
Na verdade, eu sabia
, o mês anterior havia sido gasto planejando e sonhando aquele 26 de outubro e, logo cedo de manhã, Artur [meu amigo carioca e cicerone] e eu saimos da casa de nossos amigos, na Tijuca e fomos de metrô para a Cinelândia. Lá tomamos café-da-manhã e andamos até a Marina da Glória, onde o show aconteceria. Já encontrando 7 ou 8 pessoa lá, nos posicionamos na fila, para assim atingir nosso objetivo: ficar colado à grade, bem em frente a Björk, daí ela nos ouviria gritar que faríamos sexo com ela onde ela quisesse. Gastamos tempo dividindo nossas histórias de shows, analisando Björk e imaginando se ela chegaria de bicicleta, submarino ou pedalinho.



Como a mãe Oceania, pisquei meus olhos e ela estava em minha frente, toda linda e petite com seu vestido de embrulho de natal dourado, e testa com gliter da mesma cor. Foi incontrolável; o longo e alto grito que saiu de minha boca foi simplesmente incontrolável - lá estava ela em minha frente e eu mal conseguia acreditar. Logo depois veio Hunter com suas novas batidas metálicas e arranjo de sopros [ao invés de cordas], e percebi quando ela pegou algo no chão e escondeu sob os babados do vestido; pelo fim da canção ela simplesmente formou uma teia... não consigo descrever, vocês terão que ver por vocês mesmos [no vídeo no topo do post].

Eu estava viajando em êxtase, ainda não conseguia parar de gritar! Alguns ao meu redor choravam, mas eu estava muito hypado para chorar. Todos sabíamos que ela voltaria para o bis, então todos na arena - mais de 4 mil pessoas - batemos nossos pés no chão, fazendo muito barulho pelo retorno dela. E ela logo voltou, apresentando seus companheiros de banda e tocaram a altamente esperada Declare Independence. Tenho apenas uma coisa a dizer: MORI!

...era assim que se sente quando um sonho se realiza.
[Musique: I Miss You - Björk]