
03. "Sweet Dream" de Beyoncé

Analisando a imagem total de sua persona Sasha Fierce, cheguei a tal conclusão: lá estava esta mulher com mais duas backup-dancers, como se Destiny's Child ressurgisse das cinzas, mas [graças a Jah!] não, era só Beyoncé se auto-proclamando a Diva! A fotografia em preto e branco dos três primeiros clipes de Sasha Fierce [Singles Ladies, Diva e Ego] combinava perfeitamente com a imagem divina e espetacular que a personagem possuía.


Beyoncé's top 5:
a. Sweet Dream
b. Diva - "take it to another level, no passengers on my plane"
c. Single Ladies - a coreografia mais bombada da década!
d. If I Were A Boy - quem resiste cantar/gritar junto?
e. Halo - vide d.
02. "Sexy! No No No..." de Girls Aloud

Girls Aloud foi meu grande achado do ano. Em instantes me viciei em toda sua discografia e as defendia como ótimas representantes do Pop britânico. A girl-band mais bem sucedida da história foi subestimada por mim durante muito tempo, até que de repente Out Of Control [Fascination, 2008], possuiu meu iPod e minha cabeça. Eu já nem me esforçava, logo me rendi às maravilhosas faixas compostas e produzidas por Xenomania para o grupo. Ao longo de sua carreira, era como se Girls Aloud tivesse se tornado o canal pelo qual o hype grupo britânico de produtores mostrasse sua versátil genialidade.
Mas como parte da minha defesa, as canções de Xenomania não poderiam existir sozinhas e foi justamente a personalidade do grupo que me tornou fã. Ao olhá-las, muitos não conseguem [e nem se importam] em dizer quem é quem, mas talvez seja aí que resida a beleza e longevidade de Girls Aloud. Não parece existir uma luta de egos entre elas, como obviamente existia entre as Spice Girls ou Destiny's Child, e isso para mim foi um fator de apreciação interessante.

Sexy! No No No... foi o primeiro single do álbum Tangled Up [Fascination, 2007] e a música do grupo que mais me excitou ao longo do ano, apesar de facilmente poder dar lugar a outras jóias como Biology, Call The Shots, Sound Of The Underground e Can't Speak French. A sexualidade despojada, os refrões viciantes e, acima de tudo, as guitarras glamurosas que evocam uma aurea rocker sem deixar de ser BritPop em momento algum.
Girls Aloud's top 5*:
a. Sexy! No No No...
b. The Promise - estilizada à lá big bands dos anos 1960's é simplesmente apaixonante.
c. Rolling Back The Rivers In Time - "can't wait got to his face somewhere"
d. Biology - jóia rara do Pop, construinda em crescendo para um refrão que só explode mais de 1 minuto depois do início.
e. Can't Speak French - "I can't speak French, so I'll let the funky music do the talking now"
*É péssimo ter que escolher apenas cinco faixas. Quem conhece a discografia do grupo entende porque.

Ano passado Lady GaGa despontava nesta lista na 5a posição, em um ano a mulher não só chegou ao topo de minha apreciação, como ao topo do mundo, sendo eleita já por algumas publicações - com meses de antecipação - como a Popstar do ano.

Para mim, que já gostava de seu estilo divisor de opiniões, seu primeiro grande feito do ano foi a colaboração com Jonas Åkerlund no vídeo de Paparazzi. Os queixos de todo o mundo caíram diante da perfeição estética do vídeo, até mesmo de quem duvidava de sua genialidade artística. Posteriormente, foi anunciado o relançamento de seu debut The Fame [Interscope, 2008]; contudo, GaGa chutou a premissa oportunista das gravadoras em relançar trabalhos bem sucedidos simplesmente pelo faturamento, para lançar um novo álbum, infinitamente melhor que o antecessor, em diversos aspectos, tanto musicais quanto imagéticos.
Em The Fame Monster [Interscope, 2009], Lady GaGa subverte a temática celebrada em sua estréia [a fama], tomando uma direção mais sombria e reflexiva, chutando a vaidade e o hedonismo cocainados do anterior. Como se não bastasse, ela se supera e produz [desta vez com Francis Laurence] um dos melhores clipes da história e, sem dúvidas, o melhor da década: Bad Romance.

O resto de "Monster" não fica atrás. Nenhuma das nove faixas soa como meros recheios, todas com potenciais imagéticos inspiradores. Alejandro, que à primeira audição soa breguíssima mas revela uma qualidade ABBA impossível de recusar, tem GaGa falando com um sotaque italiano que me remete a ninguém menos que Madonna e sua famosa camiseta Italians Do It Better, mesmo que Alejandro seja hispânico [neste caso, o ser humano italiano em questão é a própria GaGa].
A cada audição, Monster demonstra maior potencial artístico. Qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade artística, e apreciador do Pop, pode imaginar milhares de possibilidades para cada faixa do álbum. Isso para um fã [eu mesmo!] causa uma excitante expectativa pelo o que Lady GaGa guarda em suas excêntricas mangas para o ano seguinte.
Lady GaGa's top 5:
a. Bad Romance
b. Paparazzi
c. Alejandro - *think Fellini* "I know that we are young and I know that you may love me, but I just can't be with you like this anymore......... Alejandro!"
d. Telephone [featuring Beyoncé] - "I LEFT MY HEAD AND LEFT MY HEART ON THE DANCEFLOOR!"
e. Speechless - o estilo romântico e dramático que só Lady GaGa é capaz de fazer atualmente.
