BitchyList
terça-feira, 29 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Semana Kylie Minogue

segunda-feira, 21 de maio de 2007
Serotonina
Olhando a banda passar
Atrelado à ilusão que não se cumpriu
Pretensiosamente gritando seu nome
Enquanto durmo um sonho inquieto
E quem me chamou
Não foi você, nem eu
Nem foi a luz fulminante
Foi o mais puro torpor
Êxtase vazio
Adrenalina estúpida
Serotonina muda"
terça-feira, 15 de maio de 2007
sábado, 12 de maio de 2007
Kate, The Great

Papa Bento No Brasil
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Genio!
terça-feira, 8 de maio de 2007
Indie Pop Descontrol

Filmes de Fossa #1: Feriado Vermelho Com Saudade

Nessa segunda vez em que assisti esse clássico da Paramount, imaginei como seria se Audrey tivesse tido a chance de trabalhar com Woody Allen. Isso porque o senso de naturalidade de sua atuação é tão vibrante que até em momentos extravagantes e improváveis como em APEOP, você ainda consegue sentir como se fossem as coisas mais prováveis de se acontecer.

Apesar de pequenas falhas, [praticamente não vemos o romance de Ann e Joe Bradley crescer, você apenas sabe que ele acontecerá e ele apenas acontece,] superficialmente este é um filme na premisa básica do cinema: entreter; mas claro, há mais nele do que vêem os olhos. Enquanto você segue as aventuras deles no lindos e históricos pontos turísticos romanos, você experiencia o amadurecimento de uma jovem mulher. Ann parte de uma garota inocente impactada por seus inevitáveis deveres políticos, para uma uma mulher consciente de sua importância para seu país; e ela chega a isso vivendo - mesmo que por um dia somente - sua vida como ela gostaria e fazendo coisas esperadas de uma adolescente normal [mesmo que a idade dela nunca seja especificada]. Isso fica claro quando ela entra no salão de beleza e corta seu cabelo, como num ato de desejo por independência, e nos faz pensar se os jovens devem realmente amadurecer cedo demais, como hoje em dia, perdendo assim coisas importantes que os moldarão para o resto de suas vidas.
Audrey Hepburn parece, em cada momento, estar em perfeito conhecimento disso e possui Ann com sublime e sutil atuação [a cena em que ela descobre que Joe e Irving são jornalistas é orgásmica!]. Durante as filmagens Gregory Peck delirou sobre a performance de Hepburn e disse que ela deveria e iria ganhar o Oscar de melhor atriz naquele ano, por seu retrato da jovem Ann. Pois bem, ela ganhou, derrotando estrelas estabelecidas e geniais como Ava Gardner e Deborah Kerr [como a misteriosa e hipnotizante Karen Holmes em A Um Passo Da Eternidade].

Todas as cores, músicas e vida vibrante em Moulin Rouge! disfarça uma profunda e triste história de amor. Todos sabemos que aquele final é para lá depressivo, mas poucos percebem que ele é a culminação de uma série de elementos que têm sido mostrados desde o começo. O fato de sabermos da morte de Satine nos primeiros dez minutos é um aviso de que não estamos vendo um musical alegrinho. Para mim, este é um dos mais obscuros e heartbreaking filmes já feitos; decidi vê-lo devido à sincronia da vida e estava ciente de que seria uma experiência lacrimosa.O contraste entre o carnaval de cultura pop e o melodrama do roteiro é feito por Baz Luhrmann de uma maneira brilhante e tão glamurosa que você não pode evitar que seu queixo caia, seus olhos molhem, seus corpo se arrepie; os cenários e figurinos kitsch e exagerados ficam maravilhosamente alegres quando você ouve todas aquelas canções coladas de maneira perfeita, como a trilha sonora de nossas vidas. Quero dizer, se sua vida fosse um musical, seria repleto de canções que você escuta todo dia; então, é puro prazer assistir a Moulin Rouge e cantar junto todas as músicas, como se você estivesse ouvindo uma coletânea.
Daí tem a tal da Kidman deslumbrando-nos com sua pele alva e cabelo violentamente vermelho, combinados a uma embasbacante fotografia azul. Para mim, em MR, Kidman está no auge de sua carreira; esta é minha performance favorita até agora, porque ela faz absolutamente tudo: canta, dança, desce de um trapézio, faz comédia, romance e drama, tudo em seus primeiros dez minutos de cena. Depois disso sua Satine nos dá uma montanha-russa de emoções e carisma tão difícil de se encontrar [e ainda aqueles velhacos FDP deram o Cara Careca para aquela odiosa Halle Berry]. Posteriormente, quando aquele danado garoto Christian [o sempre lindo e perfeito Ewan McGregor] a canta aquela música, aquela mesma que todos chamamos de nossa, é impossível não torcer pelo amor deles.
Oh, e tem Kylie Minogue! Levaram-se milênios para descobrir que a Fada Verde era ela, mas agora sempre que vejo o filme, fico aguardando ansiosamente o momento em que ela pulará da garrafa de absinto e transformará The Sound Of Music numa coisa sexy e tarada. Ela estar em tal projeto me faz amar Baz ainda mais, significando que ele está ligado a cada aspecto do culto [pop], inclusive deuses subestimados como Minogue. A ponta de Kylie é uma daquelas surpresas adoráveis que você tem quando vê um filme, e uma das várias que há neste. Eu absolutamente adoro quando Christian e Satine voam para o telhado em Your Song e a referência a Cantando Na Chuva; ou os fogos de atifício em forma de coração em I Will Always Love You [sem mencionar todo o Elephant Love Medley]; e cara!, nem digo de Material Girl em Diamonds Are A Girl's Best Friends.
Então no fim, a colagem pop de Baz é como um musical deve nos fazer sentir, porém melhor: simplesmente porque ele transforma o mundo num lugar mais feliz e bonito, apesar de sua obscuridade. E já que eu sou/adoro experiências catárticas, esse filme é essencial para quando estou melancólico e romanticamente abalado; fica aí a dica.Tempos atrás, eu e the ho conversávamos sobre como Almodóvar transforma suas atrizes em mulheres gostosas e desejáveis, mesmo quando não são tão bonitas; um ótimo exemplo é Rossy De Palma. Ano passado ele transformou Penélope Cruz novamente numa mulher de verdade, deixando para atrás a imagem americanizada que Hollywood a impôs. Então, depois de Moulin Rouge, eu vi Fale Com Ela pela segunda vez e essa idéia me veio à mente de novo. O jeito que Rosario Flores parece tão masculina é apenas uma casca que cobre a incrível feminilidade que ela exala sempre que está em cena.
Porém para mim, nesta obra-prima de 2002 Pedro fala mais de uma palavra dificílima de ser traduzida para outras línguas: saudade. Isso que sentimos quando sentimos tanta falta de alguém, que nossa energia fica presa em nostalgia. E neste filme ela é retratada de um jeito de partir o coração, mas, ainda assim, interessante, como só Almodóvar sabe fazer. Marco sentia tanto a falta de sua esposa problemática que ele chorava sempre que vivia algo sublime e emocionante. Por que? Porque ele não a tinha por perto para compartilhá-los. Saudade, mi amigos.
Outra coisa que me cativou nessa segunda vez foram os adoráveis flertes que ele faz com o Brasil. Vocês sabem que Caetano canta Cucurrucucú Paloma nele; porém antes disso, na primeira cena de tourada a música tocada é Por Toda A Minha Vida, de Elis Regina e Tom Jobim; depois Marco cita uma música de Jobim para Lydia [Insensatez]; e dentre os guias de viagem escritos por Marco, há um do Brasil.
Hable Con Ella, pelo fim, transforma-se num lindo ensaio sobre a solidão com pitadas de saudade, onde Almodóvar brilha em seu estilo de homenagear a arte do Cinema [desta vez a era muda] e usando polêmicas tramas; mas para mim, esse é um filme que tem um fim tão luminoso e cheio de esperança que reassegurou em mim o "poder do adeus"; mas também incitou meu desejo por amor. E não estou falando de sexo.
[Song: Lamb - Gorecki]
sábado, 5 de maio de 2007
Filmes de Fossa
quinta-feira, 3 de maio de 2007
"3 de Maio"
Unidades calóricas: 0
Cigarros: 0
[Puta merda, são 6 da manhã! Que estou fazendo acordado?]