"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Nota-Mental

Explorar este Universo Paralelo.

[Musique: I'm With Stupid (Pet Shop Boys Maxi-mix) - Pet Shot Boys]

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ChatÓscar


É difícil admitir, mas a cerimônia do Oscar foi loooooooooonga e semi-chata. O show de ontem pode ter sido a prova de que é mais divertido acompanhar a trajetória para os prêmios da Academia do que a premiação per se.


Ou talvez seja justamente este o detrator da transmissão televisiva do prêmio. Em três horas de duração vimos pouquíssimas surpresas, como a coroação de Sean Penn, que ganhou a estatueta de melhor ator no lugar de Mikey Rourke. Por se tornar cada vez mais previsível quanto aos vencedores, o show tem que atrair telespectadores de alguma forma, e apesar de ter momentos divertidos, como o curta de Judd Apatow, que brincou com os filmes indicados e os que tinham tudo menos Oscar bait*, o negócio todo pareceu demorado e entediante para quem não é um adorador de premiações.
Sei que soa injusto e absolutamente frívolo, mas alguém avisa para o povo dos prêmios técnicos que listas com cinco mil e quinhetos nomes são ENFADONHAS! Na primeira hora de show as únicas coisas ótimas foram Penélope Cruz ganhando seu mais-que-merecido Oscar de atriz coadjuvante e Hugh Jackman que além de lindo e charmoso, mostrou que um host do Oscar pode ser mais interessante que aquilo que ele apresenta; sem brinks, quase chorei com o número em homenagem aos musicais estrelando Jackman e Beyoncé Knowles, mostrando porque a cada ano ela se torna uma maravilhosa estrela. A química entre ela e Jackman, juntamente com sua confiança no palco são provas de sua promissora cadeira no hall das grandes divas de Hollywood.
Ainda estou indeciso em dizer se amei ou não como os prêmios de atuação foram apresentados. Eu gostei da idéia de cada indicado ter um/uma padrinho/madrinha; alguns discussos foram emocionantes, como o de Shirley MacLaine a Anne Hathaway, mas 5 longos discussos, antecedidos pela usual montagem dos grandes vencedores em cada categoria, podem ter soado maravilhosos em inglês, mas certamente foram entediantes em tradução simultânea. Além do que, deve ter sido excruciante para Nicole Kidman ter que falar algo de bom da péssima performance de Angelina Jolie em A Troca, como eu sabia que ela estaria mentindo, nem prestei atenção no que ela disse.
*bait = isca; neste caso = quando um trabalho tem chances para indicação ao Oscar.
Por fim listo meus pontos favoritos da cerimônia de ontem:
- BAZ! BAZ BAZ! Foi o momento mais emocionante da cerimônia: o medley dos grandes musicais indicados ao Oscar estrelando Hugh Jackman e Beyoncé Knowles e com Zac Efron, Vanessa Hudgens [High School Musical], Amanda Seyfield e Dominic Cooper [Mamma Mia!].








- O emocionante discusso de Dustin Lance Black ao receber a estatueta de roteiro original, por seu trabalho em Milk... okay, não prestei muito mais atenção além do fato de que ele é LINDO e que meu novo objetivo de vida é fazê-lo se apaixonar por mim.
- Penélope Cruz e Kate Winslet mostrando que é de emoção que todos gostamos em premiações televisadas. Cruz estava tão emocionada que perdoamos a quase total incompreensão do que ela falava. E Winslet deu ao Oscar a prova de que ela deveria ter ganhado muito mais vezes, pois seu discusso fora bonito [o assovio dos pais em meio à platéia foi a cereja do sundae!] e divertido ["I'm sorry Meryl, but you'll have to suck on that!"].
- Robin Wright Penn chorando litrus pela vitória do marido Sean Penn, que terminou seu discusso comemorando a volta de Mikey Rourke. Rourke era meu favorito por esta categoria, tanto que foi chocante [pra mim] quando Penn foi chamado; mas pensando bem, agora, até isso era previsível - apesar de ainda ter preferido Mikey.
- Philippe Petit, tema do documentário vencedor Man On Wire, de brinks com a estatueta e me ensinando que quando se decide fazer uma coquetel do Oscar com seus amigos, a cerimônia NÃO deve ser a atração principal da noite.

[Musique: Keep A Secret - The Whitest Boy Alive]

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Desejum Com No... Chuveiro

Rs... Domingo de Carnaval viva!!!

Domingo de Oscar viva!!!!

Não dormi em casa e já estou saindo.

x.o.x.o.
rsrs

[Musique: Poker Face - Lady GaGa]

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Enough Of Silly Love Songs

Eu saí. Bem mais tarde que a útlima postagem, fui à acupuntura. Porém atrasou e eu tinha que ir à casa de Purki deixar umas coisas pra ele antes que viajasse; então não tive minha sessão e acho que estou um tanto abalado por isso. Estava contando com ela para que a inquietude relaxasse, agora eu tenho que resolvê-la por conta própria.
Porém, é como um ciclo vicioso. Eu entro nessa fossa, fico 24h ou mais triste sem razão aparente - e é isso que digo às pessoas, que não há razão concreta, sabida por mim pelo menos. Mas são apenas palavras que a gente diz pra se livrar das perguntas. Sou do grupo dos que acreditam que todos nós sabemos de tudo que acontece por dentro, especialmente dentro da consciência.
Cá estou com minha melâncolia repentina e infundada, quando me pego ouvindo canções de amor de letras melosas e adoráveis no repeat. Pergunte ao meu iPod quantas vezes escutei Who'd Have Known, do novo álbum da Lily Allen hoje. Isso já diz o bastante sobre meu estado emocional.
Quando cheguei em casa, meu pai perguntou o que eu tenho. Eu disse "nada"; ele replicou "é claro que tem!" Aí eu resmunguei alguma coisa para mim mesmo e me fechei no quarto com Allen. Viu? Ciclo vicioso.
[Musique: Who'd Have Known - Lily Allen (que também era a canção do post anterior, mas eu não queria admitir)]

Desejum Com... The Reds

HA! The reds strike back!!

<--- Miss Holly Golightly chama de "reds" quando a usual melancolia do "blues" ataca de maneira diferente. Não se sabe de onde ela vem, mas você sabe que ela não vai ser curada com uma barra de chocolate ou um pote de sorvete. Talvez um passeio à Tiffany's, porém aqui é Vitória da Conquista, não Manhattan.

Sei lá, odeio entrar neste status emocore de autocomiseração... talvez eu não devesse escrever nada por enquanto. Talvez eu devesse assistir Bonequinha de Luxo, talvez eu devesse escutar meu horóscopo:

"A dúvida não costuma ser uma de suas características, ariano. Está com medo do que afinal? Se cometer algum erro, é só levantar novamente e continuar a caminhada. Pior do que errar é não tentar. O risco faz parte do negócio e neste momento você não tem outro jeito a não ser tentar."

[Musique: zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz]

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Desejum Com... THE FEAR!!


Não, não é The Fear o single de Lily Allen que me acompanhou hoje no café-da-manhã. É outro medo bem constante: meu inferno astral começa semana que vem. Este ano estou bem susse; ano passado fiquei um mês antecipando-o, agora só lembrei dele esta semana. A vida anda boa, sem muito a reclamar a não ser o marasmo da cidade [porém eu escolhi Conquista e enquanto não posso deixá-la, tenho que me conformar e fazer minha própria diversão].

Entretanto, como o inferno astral é a fase de conclusão do seu ano [vá
aqui para ler mais sobre], você começa a recapitular todo o ano anterior. E quando penso no meu 21º ano mal consigo lembrar de tudo: tipo 10 anos num só, ta ligado? Mas não é difícil constatar qual aspecto da minha vida é minha ervilha no colchão: la vie affectionnée, a vida amorosa.

Aí de repente Lucas levantou da cama, ligou este laptop, pôs Pussycat Dolls pra dar aquela sacudida na bunda cabeça, mas esta só pensava em universos alternativos onde ao invés de Pussycat Dolls, quem me acordaria seria alguém lindo e adorável que faria meu café sem eu precisar sair da cama.

Quis vomitar? Acredite, eu também! Porém é fato: apesar de eu estar muito bem resolvido e até aliviado com a minha solteirice [todos os relacionamentos ao meu redor parecem estar em mini-caos, os quais eu não teria muitas forças no momento] - neste inferno astral, acredito que o incômodo ainda vai ser pensar que estou completando mais um ano sem ter a experiência de um relacionamento. Este é THE FEAR!

Mas depois que o constatei, resolvi dar uma olhada no meu horóscopo e eis o que
Esotérico me disse sobre Áries hoje:

"Fase boa para o amor e as finanças que se estende até abril. Aproveite para colocar em ordem questões que tem tirado seu sono desde ano passado. Apesar de a vida social pedir sua constante presença, o período que antecede seu aniversário sempre é um momento de reclusão e reserva de energias. Poupe-se."

Ohh juh juh... um pouco de otimismo não dói né!

[Musique: Who'd Have Known - Lily Allen]

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Recordações

Ontem à noite encontrei com duas amigas, tomamos umas cervejas, fumamos e conversamos. Elas contavam como no Universo Paralello, especialmente depois do Reveillon, as pessoas têm noções de tempo diferentes, criando assim diversos universos convivendo num só.
É engraçado como não é necessário se retirar de sua rotina normal, indo para um mega festival de cultura alternativa, para você notar como percebemos o tempo diferentemente. Sempre gosto, por exemplo, de no dia após uma noite de loucuras - daquelas que rendem e de repente você já está no dia seguinte, - recapitular todo o processo, desde o prólogo até o momento presente. Seila, é meu ego de escritor querendo sempre lembrar dos detalhes e de todas as anedotas dos acontecimentos.
Ontem, também, comecei a assistir Amarcord de Fellini e, conforme eu chegava no fim, ia tomando ciência de que justamente o mais adorável dos filmes dele é essa aparente não-coesão dentre os acontecimentos. Dos dois filmes que vi dele, este e A Doce Vida, ambos são recheados de acontecimentos quase soltos das vidas das personagens.
Estou longe de dizer que os filmes de Fellini não têm linearidade e que os acontecimentos do roteiro não têm propósito. Contudo, as coisas não parecem acontecer para desencadear outras; em "Amarcord" [que está mais fresco na memória] o roteiro parece não passar de uma série de recordações [e foi este o título dado em português] de uma cidadezinha italiana lá pela década de 1930.

*la gradisca [centro]*

É sabido que o filme é meio autobiográfico, mas nenhuma das histórias leva a outras ou a um clímax geral, digamos que o filme não é sobre um fato específico daquela cidade, nem mostra os acontecimentos como tijolos para este fato. E aí reside a genialidade do roteiro, pois ele se aproxima ao máximo da vida.

Ontem também vi um vídeo noob sobre isso, sobre a vida ser feita de acontecimentos. E na nossa percepção diária [e limitada] do tempo é assim que as coisas se apresentam. A maioria de nós [acho que graças a dios] não vive pensando que cada ação instantânea é pavimento para o futuro, apenas vivemos e pronto. Mas por saber disso e ser obcecado pelo tempo que acredito nas recordações e em mantê-las vivas dentro de mim.

Desejum Com... Ana Maria Bre Braga

ACOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORDA MENIIIIIINE!!

Há anos eu não vejo TV convencional. Como não tenho TV a cabo, não assisto TV nenhuma - apenas a ligo para ver filmes e... dormir! Aham, depois que aconteceram fenômenos metafísicos estranhos durante meu sono, eu não consigo dormir em silêncio e brêu completo.

Assim, durante a semana eu acordo sempre quando está passando Mais Você, com Ana Maria Braga falando alguma baboseira de auto-ajuda ou, por sorte, alguma receita maravilhosa que me faz pular da cama e começar o dia ótimo!

O mais divertido de Ana Maria Braga é que ela é daquelas figuras públicas meio detestáveis. Há algo levemente sexista em seu programa de variedades para donas-de-casa, ela é politicamente de direita [e do tipo que faz campanha], e tudo nela é extravagante do jeito errado: seu cabelo oxigenado destoa completamente do bronzeamento artificial, sem contar que tem mais botox em sua cara do que órgãos.

*ate tu googoooooooooool!!*

Porém, Ana Maria Braga é um dos melhores guilty pleasures da televisão brasileira. Primeiramente ela realmente te rouba pela boca. Pense nesta pessoa que vos escreve, na fase mais diariamente bêbada, acordar com aquela semi-ressaca e ser recebido com S.O.S.s de Chocolates ou Macarrões com Shitake! E considerando que tenho apreço mortal pela culinária [aka eu como pra caralho!], eu não consigo imaginar que uma pessoa que me acorda com todas essas comidas seja completamente detestável. A não ser que ela na verdade seja a bruxa João e Maria.

*casa da Ana Maria Braga*

Desta forma, eu simplesmente saí do armário há algum tempo e assumi que Ana Maria Braga é MAAAAAARA! A ponto de eu querer conhecê-la pessoalmente e obrigá-la a ser minha amiga!

*risors*

[Musique: Chinese - Lily Allen]

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Desejum Com... Brazilian Girls

Algo que não acontecia há muito tempo aconteceu. No meio da Awards Season tem um prêmio que foi o primeiro em que viciei: o Grammy. Eu amava torcer pelos meus nomes favoritos do Pop e inevitavelmente conhecer outros. Isso até eu perceber que os Grammy são um dos prêmios mais industrializados da Awards Season. Eles sim têm mais a ver com quantidade do que qualidade.

Aí um dia, só por curiosidade, resolvi ver os indicados ao Grammy deste ano. Fiquei beeeem entediado mas aí li os indicados a Melhor Álbum de Electronic/Dance:

New York City - Brazilian Girls [Verve Forecast]
Alive 2007 - Daft Punk [Virgin Records]
Bring Ya To The Brink - Cyndi Lauper [Epic]
X - Kylie Minogue [Capitol/Astralwerks]
Last Night - Moby [Mute]
Robyn - Robyn [Konichiwa/Cherrytree/Interscope]

Q/ Brazilian Girls?! Q ISO/?

"Brazilian Girls é uma banda de Nova Iorque conhecida por sua mistura eclética de música eletrônica e dance music com estilos musicais tão diversas como o tango, chanson, house e lounge. Nenhum dos membros são realmente do Brasil e a única mulher da banda é a vocalista Sabina Sciubba. Outros membros incluem o tecladista Didi Gutman, o baterista Aaron Johnston e ex-baixista Jesse
Murphy
.
"

- Wikipedia



Claro que fiquei curioso! E foi isso que aconteceu, o Grammy me influenciou na busca por música, o que não acontecia há séculos. Este episódio tem uns quinze dias de acontecido, desde então Brazilian Girls é constante em vários momentos raxantes da vida. rs

E hoje, que acordei em cima do laptop - já que pouco depois da meia-noite eu ainda escrevia por aqui, - foram eles quem me acordaram. Mas sentar na frente do computador e usar a Internet implica em às vezes se perder fazendo outras coisas menos o que deveria: desejum!





[Musique: Pussy - Brazilian Girls]

"Everyone's At It"

Continuando a minha Allen-ização estou de cara com as letras deste novo álbum! Já disse que elas continuam controversas, mas longe da convenialidade do Pop atual.

Britney Spears e seu novo single têm causado polêmica devido ao trocadilho entre a pronúncia da frase If You Seek Amy e F-U-C-K Me [em inglês]. Mas sabe o quê? Tricks are for kids! Travessuras são para crianças! Neste novo álbum Lily Allen mostra a Britney e afins o que é contar você mesmo a sua história. Lily não apenas discorre sobre temas, sejam eles gerais ou pessoais, ela transmite uma opinião madura e forte.


Not A Girl, Still Hardly A Woman

Em Everyone's At It ela abre o álbum com um insight genial sobre as drogas. Em seu discusso ela é direta e honesta, dizendo que as pessoas as usam o tempo todo. "I get involved/ But I'm not advocating" ["me envolvo, mas não estou advogando], ela diz, então por quê não admitimos o negócio e, caso seja um problema, começamos a lidar com isso de maneira aberta? Allen toca na hipocrisia nossa cotidiana com versos como:

So you've got a prescription,/Então você pega uma receita,
And that makes it legal./E a coisa se torna legal.
I find the excuses,/[Mas] Eu acho as desculpas
Overwhelmingly feeble./Terrivelmente fracas.


Nesta sociedade pós-Amy Winehouse, esta posição [na minha opinião] parece a mais sensata. Em Fuck You, como citei em minha review [um post abaixo], ela lança sua língua ferina ao ex-presidente americano George W. Bush. Mas, inteligentemente, sua letra generaliza uma personalidade não muito rara em sua nossa geração:

Look inside, look inside your tiny mind, then look a bit harder
Olhe dentro, dentro de sua mente minúscula, e depois olhe mais ainda
Cause we're so uninspired, so sick and tired, of all the hatred you harbour
Porque já estamos cansados e sem inspiração com todo o ódio que você nutre
So you say it's not OK to be gay, well I think you're just evil
Então você diz que não é certo ser gay, bem, acho que você é apenas mau
You're just some racist, who can't tie my laces
Você é apenas um racista, que não me convence
Your point of view is medieval
Seu ponto de vista é medieval

Porém Allen não pára por aí.

Alright, Still [2006] era bem raivoso. Allen guardava rancor do namorado traíra, destratava os sexualmente desinteressantes e não perdia uma briga com garotas nojentas. Tudo muito humano, como diriam Billy Flynn e Mary Sunshine, "understandable, understandable"; aí Allen gritou, as pessoas escutaram, mas falaram de volta. De repente era dela que falavam e as pessoas, como ela, raramente foram agradáveis. É provável que por isso em It's Not Me, It's You ela se coloque mais na linha de seu próprio alvo que anteriormente.

A exasperada Back To The Start possui um quê de pedido de desculpas não-específico, parecendo direcionada a todos por quem ela manteve a postura birrenta e irritante. Porém é interessante como ela não se desmancha em cenas dramáticas, apenas assumindo sua culpa nas situações. Em The Fear ela reflete sobre a obsessiva cultura da fama e como nós geralmente a confundimos com sucesso, sempre insatisfeitos até que todos tomem conhecimento de nossa existência.

Contudo, falando assim, tudo soa bem sombrio e sério, mas é impossível não dar boas gargalhadas ouvindo o CD. Desde o delicioso sotaque, à afinada voz e cativantes batidas - tudo é parte da personalidade jocosa e sarcática de Allen. Ao falar de um relacionamento na divertida Not Fair ela começa fofa mas logo solta a bomba:

He's not like all them other boys/Ele não é como os outros garotos
They're all so dumb and immature/Eles são tão burros e imaturos

There's just one thing that's getting in the way/Mas só tem uma coisa que atrapalha
When we go up to bed you're just no good/Quando vamos pra cama é péssimo
It's such a shame/É uma vergonha
I look into your eyes I want to get to know you/Olho nos seus olhos, quero te conhecer
And then you make this noise and it's apparent it's all over/Aí você faz aquele barulho e aparentemente já acabou

O mesmo humor se apresenta por todo o álbum, perguntando-se se D-us já usou heroína ou cocaína em Him, e acompanhada por um ótimo acordeon em Never Gonna Happen. Acabou? Não mesmo: Lily Allen também é doce! Se antes ela somente baixa sua guarda em Littlest Things, aqui ela abre o coração sem cair no pieguismo. Who'd Have Known e Chinese têm clichês habituais de letras Pop românticas, mas é adorável como elas soam verdadeiras em meio à honestidade que permeia o álbum, que se encerra em mais uma canção dedicada a um membro da família. Em 2006 ela tirou sarro do irmão mais novo com Alfie, em 2009 ela demonstra amor e zero ressentimentos em relação a seu pai, que raramente era um pai tradicional e presente.

O interessante disso tudo é a proximidade que a vida de Allen parece ter da minha e de muitas pessoas que conheço; ela, que é apenas 2 anos mais nova que eu, se apresenta como alguém que vem crescendo comigo, mesmo com um background bem diferente do meu. E acredito que muitos outros fãs ou apenas ouvintes conseguem se relacionar com isso - afinal, agora ela parece ter problemas de verdade, juntamente com experiências mais edificantes que ficar bêbada e caçar confusão.

Coincidência? I don't think so.