"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

NoobTimes: Langanhagem

Definição:
Langain é um adjetivo que não sei de onde veio, só sei que é a melhor gíria para definir pessoas largadas na vida. Ser langain é uma arte, porém tem de ser feita com classe. Pourquoi? Parce que uma pessoa totalmente langain é entediante; o langain classudo é uma pessoa interessante com aspectos de langanhagem.
Lucas, por exemplo, cuida vida mas sempre tem partes de sua vida que nunca funcionam [oi love life!]. Auto-indulgência? Langain!
X da questão:
Continuando os dias de férias no modo de procrastinação constante, adicionei gadgets na barra lateral à esquerda do blogo.
  • VideoPhone = duh! Vídeo/música/whatever-on-youtube que bomba minha cabeça no momento.
  • Crush = atual(s) amor(s) da vida.
  • Weekly Cocaine = vício musical da semana.
Mas quem se importa? Alguém lê isso aqui com frequência nessa vida? rs Mas tiopasim: fingir que seu blog é pop é ultimately langain.
/fikdik
[Musique: Poker Face - Lady GaGa]

Momento de Histeria 2009

Arranjei um novo guilty-pleasure. Talvez este seja o pior de todos na minha vida.
*yes, drama-queen mode on*

O problema delas é que é tudo muito divertido, por pior que seja a qualidade artística. Tem horas que o fuck-it é ligado e quem toma conta da sua vida são os quadris. If you know what I mean... u.u


Momento de Histeria 2007*

[Musique: Watcha Think About That - Pussycat Dolls]

*2008 foi um ano susse.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Viva Oscar Season!!

Enquanto as aulas não começam, Lucas se diverte com sua época do ano favorita: Oscar Season.

Para os desavisados, de outubro de um certo ano até o dia 22 de fevereiro do ano seguinte acontece a temporada de premiações no Cinema. Claro que durante todo o ano há festivais com seus respectivos prêmios [o Berlinale entrega seus Ursos agora em fevereiro, por exemplo] - contudo é a partir de meados de setembro que as premiações começam a dar uma prévia daquilo que será considerado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS) como os melhores do ano na Sétima Arte.

Os
indicados já saíram e este ano, ao invés de me enlouquecer com os possíveis, decidi ir direto ao ponto, baixando os filmes indicados ao prêmio. Mas para um Oscar-freak como moi é toda a temporada que excita. Em sua edição de fevereiro, a mega-revista americana Vanity Fair lança sua Hollywood Issue com ótimas matérias e ensaios fotográficos de tirar o fôlego de qualquer maníaco pelo glamour hollywoodiano. Reflita o que Annie "D-us" Leibovitz aprontou para a revista no ensaio Directors/Actors.





Mais
aqui.

[Musique: When I Grow Up - Pussycat Dolls]

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

L.E.A.V.E.!!!!!!

Yes yes essa moça está na onda retro-crap que eu tanto desprezo. Mas com vídeos lindos assim ela pode fazer o que quiser!

A pessoa que souber como conseguir mp3s de VV Brown em ótima qualidade por essa web de meldels eu faço sexo virtual durante um ano!*
*é brinks! u.u

domingo, 25 de janeiro de 2009

NoobTimes: Oh What A World!!

Às vezes eu fico de cara como o mundo realmente parece estar confuso em relação ao que é real e ao que não é.
Aqui vai uma noobtimes confession: eu tenho perfil no manhunt. Desde que saí do armário eu tenho perfis nesses shoppings de "escambo sexual". rsrs Devo soar um tanto amargo com esse termo, porém hoje percebo que ninguém ali está interessado de verdade em atingir níveis mais profundos de convivência [e nem estou falando de namoro].
Factum número uno - as pessoas são ultra preconceituosas: a maioria dos perfis diz coisas como "estou em busca de amizade" para posteriormente dizer "não curto afeminados." Beleza - afeminados também não fazem meu estilo, mas qual o problema em conhecê-los?
Factum número dos - desde que quando mudaram a ordem natural das coisas e você passa a conhecer o pau de uma pessoa antes de ver seu rosto? A maioria das pessoas nesses sites só estão interessadas em trepar umas com as outras. Eu confesso que minha intenção principal também é essa na maioria das vezes... mas eu nunca farei sexo apenas com um pau ou uma bunda - eu gosto de rostos!
Então motherfuckers, mostrem seus rostos! Porque é eles que vocês mostram na rua, não suas partes íntimas!
[Musique: So What - P!nk]

domingo, 18 de janeiro de 2009

Le Bitch e a Ervilha

Há a fábula da princesa que tem problemas de sono e manda que coloquem um colchão sobre o outro para ver se consegue dormir melhor. O tempo passa e a criatura passa a dormir numa pilha gigantesca de colchões, mas seu sono continua uma merda. Até que alguém vai lá e descobre que havia uma ervilha sob o primeiro colchão, o da base. Moral da história: não importa o tamanho, mas um único probleminha é capaz de estragar toda a vida [na cabeça do vivente].
Nem sei qual o autor dessa historinha, mas engraçado ou não, foi ela quem se manteve em minha mente por toda a infância; detalhe: só devo tê-la lido uma única vez. Será minha sina nunca estar satisfeito por existir um aspecto da minha vida que não está legal?
Pelo menos não estou passado da vida por causa de homem nenhum. Mas o problema agora tem a ver com amor e essas merdas todas que a gente põe na cabeça quando se sente a necessidade de ser amado por tudo e todos. É que nem diz a filósofa Kylie Minogue: "you don't need love it's a question of obsession."
[Musique: Obsession - Kylie Minogue]

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Diariamente

Ontem comecei a ler Henry & June, da minha amada Anaïs Nin.

Pra quem não sabe Nin foi uma das maiores escritoras da literatura erótica do século XX. Mas foram seus diários que a tornaram uma escritora de renome, descrevendo a vida e o estilo de vida de um grupo de artistas como D. H. Lawrence e Henry Miller, de quem ela foi grande amiga e amante. Com Miller e sua esposa June Mansfield ela teve um triângulo amoroso intenso e disso se trata o livro que estou lendo, que na verdade transcreve os diários de Nin de outubro de 1931 a 1932.

O que mais me excita em Nin é que ela é um dos paradigma modernos do intellectual intercourse. Quando descrevia o sexo em seus contos e romances, ela, entusiasta de Freud, sempre o descrevia com profundidade psicológica, até mesmo porque havia muito dela em suas personagens. Há alguns anos eu li seu romance Uma Espiã na Casa do Amor e era como se lesse trnascrições de uma sessão de análise.

Ontem, li uma passagem que pareceu fechar uma lacuna quanto ao entendimento do que ocorre na minha vida. It goes:

"A vida de instintos liberados é composta de camadas. A primeira leva à segunda, a segunda à terceira e assim por adiante. No final leva a prazeres anormais. [...] Experiências físicas, sem as alegrias do amor, dependem de distorções e perversões para o prazer. Prazeres anormais matam o gosto pelos normais."



[Musique: Devil Wouldn't Recognize You - Madonna]

domingo, 11 de janeiro de 2009

"Get Back Back To The Track"

Foram 10 dias de paraíso. No último minuto eu e alguns amigos decidimos viajar pra Boipeba, uma ilha aqui da Bahia. Nunca pensei que ia gostar tanto de praia como desta vez.

Mas a volta pra Conquista implica no retorno à vidareal e há muito o que se fazer em 2009. Mas como hoje é domingo, prefiro babar no novo namorado de Kylie Minogue, o modelo espanhol Andrés Velencoso.


[Musique: Bum Like You - Robyn]

domingo, 28 de dezembro de 2008

As Músicas de 2008

É a primeira vez que escrevo minha lista anual de músicas neste blog e eu já começo me interropendo para curtir uma das canções mais emblemáticas do ano: Off The Wall do Michael Jackson...

Desde que comecei a listar as canções mais importantes do meu ano, esta lista tem sido uma obsessão para mim. Contudo, em 2008, enquanto a cada mês o mundo da música me excitava e surpreendia cada vez mais (e eu instantaneamente pensava neste post), eu fui me des-nerdizando e me ocupado menos com pré-listas e essas coisas internéticas. No primeiro semestre eu ainda criei a Balada do Stalker, uma postagem semanal que demonstrou como eu me aproximava à crítica britânica e encontrava a cada semana a nova sensação da música. Porém depois da Itália fadiguei da vida virtual e me joguei na boemia.

Mas esta lista já é parte essencial da minha vida e deixar de fazê-la seria um crime. Em 2008 descobri mais divas, presenciei o retorno triunfal de outras e internalizei a eterna batalha entre o mainstream e o alternativo.


The Bubbling-Under:


20. "Like You'll Never See Me Again" de Alicia Keys/"Lamento" de Céu
A primeira, apesar de parecer tema de um episódio qualquer de Felicity, moveu meus melhores e solitários momentos romantico-novelescos. A segunda foi uma das favoritas dos momentos psicodélicos e pores-do-sol durante o ano.


19. "Wikked Lil' Grrrls" de Esthero
Esthero foi uma das descobertas mais gostosas do ano. Essa música, que mistura Hip Hop e Jazz, tinha a charmosa canadense cantando com tantas vozes diferentes que parecia uma girl band qualquer, só que harmonizada de verdade.


18. "Nanny Nanny Boo Boo" de Le Tigre
Tive um momento
Electroklash este ano e Le Tigre é minha banda favorita. Essa canção é uma piada deliciosamente poser ao culto da fama.


17. "Let Me Know" de Róisín Murphy
A molier mais sensual da cena [Dance] Electronica. LMK é uma das canções mais românticas e sexy da música Pop e tem um dos clipes mais gostosos que vi este ano.


16. "Warwick Avenue" de Duffy
Sim, eu gosto mais de Duffy do que de Winehouse e esta me vem no auge do drama-queenismo.


15. "Rapture" de Blondie
Contendo o rap mais cool da história do Pop, Rapture é a canção de abertura dos shows da minha banda imaginária.


14. "Let's Reggae All Night" de CSS
Durante meses meu lema foi "if you want, my friend, we can drink in the afternoon". Resultado: depois de meses alcoólicos, um dia resolvi comer um sanduíche natural e passei a noite vomitando. Moral da história: continue junkie. Viva CSS!!


13. "Boyz" de M.I.A.
Seja "missing in action" ou "missing in Acton",
estes dois termos não são suficientes para resumir a genialidade da dona deste codenome: Mathangi "Maya" Arulpragasam. "Boyz", de seu segundo álbum Kala, é o ideal estético da mistura entre Dance, World Music [apesar de este ser um termo pobre para falar de M.I.A.] e letras políticas.


12. "Like A Drug" de Kylie Minogue
Minogue faz parte do grupo de artistas que nunca me decepcionam. Esta faixa sexy e sugestiva, do X, foi a que mais reverberou este ano.


11. "Modern Love [Mark Moore & Kinky Roland Vox 12" Mix]" de Kish Mauve
Mima me faz pensar em artsy deevas como Edie Sedgewick ou Twiggy. Ela tem a sensualidade e beleza frias que Ladyhawke esqueceu na Nova Zelândia.


Top 10:


10. "Migrate" de Mariah Carey
Factum #1: eu não gosto de Mariah Carey.

Factum #2: eu nunca sou rígido quando o que ela faz, no mínimo, me diverte.

Este ano Carey lançou a sequência do seu ultra-hype álbum de 2005, The Emancipation Of Mimi, o E=MC². O álbum recebeu críticas mistas e não agradou muito aos fãs; quanto a mim, amey!, talvez porque em sua tentativa de mostrar que tem o cérebro na cabeça e não nos peitos, brincando com a
equivalência de massa-energia de Einstein, Mariah não parece muito com a Mariah gritadeira e entediante de sempre.

"Migrate" tem uma das aberturas mais deliciosas da música Pop de 2008, além de Carey fazer o que ela faz melhor que ninguém: letras auto-celebrativas que, na verdade, são divertidas.



09. "Black And Gold" de Sam Sparro
Minha descoberta masculina favorita: Sparro é talentoso, lindo, australiano e gay! rsrs Não que o último adjetivo seja premissa para eu gostar de um artista, mas é que fantasiar sexo com ele é muito mais real do que com Julian Casablancas, por exemplo. "Black And Gold", melhor faixa de seu álbum de estréia, tem uma letra ultra-romântica que sempre me mata e foi um dos mais gostosos singles de ElectroPop do ano, além de ter embalado as viagens a Roma.



08. "American Boy" de Estelle
Tida como a maior revelação do ano em Hip Hop, Estelle foi a primeira artista do gênero que eu realmente gostei. Depois dela, me abri para o maravilhoso mundo do Hip Hop.


Com participação de Kanye West [gênio!], "American Boy" é daquelas músicas radiofônicas que você não tem vergonha em admitir que adora, até mesmo porque ela é muito boa!

Lá estava eu no banco de trás do carro do ex-marido da minha prima, na minha última noite na Itália, ao lado do meu primo italiano [e lindo, importante frisar] ouvindo uma "mix-tape" que ele havia criado e não pude evitar em me sentir feliz quando essa música tocou e ambos a cantamos de cabo a rabo.



07. "Je Veux Te Voir" de Yelle
Descobrir Yelle foi uma das coisas mais divertidas do ano. Como toda francesa, Yelle é chic e glamurosa, mas foi a aurea despojada e blasé dela que me conquistou. IndiePop na forma de se vestir e sacana na maneira de fazer música, as canções de Yelle são excitantes por suas letras explícitas, mas acima de tudo, pela maravilhosa produção perfeita para qualquer dancefloor.



06. "Electric Feel" de MGMT
Momento mais Indie do ano, MGMT foi recebido por mim com certa resistência. O hype ao redor deles me irritava no começo, porque o psicodélico álbum, Oracular Espectacular, parecia uma modernização-faux do rock progressivo de 1970. A mania do mundo indie em copiar por copiar o passado [descaradamente chamada de retrô] sempre me irritou, mas no fim eu saí perdendo, porque a música da dupla é gostosa e bonita.

"Electric Feel" fala dos choques que sentimos quando vemos a criatura por quem temos aquela queda... e D-us sabe como eu sou viciado nesses choques.



05. "Paparazzi" de Lady GaGa
A adição mais recente deste ano é
Lady GaGa, meu novo objeto de adoração Pop. "Paparazzi", segundo Germanotta, é de fato uma canção stalker, mas muito mais sobre nossa obsessão diária pela vida dos famosos, perpetuada pelos amados/odiados paparazzi. Para mim, é romântica, dramática e ótima de cantar junto, como toda canção pop deve ser.



04. "That's Not My Name" de The Ting Tings
Jules De Martino e Katie White, The Ting Tings, são a personificação atual do cool. Melhor lançamento ElectroPop do ano eles são posers, porém talentosos - por isso
renderam bantante conversa aqui ao longo do ano.

"That's Not My Name" além de ser uma genial canção de Electro que sempre bota geral pra dançar rockermente, tem uma divertida letra sobre o desprezo da indústria da música por artistas que não seguem modelos e padrões. A letra também sintetiza a biografia da dupla, que foram sacaneados por gravadoras e tal até alcançarem o estrelato chegando ao topo das paradas britânicas, com essa faixa.



03. "Womanizer" de Britney Spears
Sim, ela tem sido uma das criaturas mais chochadas dos últimos anos, porém este ano Britney Spears voltou MESMO!!! Apesar de ainda não ser tão completa quanto gostaria que ela fosse, eu não consigo negar que ela evoluiu e muito como artista. Circus É um dos melhores álbuns do ano e a prova que Spears é capaz de fazer coisas realmente boas. Eu já percebera isso ano passado com o Blackout, mas só com a
review que escrevi pro álbum deste ano que consegui expressar meus argumentos sobre a evolução de Britney Spears: é como se ela tivesse finalmente vivido e agora há histórias para contar.

Apesar de hoje Womanizer não ser das minhas favoritas do "Circus", ela foi importante no ano como o marco do grande retorno de Spears às graças do mainstream.

Britney's top 5:
a. Womanizer
b. Kill The Lights
c. If U Seek Amy
d. Phonography
e. Shattered Glass



02. "My Love Is Better" de Annie
Passei praticamente o ano inteiro acompanhando Annie. Quando soube que ela estava produzindo seu segundo álbum e que ele seria lançado este ano, revisitei sua discografia, procurei conhecer suas referências e ansiei por cada faixa nova que aos poucos ia vazando. 2008 foi o ano em que ser fã de Annie se tornou importante para mim, porque me toquei da maturidade subestimada que ela possui como artista. Infelizmente Don't Stop [apesar de vazado em sua completude] não será lançado este ano e corre um risco de não ver a luz do dia: a Island Records fez com Annie o que a Mercury Records fez com White e De Martino. E agora sem gravadora, ela continua a compor e produzir mais faixas para seu novo álbum, que eu espero que realmente seja lançado.

"My Love Is Better" [produzida por
Xenomania] é uma faixa essencialmente Pop, com refrão grudendo, sintetizadores fritantes e pose de Diva.



Annie's top 5:
a. My Love Is Better
b. I Know Ur Girlfriend Hates Me
c. I Can't Let Go
d. What Do You Want [Breakfast Song]
e. Marie Cherie




01. "Heartbeat" de Madonna
Inicialmente eu já fui logo dizendo que Hard Candy era uma porcaria. Semana passada li um artigo do Washington Post que explicava essa relação fã de Madonna X trabalho novo de Madonna: quando Madonna lança novo álbum [e consequentemente toda uma nova proposta artística e imagética] a maioria dos fãs gastam horas explicando porque odiaram o novo álbum, para depois de algumas semanas voltarem a encher os ouvidos dos amigos explicando porque mudaram de idéia.

Comigo e "Hard Candy" foi a mesmíssima coisa. Eu não conseguia compreender como era possível um álbum de Madonna no qual Madonna não fosse a estrela única e exclusiva. Ao trabalhar com produtores mega-hypados e não com seres do submundo da indústria, ela saiu de sua zona de conforto e fez um álbum no qual ela dividia o holofote. O que me conforta como ser humano e crítico é que não só os fãs, mas também boa parte dos críticos não captaram de início que este fora um movimento tão premeditado quanto todos os outros de seus 25 anos de carreira.

Madonna em 2008 completou 50 anos e mais uma vez o mundo exigia dela um comportamento e, mais uma vez, ela se recusou a segui-lo. Meses depois de lançado o álbum, ela entrou em turnê mundial com a Sticky & Sweet Tour. Foi quando escutei as reinvenções musicais da turnê e li sobre o conceito do espetáculo que eu finalmente entendi que Madonna realmente não era mais a mesma, graças a D-us!

O show foi concebido como uma colcha de retalhos musical, como um álbum/show de Hip Hop, abusando do uso de samples e referências visuais diversas. A auto-celebração era mais que compreensível, afinal, como diz Purki "Madonna é uma pessoa que imortaliza imagens"; e ela agora entrava num momento da vida [a terceira idade] em que não só sua imagem mas como o seu todo é rejeitado pela sociedade. Ainda assim Madonna não provou apenas que tem muito a dizer e a fazer, como ainda é capaz de nos atrair com aquilo que justamente se diz ser recusável numa mulher de 50: a imagem.


"Heartbeat" é pra mim a melhor faixa do HC. Pharrell mostrou a faixa já pronta a Madonna, com os vocais de uma das strippers do Pussycat Dolls; Madonna adorou, porém reformulou a canção, que falava de amor e sexo no habitual estilo Pop/R&B, transformando-a numa ode à dança e à música. No começo, Madonna queria ser dançarina e com essa faixa ela parece explicar porquê. "Heartbeat" é a melhor descrição do quanto a música e a dança são capazes de tornar qualquer mortal em deuses, como a própria Madonna.

Comecei este artigo falando sobre Off The Wall do Jacko, que tem a mesma premissa de "Heartbeat". O que faz de Heartbeat uma sequência melhor da linda música do Rei do Pop é o fato de ela ser simples e direta; de certa forma, serve como um hino à vida noturna e aos amantes do dancefloor.


Madonna's top 5:
Este ano eu também realizei meu sonho de ver Madonna ao vivo. Ela encerrou a S&S com cinco apresentações no Brasil e eu assisti aos dois shows do Rio de Janeiro. Foram as experiências mais incríveis da minha vida até agora; muito mais importantes do que fazer sexo, ou passar no vestibular. Isso porque eu vi na minha frente e senti com todo o meu corpo o motivo de eu ter Madonna como minha referência-mor. Portanto, todo o
setlist da Sticky & Sweet estaria facilmente nesta lista.



Menções Honrosas:

- "Echo" de Cyndi Lauper: é meu vício da semana e a canção com potencial de me tornar um admirador real de Lauper.


- "Off The Wall" de Michael Jackson: neste ano eu me tornei um amante da música de Jacko. Sempre o reconheci como Rei do Pop, compreendendo bem seu fenômeno e reconhecendo sua grande importância para a Cultura Pop. Mas só este ano que parei, sentei, ouvi sua música e levantei para dançar com ela. "Off The Wall", o álbum, é meu favorito dele como artista solo - acho inclusive melhor que sua marca maior Thriller; e a canção me remete a um déjà vu que adoro ter quando escuto qualquer música: aquele que você apenas sente e por mais que tente não consegue pensar de onde veio.

- "Déjà Vu" de Beyoncé: DEE-VA!! Beyoncé é a verdadeira Diva do século XXI; uma pessoa que nasce com um ventilador embutido nos cabelos não pode ser outra coisa! "Déjà Vu" é a música de Bey que mais gosto de tocar - estridente, paranóica e terrívelmente romantica. Porém o que mais me atrai em Beyoncé é o apelo que ela tem: por mais que pareça errado o que ela esteja fazendo, de repente você se encontra amando; e não é só coisa frívola, mas as referências e qualidade estética de seus trabalhos têm se tornado cada vez mais interessante. Que venha Sasha Fierce!!

sábado, 27 de dezembro de 2008

2008 Dos Sonhos

De repente eu estava numa cidade meio medieval, ou mais antiga que isso; mas nada de clipes de bandas de goth metal: apesar de estar usando uma charrete como transporte, os tempos eram modernos. Na verdade muitos carros passavam por mim e parecia haver uma comoção na cidade, que depois descobri ter sido um incêndio num casarão antigo.

Num dado momento caí da carroça e minhas coisas [mais especificamente os óculos de coração de Madonna que comprei no Rio] ficaram lá e o carroceiro disparou loucamente pelas ruas. Enquanto eu corria atrás dele desesperadamente me deparei com o local do incêndio e ao lado dele havia uma campo de futebol, desses de terra batida típicos de cidades de interior.
No mesmo instante abstraí do que estava fazendo e me direcionei ao campo. Várias pessoas, jovens, pareciam celebrar alguma coisa com futebol, correrias, conversas e risadas altas. Talvez celebrassem o incêndio; me senti atraído àquele lugar... não sei se consigo descrever com exatidão, mas era como se eu mesmo estivesse lá naquele campo e, desta forma, eu precisasse me reencontrar.
Instantaneamente eu já estava lá e no meio da multidão que me aparecia meio anuviada, não conseguia ver ou perceber todos os rostos com firmeza. Contudo, um rosto familiar abriu a multidão cinematicamente: Alexandre!
Engraçado, Alexandre é a única pessoa da época de escola que eu não faço idéia de como está hoje; e de todos os desaparecidos do colegial, ele é o único que tenho vontade ver. Ele era o garoto mais lindo da sala, além de muito engraçado e sacana rs; daquele tipo que te tira do sério, especialmente quando estava de bullying. E lá estava ele, num lugar ultra inusitado num momento imaterial.
Seu sorriso, que era o mesmo de anos atrás, veio até mim numa velocidade surreal: eu o via a poucos centímetros de mim, porém ele ainda caminhava em minha direção.
"Lucas, gostoso!!"
Aquele cumprimento me afastou dele. Alexandre era o tipo de pessoa que você pouco sabia identificar o nível de sarcasmo do tom e ao ouvir aquelas palavras entrei em paranóia: ERA UM SONHO!! Caralho e agora? Contudo, a decisão de acordar era minha e certamente eu não estava nem um pouco afim de gritar "acorda Alice!"
Ele já veio me abraçando e tocando descaradamente, me beijando no rosto. Eu olhava ao redor e percebia que não tinha mais ninguém por perto - mas as pessoas estavam lá. Era estranho e desconfortável, eu me sentia atraído a ele porém aquilo era muito bizarro e surreal. Quando consegui me desvencilhar do abraço dele passei a perguntar o que se pergunta quando reencontramos o passado. Mas ele me respondia com aquela expressão sedutora e eu não registrava nada que ele dizia - foi quando joguei tudo pro ar e o agarrei num beijo hollywoodiano.
Sentia nossos corpos mesclados naquele momento, mas as pessoas reapareciam à nossa volta; ninguém prestando atenção em nós, cada um na(s) sua(s). Meu fôlego se esvaía em direção a ele, tudo era sublime, mágico e ele me beijava com afinco e saudade; mas quando nos separamos, ele com o mesmo sorriso charmoso de sempre tocou o ombro de um garoto que estava por perto dizendo: "este é meu namorado..."
"ACORDA ALICE!"
Me recusei a continuar sonhando.
*********
Conscientemente estou numa fase abstraída romantica e sexualmente; cansei de pensar, sofrer, perder energia e tempo com homens e romances potenciais. Enquanto eu continuo aberto a tudo na vida, prefiro me ligar a sentimentos de possibilidade de outra natureza, como no trabalho. Mas quando a gente dorme e o inconsciente toma conta blablabla... essas coisas acontecem. Não que quando esteja acordado eu fique a me enganar assumindo uma postura fake de abstração - eu realmente estou on the loose. Mas este aspecto da vida existe em mim... e às vezes it comes to bite my ass.
[Musique: Echo - Cyndi Lauper]