paquera, convidei pra tomar café comigo e tem sido divertido - porém o carnal vai transcender?

Eu adoro quando eles dizem "you're my number one guy" *risos* - mas amor pode ser bem passageiro; e nesses últimos dias, eu nem tenho me empolgado tanto com potenciais romances. Começo a acreditar no que Alais me disse há uns 2 anos, que o homem pra mim não está em Conquista; poranto eu devo me dedicar a virar gente ao invés de virar gente com relacionamentos.

Então Hot Chip, mantenham-me ready for the floor porque I'm not getting into bed anytime soon.
[Musique: Ready For The Floor - Hot Chip]

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Desejum Com... Vicky, Cristina e...


"As duas melhores amigas são ligadas desde a faculdade e compartilham dos mesmos gostos e opiniões sobre quase tudo, mas quando o tema é amor, seria difícil encontrar dois pontos de vistas mais distintos."



É como se Cristina fosse de Áries e Vicky fosse de Virgem. Eu certamente me identifico com Cristina: o espírito livre e loiro, pronta pra se jogar na próxima excitação - muito mais louca e erótica que a anterior. Mas tem uma coisa Vicky muito forte em mim: a determinação pelas definições do que eu quero ou não.

Quer saber do mais divertido?

Meu signo é Áries com ascendente em Virgem! rsrsrs Ao mesmo tempo que sou o ariano típico de ações impulsiva e mente ferina e quente o tempo inteiro - meu lado virginiano muitas vezes [ultimamente muito mais do que antes] ataca com seus metodismos e o hábito de pisar firme no chão.

"Vicky não tolerava a dor e não desejava combates. Era firmada e realista. Suas exigências num homem eram seriedade e estabilidade. Cristina, por outro lado, esperava algo diferente do amor. Ela tem aceitado, relutantemente, o sofrimento como um inevitável componente da paixão profunda, e se resignara em expôr seus sentimentos ao risco."
Mas é justamente por estar mais num meio termo desses dois extremos que eu tomo chá de frutas e flores com as duas tranquilamente. Pela altura do ano [mid-fevereiro] eu já devo estar entrando em meu inferno astral. No passado, este seria meu grande momento de dúvida, meu grande momento Cristina: CRONIC INSATISFACTION!!

Porém, viva 2009! O mundo é diferente mais uma vez, Lucas é diferente de novo e aí Vicky me apóia 100% quando digo que vou me ligar às coisas concretas da vida para passar pela fase obscura sem muitos dramas: o melhor a fazer é se enterrar na biblioteca e se concentrar na tese de mestrado sobre identidade Catalã.
Maaaaaaaaas... não vou mentir que no fundo Lucas ainda seja bem Cristina, esperando alguma coisa mais... mais... "I dunno*"... MAIS! Algo tempestuoso e intenso como:

MIMADA DE MIERDA!! MIMADA DE MIERDA!! MIMADA DE MIERDA!!


Buenos dias!!

*frase clássica de Cristina.

[Musique: Barcelona - Giulia y Los Tellarini]

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Desejum Com... Saint Etienne


Oh boy!! Acordei meio-dia! Levantei direto para mesa almoçar - macarrão com salmão e Saint Etienne. A adorável banda inglesa de Indie Dance está de volta com o novo single Method Of Modern Love.


Uma das coisas que mais gosto em Etienne é a beleza contida na simplicidade de suas músicas. As letras são geralmente românticas, mas com um insight bem inocente e literário num tema mais que vulgarizado na atual vida Pop.


Com sintetizadores que remetem a algum tipo de sonho moderno, Sarah Cracknell encanta, com seus vocais limpos e claros, uma letra que de tão inofensiva te incitar a justamente buscar o tal método do amor moderno: "no rules for foolish hearts/never looking too hard/that's the method of modern love/one touch is never enough/when you start, you can't stop/that's the method of modern love."


Cliché? Yup! Por isso é tão adorável e efetivo.


[Musique: Method Of Modern Love - Saint Etienne]

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A Star Is Born[?????????]

Um artista Pop que se prese, tem de cuidar da imagem. Nada de aparência física, a imagem a qual me refiro é o significado que o signo causa à mente da pessoa quando se menciona determinado artista. De todos os ótimos e hypes do Pop por aí, para mim, é Lady Gaga a campeã da imagem. Por um simples motivo: nunca se sabe qual é a verdadeira cara dela.

Na sessão VideoPhone ali à esquerda está seu mais recente clipe, Eh Eh (Nothing Else I Can Say), no qual é no mínimo divertido notar o quão diferente dela mesma ela é em cada cena. Alguns críticos entediantes podem dizer que há uma superficialidade em não se saber quem é a real pessoa. Eu penso, que não há nada mais excitante do que ter 5mil pessoas numa só. Eu sou um produto da geração pós-Madonna, é normal que para mim termos como "multi" e "pluri" me empolguem mais do que "real" ou "um".

E falando em Madonna, já não é estranho para mim lembrar dela no início de sua carreira quando vejo Lady GaGa. Havia uma ousadia semi-inocente em como Madonna brincava com sua imagem sexual; porém ela acabou fazendo
tudo o que fez e hoje em dia brincar de prafentex é... tão Christina Aguilera.





É aí que Lady GaGa vence. Ninguém se parece com Lady GaGa e ela não se parece com ninguém. Se sua atitude é parecida com a de early-Madonna é porque esta foi uma dos percussoraes de um comportamento. Contudo, a persona de GaGa tem uma agressividade diferente por adicionar um adorável kitsch-drama à sua performance, um camaleonismo às vezes caricato porém recheado de humor. É engraçado como ela brinca com o fetish ocidental em relação à semi nudez, e como ela vende suas visões com humor ácido e bom sarcasmo. Ela é basicamente a única criadora de sua imagem, com suas referências e interpretações da Pop Art [além de produtora ativa de seus álbuns, se isso for importante neste caso].






One-hit-wonder [artista de um sucesso só]? Ou estaríamos presenciando o surgimento de uma nova integrante da Realeza Pop?

Desejum Com... Ziggy Stardust

Primeiro eu me despertei com as strippers - mas era ele quem eu realmente esperava para comer. [Pardon le trocadilho noob. u_u]*

Este foi um fds do rock, o Rock 'n' Prol, organizado pela galera do ACRock [Associação Conquistense de Rock] - eu mais uma vez tentava fazer a linha caseira, porém a noite chama e o resultado foram dois dias de diversão num dos estilos mais ignorados por mim: good old Rock 'n' Roll.

Porém foram as influências e vontades que me atiçaram nessas duas noites; uma delas foi David Bowie - artista omnipresente por toda a cultura pop e que Lucas sempre admirou com uma certa distância. Portanto, resolvi convidá-lo para um bom e forte coffee...

[Musique: Starman - David Bowie]

*estes posts estão ficando a cada dia mais psicóticos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Desejum With... In The Back Of Van

Se alguém acompanhasse minha vida por aqui acharia que vivo pra tomar café da manhã; porém minha primeira conversa imaginária do dia foi exatamente esta abaixo.


Lucas: "Hey wassup
Stevie Nicks!"


Ladyhawke: "Hi Lucas, no... it's Phillipa - I gotta a question."


"I know Pip, you woke me up, so you better have a good one."


"Why do I look so old on my videos?"


"Uhh... OI maybe cos you're too high on being retro!"


"I wanna look young."

"Well... you could start by stopping having LSD before creating your video concepts... but actually nah - they're genius."

[Musique: Back Of The Van - Ladyhawke]

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Desejum Com... ANNIE!!



Iniciando uma nova série nesse blog. Na verdade ela é cópia do The Film Experience - só que ao invés de café da manhã cinemático Lucas sempre tem que ter uma música despertador.


Hoje Annie veio aqui em casa com sua vibe super glam e gritou: WHAT DO YOU WANT, WHAT DO YOU WANT FOR BREAKFAST?!

...e a gente teve coffee, pão com manteiga e marlboro azul.

[Musique: I Know UR Girlfriend Hates Me - Annie]