"...who'd have known, when you flash upon my phone i no longer feel alone"

- Lily Allen

BitchyList

segunda-feira, 23 de junho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Religião

Sou agnóstico. Minha relação com d-us é bem particular e não vinculada a nenhum tipo de religião ou culto; estudo Cabala judaica, mas não sou judeu; acredito em Jesus Cristo como exemplo, mas não como santidade. Portanto me sinto livre e sem nenhuma amarra dogmática.
Costumo brincar que se eu tivesse religião, ela seria politeísta e os deuses além de antropornomorfizados teriam características bem humanas - como na mitologia grega. Meu Olimpo seria a cultura pop, habitado por seus artístas icônicos e praticamente "demoníacos" [no sentido cristão da palavra].
Quem então seria Zeus? Somente um nome tem o peso e a força do chefe do monte grego: Madonna. No meu fim de semana pra lá de bombado, foi ela quem enlouqueceu os sentidos com seus [antigos] clipes, ora lisérgicos ora simplesmente lindos.
Abaixo seis faixas que silenciou a galere e a pôs em concentração descontrolada afim de captar todas as suas nuanças.


6. Fever
Chamem de brega, kitsch ou what-the-fucking-ever, essa raridade noventista tem o incrível poder de mexer com seus sentidos de uma maneira que você não espera. Com cores e batidas [muito] fortes que contrastam com os suaves quase doces vocais da diva, é praticamente impossível não sentir o calor que a faixa incita.

5. Frozen
Apesar do nome, Frozen não te gelifica em momento algum. Madonna, rainha da transformação, se apresenta como nunca vista antes: pálida e obscura, como uma divindade desfavorecida da fácil simpatia dourada, mas não menos hipnótica, enquanto ela joga uma mensagem de virar a mesa.
Cheio de simbologia e referências, o vídeo dessa magnânima faixa, já clássica na cultura pop [quero ver quem se mantém impassível de reconhecimento ao escutá-la], te deixa vidrado em seus efeitos especiais muito mais psicológicos que o usual.

4. Human Nature
Após a sociedade tentar calá-la durante sua fase mais romantico-sexual [Erotica 1992], Madonna cuspiu, um tanto amarga, essa incrível resposta. O clipe tem talvez a mais perfeita coreografia e sincronia já registrada na música pop.

3. Ray Of Light
Eu sempre soube da capacidade efusiva dessa música, mas a combinação dela com seu clipe é demais! É muito difícil não se debater frenéticamente com ela ouvindo a parafernália de sons e imagens que é essa obra de arte.

2. Bedtime Story
Depois desse vídeo de 1995 Madonna não precisava fazer absolutamente mais nada; ainda assim ela fez. Mas essa obra de arte, dirigida por Mark Romanek, é um exemplo de exímia edição aliada a mentes inventivas e profundas. Tratando a inconsciência como algo mais ativo do que se supõe, Madonna nos presenteia com uma sequência de imagens psicodélicas e lisérgicas que reinventam o sentido da palavra "sonho" [ou "pesadelo"].

1. Nothing Really Matters
Eu e meus amigos repetimos esse clipe umas 5 vezes para ver se captávamos todas as sequências, referências e expressões que a molier enfiou neste vídeo. Tente perceber cada cara que ela faz e você vai ver o quão boa atriz ela é quando bem instigada e inspirada.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Fashion Victim

Se Gareth Pugh é meu estilista da noite, meus dias mereciam um estilo mais despojado porém chic. Eis que hoje de manhã, olhando randomicamente notas sobre o recém terminada temporada de verão do Fashion Rio, me deparo com um cara que vai me deixar com cara de gente grande quando eu tiver um trabalho e uma vida de verdade.




[Musique: The Harder The Come - DJ Paul Oakenfold featuring Nelly Furtado and Tricky]

segunda-feira, 16 de junho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Status Quo

Corao corao estamos atrasados, tanto que nem lembro se fiz o stalker essa semana passada. Só sei que desde o começo dela eu já sabia que The Ting Tings estariam aqui. Marce me aconselhou a baixá-los e, como sempre, eu demorei um pouco para ouvir. Porém quando o fiz fui dominado por toda a empolgação e glamour de Katie White e Jules De Martino.
Lindos de morrer, os dois têm a pose já clássica de boa parte das bandas indies que enveredam pelas matas do electro-pop. Com estilo e senso de moda new rave, mas a atitude de quem não está se importando muito com todo o fuss, De Martino bate sexymente aquela bateria, enquanto White se estrepa, feroz e linda, nos vocais; e na guitarra e no baixo e no bumbo... eles têm um quê de pop manufaturado superado pela maravilhosa força poser da "atitude nemli."
O álbum We Started Nothing já trás em seu título a mensagem de que não se encontrará nenhuma reinvenção do mesmo - os Tings começaram coisa nenhuma e não desejariam tê-la começado. Esse é meu ponto favorito nos Tings: o grande problema da cena indie de hoje em dia é que a grande maioria deles não passa de imitadores [e uma parte deles nem nisso é boa - oi Hadouken!] - mas ganham todo o hype por serem indies [que tá na moda, é hype, então deixou de ser indie... brinks]. Projetos como, por exemplo o MGMT e o Hadouken!, se vestem da armadura pretenciosa do Indie ["oi não somos mainstream, fazemos a diferença"], mas apesar de [no caso do primeiro] serem bons, não passam de repetidores de um estilo/época/whatever que já passou e que muito pouco acrescenta para a vida das pessoas, a não ser por um certo saudosismo incutido em todos nós.
The Tings logo de cara se despem da fala demagoga do everyday indie e vestem a pose do FODASE. Mas aí só vendo e ouvindo para você saber como é bom chutar o bumbo e gritar SHUT UP AND LET ME GO!
Músicas essenciais do momento: Great DJ, That's Not My Name e Shut Up And Let Me Go, lá no BitchyList - dentro da pasta "Stalker".
Para ver The Ting Tings clicaê!

sábado, 14 de junho de 2008

Oops!

Ontem eu bati o carro. Um inseto, mais especificamente uma borboleta, vôou no meu nariz, me distraindo e acabei pisando nos pedais errado e aí só ouvi o barulhão da colisão [adoro essa palavra! rs].
Nem eu nem la sister nos machucamos, nem as pessoas do outro carro, mas o nosso [diz meu pai] se foodel bastante. Ele gosta de exagerar as coisas; na verdade é até irritante um pouco, porque quando ele quer me repreender ele sempre fala num tom entediante supostamente calmo, que na verdade é cheio de condescendência. Mas de fato eu prefiro assim porque aí eu só reviro os olhos e finjo que tô ouvindo, se ele pirasse e gritasse eu taria me cagando.
Mas o que mais me impressionou foi o fato de que eu me mantive calmo durante todo o tempo! Não pirei, nem estremeci, nem mesmo tive tremedeira. Liguei para meu pai para ele me instruir sobre os procedimentos do seguro e pah, e a conversa foi toda muito sóbria, normal e blablabla. Depois o policial veio fazer a ocorrência e eu estava calmo o suficiente para flertar com ele... alguns amigos souberam da tragédia [rsrs] e apareceram no momento em que eu assinava a ocorrência; havia uma misto de preocupação e hilaridade no ar. Claro que rimos depois, especialmente com a borboleta.
Anyways, toda essa enrolação era para... bah não sei pra que escrevi isso tudo. Meh só tava mesmo contando uma anedota. zzzZzZzZzZzZzzzZZZZzzz
[Musique: Loco - Annie]

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia de Santo Antônio

Dia dos Namorades neh galere.
The ho e eu sempre dizemos de brinks que faremos todas as simpatias pra ver se algum namorado aparece.
Como de costume eu fico ultra amargo hoje e esse ano não é exceção. Porém, estou mais relaxado e maior parte do meu recalque é mais pela graça de fazer a bitch do que realmente estar. Nem com tesão eu to hoje. Na verdade só me sinto meio doente, mas tem nada a ver com a data, porque liguei o fodase hoje rsrs. Um feriado a menos pra gastar dinheiro.
Galere fizemos o Dia dos Desnamorado e fomos pro shopping tomar umas cervejas e ver Narjara cantar, mas antes fumamos um e aí que eu fiquei óóóótemo!!! Todo entupido com dor de cabeça e sono CÚ! Só queria me meter na cama e dormir. Aí eu fiquei amargo de verdade - apesar de insistirem que era por causa do dia. Mas aí aqui eu me toco, quem se importa em ter um home quando se tem crushes tão gostosas como eles:

[Musique: Great DJ - The Ting Tings]

terça-feira, 10 de junho de 2008

So You Think You Can Play...

Não falei antes, mas eu e dois amigos formamos um trio musical de brinks. Somos o egocentric-hard-porno e basicamente somos DJ wannabes. Já até temos uma gig numa festinha gay mês que vem, organizada por uns amigos nossos.
Hoje foi nosso primeiro dia de aula e apesar de a coisa não ser tão simples o quanto esperávamos, para o estilo de performance que faremos não será tão difícil. Cansados da mesma cena eletrônica em moda na cidade, queremos jogar um bom e velho pop na parada. Com pensamentos e gostos similares, porém bem diferentes em essência, nosso setlist está para ser bem eclético - então o usual padrão 4/8 de batidas da música eletrônica não funcionaria muito bem para nós. Como fas par mixar Sea Lion Woman de Feist em Let Me Know de Róisín Murphy? Então o resultado talvez seja mais como rádio do que rave.
Isso soa noob... e é! Mas confiamos em nosso bom gosto para fazer geral rebolar no dancefloor... simplesmente tocando as música que adoraríamos dançar!
[Musique: That's Not My Name - The Ting Tings]

segunda-feira, 9 de junho de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Stalking Abroad

Sorry pelo atraso mas o sábado foi loucura hype e o domingo foi loucura low - não dava pra escrever nada. [Às vezes eu me divirto quando escrevo como se fosse lido].
Vim a conhecer Estelle através de um amigo que ao ver meu novo entusiasmo com a Black Music, me apresentou essa jóia da coroa da rainha. Com sua deliciosa voz de veludo e um estilo que soa como Alicia Keys, só que inegavelmente melhor pois Estelle soa naturalíssima em tudo que faz, tanto nas vocalises sem exageros típicos do estilo [GRITOS!] quanto nos raps. Não que Keys tenha caído completamente no meu conceito - mas enquanto se pode fazer absolutamente qualquer coisa ouvindo Estelle, não dá para calcular o preço do CD dos The Ting Tings mais o preço do frete mais a taxa de importação do cartão de crédito mais o tempo que tudo levará para chegar aqui com alguém gritando no seu ouvindo no ONE NO ONE NO ONEEEEEEEEEEEEEEEEE... you know what I mean. u.u
E já que procurar por Italian Boys para aumentar meu network italiano é minha mais nova atividade stalker - a música de Estelle que melhor define a Maria Gringa [modalidade de criatura que só pega gente que não é de seu país] é American Boy. Assim como todas as canções de seu segundo álbum Shine, American Boy tem um feeling de Soul retrô, mas é ultra moderna! Especialmente quando Kanye West entra em cena com adoráveis raps, o que me faz ter uma simpatia maior por ele, que sempre soou meio antipático para mim.








Reflita esse clipe minia gents!!! A fotografia é LYDNA, o figurino dela é MARAVIUONDERFUL e os American Boys são OHHLALA!! Mas é a cara dela de blasé é hilária e o jeito que ela dança como se fosse uma criança desajeitada eh OOOOOOOOOOTEMO!!! Eu achei divertido - noob like me! Risors




A outra música que na semana passada fez minha cabeça no geral e especialmente nos momentos noobs e stalkers da vide foi Do It de Nelly Furtado. A música em si já é uma fofura do gênero psicótico com uma criatura que fica observando um cara com quem teve conexão no passado e não conseguiu esquecer.
É interessante como canções genuinamente obsessivas funcionam de maneira tão natural em nossa mente. Claro que isso tem tudo a ver com o fato de [como dizia Caetano] de perto ninguém é normal, aí nossas cabecinhas doentias se identificam com coisas produzidas por outras cabecitas doentias.

Siguintchy: todas as músicas citadas no BS tem agora pastas exclusivas na caixita branca no topo do blogo. A pasta obviamente se chama "Stalker" e cada post tem sua pasta.
Begosmiliga!

domingo, 8 de junho de 2008

Bons Momentos, Maus Momentos

Viver com gente é tão fácil quanto gente viver conosco. Deu pra entender? Eu estou longe de ser perfeito, mas como li hoje no guia diário da Cabala, o lance não é alcançar perfeição - nunca chegaremos lá - mas, sim, nos esforçarmos em busca dela.
Há mais ou menos dois meses, eu mais três dos meus melhores amigos fizemos um photoshoot para um congresso qualquer aí e as fotos ganharam mais atenção do que esperávamos. Contudo, um consenso entre nós é que, por mais que as fotos tenham ficado [modéstia à parte] maravilhosas e as pessoas tenham se empolgado com elas mais do que imaginamos, o processo de produção foi o mais gratificante de tudo. Isso é um exemplo prático do que citei da Cabala. Mas o que fazer quando de repente você é posto em prova?
Ontem à noite eu me irritei profundamente com o ego de um dos meus amigos. O dele entrou em cena cutucando o meu e por mais que eu achasse estar correto, o fato de eu me irritar e até mesmo pensar estar certo é prova que o meu ego também reagiu. "Listen, we all react. We aren't angels."
Apesar de pensar que reações bruscas como discutir e procurar falar mais alto do que a pessoa que feriu seu ego são inúteis, eu acho que após uma certa auto-análise deve-se demonstrar de alguma forma que uma barreira foi ultrapassada ali, que [se for o caso] não só seu ego foi alfinetado, mas um limite de boa convivência foi ultrapassado e que as partes devem resolver algum problema. Ontem, eu demonstrei isso com ações. Meu olhar se endureceu, meu tom de voz ficou mais obscuro e em pouco tempo eu escolhi sair, ao invés de me expor mais ao que me incomodava - escolhi sair para não explodir. Ainda assim, eu reagi.
Quando cheguei em casa eu estava raivoso! Eu praticamente espumava, de forma que não me concentrava em bulhufas que estava fazendo e resolvi ir dormir. Fui dormir com raiva da situação, raiva de mim mesmo por não ter falado o que pensava no momento do ocorrido, raiva do meu amigo por ser desatento quanto às suas ações... ou seja, lá estava Lucas e seu cérebro [aka ego] reagindo como uma serpente reage diante do movimento.
Aí agora de manhã, depois de uma surpreendentemente boa noite de sono [considerando as pequenas dores provenientes dos recém-feitos piercings em meu nariz e orelha], eu acordei com Nelly Furtado cantando Do It. Escolhi essa música para me despertar todos os dias porque ela sempre me dá uma sensação de musical: quando a protagonista acorda e sai dançando enquanto se prepara para iniciar o dia.
Ao levantar e balançar os quadris o tanto que meu corpo ainda dormente permitia, percebi que ainda tinha ego, mas ele estava mais preocupado com meus piercings do que com a noite anterior. E seguindo o praxe sentei aqui para abrir meus emails e lá estava o guia da Cabala esperando por mim:

"Cabala não tem a ver com atingir perfeição — tem a ver com lutar por perfeição. Não vamos conseguir a perfeição e aí o mundo vai mudar. O mundo vai mudar quando pessoas suficientes começarem a buscar perfeição.
Olha, todos reagimos. Não somos anjos. Mas se estamos apenas atentos e procurando não reagir, o ato de lutarmos e sermos - mais vezes sim que não - um tanto bem sucedidos nisso é ajudar a alçar a imortalidade para todo o mundo.
Hoje, faça um esforço maior em proagir. Quando vier alguém que você não gosta, corra até ele com amor e compreensão. Faça o contrário do que normalmente faz."


Talvez, 8 de junho tenha de alguma forma chegado mais cedo para mim...
[Musique: Shine - Estelle]

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Call 555-555-CONFIDE

Tem sempre aquela história de que quem faz Psicologia é porque tem problemas e está em busca de resolvê-los. Eu seria uma dessas pessoas se tivesse chegado a começar o curso de Psicologia que passei há alguns anos; mas que tem vezes que eu me sinto como o psicológo geral da nação, ahhh tem! Eu já me acostumei com o fato de ter nascido com uma placa de "mecomteselsproblems" na testa. E é dela que muitas vezes eu tiro minha experiência. Mas que experiência?
Diz-se que sábio é aquele que aprende com o exemplo alheio. Se for assim, eu sou um dos maiores gurus em relacionamentos que conheço. Sempre a mosca na parede dos relacionamentos dos amigos, Lucas fica só observando os comportamentos e ações das pessoas e quando os amigos vêm em busca de conselho, é engraçado, muitas vezes até pra mim, como ele sempre tem algo significativo a dizer [digo assim porque costumo receber feedback positivo]. E, pra ser honesto, é vero! Eu tenho ao longo da vida escutado tanto as lamentações romanticas de amigos que, aliadas a todos esse milhões de filmes e livros que eu leio, me faz gostar de pensar que eu realmente tenho alguma subtância no assunto.
Mas hoje, passando minha sabedoria a um amigo, me deparei com a auto-dúvida da demagogia. Será que essa minha vasta experiência observativa não faz de mim apenas um impostor? Afinal de contas, eu tenho tanta experiência prática no assunto quanto uma pré-adolescente. De crush a crush eu sempre sou o que acaba com o coração partido e as músicas bregas.
Hoje em dia eu nem reclamo; muitas vezes eu dou até garsas a g-d por achar que facilmente cairia na merda do "faça-o-que-eu-digo-não-faça-o-que-eu-faço." Contudo, há sempre os momentos em que você fica puto com todo mundo por ter algo que você sempre desejou e serem tão inéptos no trato com a coisa.
Porém, quem disse que eu saberei lidar? Meu amigo me disse que eu pareço estar preparado para quando vier, mas eu tô? Seila maaan!! Mesmo me achando por saber o que dizer para ajudar as pessoas, eu tenho dúvidas se terei a mesma sapiência quando chegar minha hora, já que automaticamente eu acabo sempre caindo nas mesmas armadilhas.
[Musique: Creator - Santogold]

sábado, 31 de maio de 2008

NoobTimes: Balada do Stalker - Stepping In The Dark Side!

Ontem eu fiquei com a piriquita acesa por escrever logo de uma vez isso aqui, mas no fundo não havia tempo, la bohême já me esperava há algumas horas, mas juro juro que tava difícil sair e largar os amplificadores do computador estourando Missy Elliott nos meus tímpanos. Mas não é só dela a Balada do Stalker de hoje, e sim de todo um estilo o qual, como disse ontem, nem Madonna, com sua mais nova reinvenção, nem Mariah conseguiram me deixar tão curioso quanto Nelly Furtado o fez nos últimos dias. O estilo em questão é a bafônica Black Music, que tem variáveis bem mais ricas que o preconceito deixava eu ver.

Missy Elliott é uma rapper, disso não se tem dúvidas. Mas o que eu não sabia era que as produções de seus álbuns eram tão boas e conceituais. Amiguinha de Timbaland, eles foram dois dos responsáveis na revolução do Hip Hop ocorrida no fim dos anos 1990 - acrescentando batidas mais elaboradas, com loucurinhas que superavam a base repetitiva do Rap tradicional.

Mas Lucas, apesar de estar maravilhado em geral com o trabalho de Missy, escolheu como sua contribuição stalkerina uma das músicas mais bizarras da cantora: Get Ur Freak On, que já embalava meus sonhos de dancefloor, mas agora tem um gosto ainda melhor de novidade, considerando que seu gênero é sua mais nova curiosidade.

Porém, é Esthero, uma canadense que faz trip-hop que me mostrou a faceta mais saborosa da Black Music. Misturando Soul, Hip Hop, Rap [há diferenças entre os dois, mas isso é pra outra história] e música caribenha, lido assim o som de Esthero pode soar como um sambão do crioulo doido, mas em seu segundo álbum, Wikked Lil' Grrrls - por exemplo, - tudo é perfeitamente harmonizado, com uma produção tendo instrumentos entrando e saindo em tempos perfeitos, a orquestração das músicas é coisa de gente madura! E ela tem só 29 anos!!!

Segundo a lenda, depois de sair de casa, em Harriston - Canadá, aos 16 anos e ir para Toronto sozinha, Esthero passou a cantar em bares enquanto fazia bicos para ganhar grana. Ela conheceu uma dupla de empresários que cuidaram dela até seus 18 anos, quando eles marcaram uma entrevista com o presidente canadense da EMI, Michael Mccarty, que - maravilhado com seu charme - mesmo sem a ter escutado cantar uma nota sequer marcou e pagou para gravações de uma demo.

Desde então Esthero é declarada influência para uma série de artistas, dentre eles Nelly "Nellstar" Furtado. Foi por ela que conheci Esthero, anos atrás quando virei fã e conheci a linda canção I Feel You, b-side do cd-single de I'm Like A Bird. Contudo, foi só agora que eu baixei e vim a conhecer maravilhosas canções como Thank Heaven 4 You, Wikked Lil' Grrrls, Bad Boy Clyde e My Torture. E é bem ela que está abaixo no vídeo.
Mais abaixo, a de Missy.